Western, John Ford, John Wayne e o Facínora Lee Marvin

O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA, 1962, de John Ford é um de meus westerns favoritos. Engana-se quem acha que western é apenas um “filme de cowboys”.   Talvez os ruins sejam. Os grandes westerns estão, fácil, fácil, entre os melhores filmes da história do cinema. Este trabalho de John Ford tem todos os elementos de um filme excepcional. Tem, é claro, cowboys e tiroteios. Mas tem uma história dramática cheia de níveis de leitura sobre lealdade e valores, tem romance, tem aventura, tem estudo do ser humano em situações de covardia, coragem, crise, tem estudo politico sobre o papel da autoridade, tem colocações sobre jornalismo e liberdade de expressão. Muita coisa? Pois tem mais. O elenco faz um trabalho excepcional. A começar por James Stewart, antológico como o Senador Ramson Stoddard, marido da linda Hallie (Vera Miles), que volta para homenagear o herói Tom Doniphon (John Wayne), o típico cowboy com seu código de ética atrapalhado mas intransponível. E o que dizer dos demais tipos inesquecíveis, como o mega vilão Liberty Valance de Lee Marvin, ou o Xerife Covarde Andy Devine ou o Jornalista destemido Peabody (Edmond O’Brien). Um filme clássico não envelhece jamais. Cada vez que a gente o revê, parece que estamos vendo coisas novas e outras emoções brotam nas cenas que, embora já vistas tem novas conotações, pela nossa idade ou pelas novas identificações que vamos adquirindo com os personagens. John Ford foi um gênio e este filme uma de suas grandes obras. Para ser visto e revisto. Sempre.

 

THE MAN WHO SHOT LIBERTY VALANCE, 1962, John Ford is one of my favorite westerns. You are wrong if you think that western is just a “cowboy movie.” Maybe the bad ones are. The great westerns are, easy, easy, among the best films in cinema history. This John Ford’s work has all the elements of an exceptional film. It has, of course, cowboys and gunfights. But it has a dramatic story full of reading levels about loyalty and values, romance, adventure, the study of human beings in situations of fear, courage, crisis, political study about the role of authority, issues on journalism and freedom of expression. Too many things? It has more. The cast does an exceptional job. Starting with James Stewart, anthological as Senator Ransom Stoddard, husband of beautiful Hallie (Vera Miles), who returns to honor the hero Tom Doniphon (John Wayne), the typical cowboy with its code of ethics muddled but insurmountable. And what about the other unforgettable types, such as mega villain Liberty Valance Lee Marvin, or the cowardly Sheriff Andy Devine or fearless journalist Peabody (Edmond O’Brien). A classic film does not grow old ever. Each time we see it again, it seems that we are seeing new things and other emotions come from the scenes that although already seen has new connotations, because of our age or the new identifications that we acquire with the characters. John Ford was a genius and this film one of his great works. To be seen and seen again and again. Ever.

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