O Ultimo Tango em Paris e Gato Barbieri

O ULTIMO TANGO EM PARIS, de Bernardo Bertolucci é, por diversas razoes, um filme que faz parte da história do cinema.

Foi um filme escandaloso feito em 1972 que, por suas ousadas cenas de sexo, teve problemas com a censura em diversos países do mundo, inclusive no Brasil.

Marlon Brando e a então desconhecida Maria Schneider (uma francesa de 20 anos que morreu em 2011) viviam o tórrido e tumultuado romance entre um viúvo americano traumatizado com o suicídio de sua esposa e uma jovem parisiense em busca de novas experiências.

O cenário era um apartamento vazio, onde os dois se encontraram, como supostos interessados em alugar.

Muito além da famosa “cena da manteiga”, ha uma dúzia de razoes pelas quais o filme merece estar em lugar de destaque, entre as quais a inesquecível trilha sonora composta e executada pelo musico argentino Gato Barbieri.

Inscrita entre as melhores de todos os tempos, a trilha navega entre poética, nostálgica, poderosa, dramática e profundamente triste. Coisa de gênio.

Certa vez, em uma viagem a Nova Iorque, deparei com um anuncio do BLUE NOTE, de que naquela noite estaria tocando na casa, nada mais, nada menos, que Gato Barbieri.

Fui sem hesitar.

Além de músico e mito, ele era mágico.

Inesquecível.

Hoje ele foi para o céu.

 

The Last Tango in Paris, Bernardo Bertolucci masterpiece is, for various reasons, a film that is part of the history of cinema.

It was a scandalous film made in 1972, by his strong sex scenes, it had problems with censorship in several countries, including Brazil.

Marlon Brando and Maria Schneider, a previously unknown actress (a 20 years old Frech girl who died in 2011) lived the torrid and tumultuous romance between an American widower traumatized by the suicide of his wife and a young Parisian in search of new experiences.

The setting was an empty apartment, where the two met, as alleged interested in renting.

Beyond the famous “butter scene”, there are a dozen reasons why the film deserves to be in a prominent place, including the unforgettable soundtrack composed and performed by the Argentine musician Gato Barbieri.

Admitted among the best of all time, the soundtrack navigates between poetic, nostalgic, powerful, dramatic and deeply sad. A genius thing.

Once, on a trip to New York, I came across an ad of BLUE NOTE, that inform that at night it would be playing, nothing more, nothing less than Gato Barberi.

I went there without any hesitation.

Besides being a musician and myth, he was magical.

Unforgettable.

Today he went to heaven.

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