Entre os meus filmes de faroeste favoritos, OS BRUTOS TAMBEM AMAM (1953), de George Stevens tem um lugar de honra.

Entra naquela categoria dos filmes perfeitos.

Western Clássico: Shane – Gênese e Estrutura de um Clássico, de Paulo Perdigão é um dos melhores livros que já li sobre cinema. O jornalista e critico de cinema disseca plano a plano o clássico expondo sua paixão pelo filme e a arte de fazer um filme inesquecível.

SHANE conta a historia de um pistoleiro que chega a uma pequena cidade onde os pequenos fazendeiros locais estão sendo expulsos de suas terras por um poderoso e rico dono de terras, ajudado por capangas sem escrúpulos.

A questão é que SHANE esta justamente no momento de sua vida em que queria abandonar tudo e viver uma vida mais pacata.

George Stevens teve o elenco ideal: Alan Ladd, como Shane fez o papel de sua vida. Taciturno, calado, misterioso, simpático quando necessário e frio quando preciso. Van Heflin como o fazendeiro líder dos pequenos, atormentado entre sua filosofia de vida pacifista e a necessidade de defesa de sua família e suas terras. Jean Arthur a mulher apaixonada, protetiva e temerosa. Brandon de Wilde, como o menino apanhado em meio a este conflito. E Jack Palance, o vilão perfeito.

O mito do cavaleiro solitário, visto depois em tantos e tantos westerns, nasceu com SHANE.

Tudo no filme está onde devia estar. Diálogos, planos de filmagem, cenas de tensão, tiroteios, duelos, mortes.

SHANE é muito mais que um western. Trata-se de um clássico do cinema.

 

Among my favorite movie westerns, SHANE (1953), George Stevens has a place of honor.

It is in that category of the perfect films.

Western Classic: Shane – Genesis and Structure of a Classic, by Paul Perdigão is one of the best books I have read about movies. The journalist and critic dissects the classic plan by plan, exposing his passion for the film and the art of making an unforgettable film.

SHANE tells the story of a hit man who comes to a small town where the local small farmers are being driven off their land by a powerful and wealthy landowner, helped by unscrupulous henchmen.

The point is that SHANE at that moment of his life wanted to give up everything and live a quiet life.

George Stevens had the ideal cast: Alan Ladd as Shane played the role of his life. Taciturn, silent, mysterious, friendly, when needed and cold when needed. Van Heflin as the leader of the small farmer, tormented between his pacifist philosophy of life and the need for defense of his family and his land. Jean Arthur a woman in love, protective and fearful. Brandon de Wilde, as the boy caught in the midst of this conflict. And Jack Palance, as the perfect villain.

The myth of the lone rider, seen after this in many, many westerns, was born with SHANE.

Everything in the film is where it should be. Dialogues, filming plans, tension scenes, shootouts, duels, deaths.

SHANE is much more than a western. This is a classic .