Morreu hoje a atriz Madeleine Lebeau, a ultima sobrevivente do elenco de CASABLANCA (1942), de Michael Curtiz.

CASABLANCA é o meu filme favorito.

Para começar, acho que é o filme que formou todos os clichês dos filmes românticos que embalam os sonhos dos namorados nos cinemas.

A paixão eterna de Rick e Ilsa serve de modelo aos roteiristas de milhares de filmes posteriores, seja pela excelência da construção daquele romance, seja pela atração indiscutível que seu desfecho causa ate hoje.

E olha que faz quase 75 anos que aquele avião partiu de CASABLANCA.

Humphrey Bogart e Ingrid Bergman (linda como nunca) conseguiram, com suas interpretações, imortalizar frases que nunca deixaram a memoria dos cinéfilos.

E, para fechar o cenário, o filme tem tudo o mais que se poderia desejar: a Segunda Guerra Mundial, nazistas odiosos, um herói idealista em situação de perigo, um chefe de policia francês simpático e corrupto, um vigarista que roubou vistos valiosíssimos, um pianista espetacular…

Uma galeria de tipos fora de serie.

O idealismo dos heróis e dos anti heróis é posto a prova na mais extrema das situações.

Em 27 de novembro de 1942, o New York Times publicou a critica de CASABLANCA afirmando que: “Em resumo, nos iremos dizer que CASABLANCA é um dos mais excitantes e inteligentes filmes do ano. Ele certamente não fara Vichy feliz – mas este é somente outro ponto a favor dele.”

Roger Ebert, em sua critica de CASABLANCA, escreveu: “Ver o filme uma e outra vez, ano após ano, acho que nunca é demais. Ele é como um álbum musical favorito; quanto mais eu sei, mais eu gosto. A fotografia em preto e branco não envelheceu como a colorida faria. O diálogo é tão livre e cínico que não tem se tornado antigo. Grande parte do efeito emocional de “Casablanca ” é conseguido por engano; quando nós saímos do cinema, estamos absolutamente convencidos de que a única coisa que evita que o mundo fique louco é que os problemas de três pessoas quaisquer, afinal de contas equivalem a mais do que um monte de feijão.”

Entre tantas cenas memoráveis de CASABLANCA, aquela em que o conjunto do Rick’s toca a Marseillaise conduzida por Victor Lazlo em resposta a uma canção alemã cantada pelos nazistas, autorizados por um olhar de assentimento de Humphrey Bogart e sob a emoção de todos, certamente se inscreve como uma das maiores cenas do cinema de todos os tempos.

E ainda tem AS TIME GOES BY, tocada e cantada por Dooley Wilson, o Sam, para quem Ilsa nunca disse o “Play it again”…

Woody Allen prestou uma linda homenagem a CASABLANCA, em seu espetacular SONHOS DE UM SEDUTOR(1972), dirigido por Herbert Ross, a partir de um peça que o próprio Allen escreveu.

CASABLANCA é simplesmente o máximo!

 

Today died Madeleine Lebeau, actress, the last survivor of the casting of CASABLANCA (1942), a film by Michael Curtiz.

CASABLANCA is my favorite movie.

To begin, I think it is the film that formed all the clichés of romantic movies cradling dreams for Valentine in theaters.

The immortal passion of Rick and Ilsa serves as a model for writers of thousands of later films, and it is the excellence of its construction that is the undeniable reason of its attraction until now.

And it is almost 75 years since that plane flew from CASABLANCA.

Humphrey Bogart and Ingrid Bergman (beautiful as ever) have succeeded with their interpretations, immortalizing quotes that never left the memory of moviegoers.

And to close the scene, the film has everything else you could want: the Second World War, hateful Nazis, an idealistic hero in danger, a head of friendly and corrupt French police, a con man who stole priceless visas, a spectacular pianist …

It is a gallery of unforgettable characters.

The idealism of heroes and anti heroes is put to the test in the most extreme situations.

On 27th, November, 1942, the New York Times published a review of CASABLANCA stating that: “In short, we will say that “Casablanca” is one of the year’s most exciting and trenchant films. It certainly won’t make Vichy happy—but that’s just another point for it.”

Roger Ebert, in his review of CASABLANCA, wrote: ” Seeing the film over and over again, year after year, I find it never grows over-familiar. It plays like a favorite musical album; the more I know it, the more I like it. The black-and-white cinematography has not aged as color would. The dialogue is so spare and cynical it has not grown old-fashioned. Much of the emotional effect of “Casablanca” is achieved by indirection; as we leave the theater, we are absolutely convinced that the only thing keeping the world from going crazy is that the problems of three little people do after all amount to more than a hill of beans.”

Among the many memorable scenes of CASABLANCA, the one in which the Rick’s bands plays the Marseillaise conducted by Victor Lazlo in response to a German song sung by the Nazis, authorized by a nod look from Humphrey Bogart and under the emotion of all people, certainly stays as one of the greatest scenes of cinema of all time.

And there’s AS TIME GOES BY, played and sung by Dooley Wilson, Sam, to whom Ilsa never said “Play it again” …

Woody Allen gave a beautiful tribute to CASABLANCA, in its spectacular Play It Again, Sam (1972), directed by Herbert Ross, from a play that Allen himself wrote.

CASABLANCA is simply the best!