HORIZONTE PROFUNDO: DESASTRE NO GOLFO (2016), de Peter Berg se insere nos chamados filme-desastre, um género que teve o seu apogeu na década de 70 e cujos filhos mais ilustres (na minha opinião) são INFERNO NA TORRE e AEROPORTO.

Algumas dezenas de personagens são apresentados na primeira metade do filme, alguns para captarem a simpatia do espectador e outros, obviamente, para despertarem raiva e antipatia.

Depois ocorre uma catástrofe que os coloca juntos em perigo de vida.

Morrem muitos (alguns maus e alguns bons), mas o mocinho geralmente se salva, depois de perigos inimagináveis. O final feliz, embalado com uma canção emocionante, geralmente tem letreiros contando o que houve com cada um, claro se o filme for “BASEADO EM FATOS REAIS“, como este.

Evidente que o prodígio tecnológico que o cinema e as possibilidades de filmagens e trucagens atingiram, ensejam cenas cada vez mais realistas e impressionantes.

Mas, apesar do esforço de um ótimo elenco, com Mark Wahlberg, Kurt Russel, John Malkovich e Kate Hudson, acho que nos distanciamos muito da ingenuidade e do maniqueísmo que sustentavam aqueles filmes-desastre.

Neste aqui, o desastre superou de longe o filme.

 

DEEPWATER HORIZON (2016), by Peter Berg is included in so-called film-disaster, a genre that had its high in the 70s and whose most illustrious sons (in my opinion) are THE TOWERING INFERNO and AIRPORT.

A few dozen characters are presented in the first half of the film, some to capture the sympathy of the viewer and others, of course, to arouse anger and dislike.

After, a disaster occurs that puts them together in a great danger.

Many die (some bad and some good), but the good guy usually is saved after unimaginable dangers. The happy ending, packed with an exciting song, usually has captions telling what happened to each one, of course if the film is “BASED ON REAL FACTS,” like this.

Clearly, the technological wonder and the possibilities for filming and trickery reached, make the scenes increasingly realistic and impressive.

But despite the efforts of a great cast, with Mark Wahlberg, Kurt Russell, John Malkovich and Kate Hudson, I think that we distanced ourselves much of naivety and manichaeism that supported those-disaster movies.

In this one, the disaster by far exceeded the film.