E não é que eu gostei de ESQUADRÃO SUICIDA (2016), de David Ayer. Primeiro tinham sido as críticas absolutamente arrasadoras sobre o filme, denominando-o de fracassado e idiota para baixo. Depois a opinião praticamente unanime de todos os meus conhecidos que se arriscaram a vê-lo quando estreou nos cinemas.

Talvez por te-lo visto sem nenhuma expectativa positiva, encontrei muita coisa boa nesta nova história baseada em HQ da DC COMICS, narrando uma operação secreta do Governo Americano com vilões meta humanos como meio de criar soldados diferenciados.

Em primeiro lugar, mais uma vez fica claro que o universo da DC COMICS é bem mais dark e sombrio que o da MARVEL. Suas historias destilam um desencanto com o mundo e as pessoas cada vez mais acentuado. Os bons são ruins e os ruins, meu Deus, são péssimos.

Eu nunca tinha tido contato com as HQs do Esquadrão Suicida, mas achei muito interessante tanto os personagens – completamente malucos e para la de alucinógenos – como a forma do filme apresentá-los.

Um destaque indiscutível de ESQUADRÃO SUICIDA é a plasticidade belíssima de suas cenas. Há pelo menos uma dúzia de cenas deslumbrantes no filme, de um colorido extasiante, praticamente pinturas na tela do cinema.

No elenco, Margot Robbie, em minha opinião, roubou o filme como a ARLEQUINA. Desbocada, pirada, bem humorada, corajosa e surpreendente, é a personagem mais destacada deste esquadrão. Em segundo lugar, a sempre ótima Viola Davis, fazendo uma vila impecável.

E o surpreendente bom humor de cenas desconcertantes do filme, em meio a toda aquela desgraça, sofrimento e destruição? Um toque de maestria do roteiro.  A gente ri muito nas cenas mais inesperadas.

Sendo um primeiro capitulo de uma franquia, ESQUADRÃO SUICIDA, para mim, superou o desafio do opus one, sempre difícil. Vamos ver o que mais vem por aí.

 

And I liked SUICIDE SQUAD (2016), by David Ayer. First it had been the utterly overwhelming criticism of the film, calling it a loser and an idiot movie. Then the almost unanimous opinion of all my acquaintances who ventured to see him when he debuted in theaters.

Perhaps because I saw it with no positive expectation, I found a lot of good in this new comic-based story from DC COMICS, chronicling a covert operation of the American Government with metha human villains as a means of creating differentiated soldiers.

Firstly, it is again clear that the DC COMICS universe is much darker and darker than that of MARVEL. Their stories distill a disenchantment with the world and people becoming more accentuated. The good ones are bad and the bad ones, my God, are really bad.

I had never had any contact with the Suicide Squad comic book, but I found the characters – completely crazy and hallucinogenic – very interesting as the way the film presented them.

An undisputed highlight of SUICIDE SQUAD is the beautiful plasticity of its scenes. There are at least a dozen dazzling scenes in the film, from an exhilarating coloring, to practically paintings on the movie screen.

In the cast, Margot Robbie, in my opinion, stole the movie as HARLEQUIN. Runaway, crazy, good-humored, brave and amazing, is the most outstanding character of this squad. Second, the always great Viola Davis, making a great villain.

And the astounding good humor of the film’s bewildering scenes, amidst all that misery, suffering and destruction? A touch of script mastery. We laugh a lot in the most unexpected scenes.

Being a first chapter of a franchise, SUICIDE SQUADRÃO, for me, overcame the challenge of opus one, always difficult. Let’s see what else comes around.