Hollywood, de vez em quando, parece fazer filmes errados de propósito. Ver esta nova versão de A MÚMIA, dirigida por Alex Kurtzman, um produtor da série STAR TREK faz a gente se perguntar como eles não viram que estava tudo errado.

Para iniciar, o filme não tem história. Ok. A múmia (que deperdícioda ótima Sofia Boutella) vindo atrás de Tom Cruise é argumento para segurar meia hora de filme, no máximo. Depois de seis tentativas, não há quem aguente a tal perseguição.

O segundo problema, também bastante comum, é que os efeitos especiais são tão perfeitos, que o cineasta se obriga a fazer de seu filme um catálogo de efeitos, esquecendo que o espectador que ver filme, conflitos, emoções e não apenas efeitos. 90% do tempo de A MÚMIA é uma sucessão de efeitos especiais digitais (todos muito bons) desfilnado na tela. A gente fica com a sensação de estar vendo um programa sobre efeitos especiais.

E, na minha opinião, o terceiro problema foi querer lançar explicitamente uma franquia de monstros da Universal com uma história mequetrefe sobre uma organização mundial que luta contra o mal em todas as suas formas. Arrrgggh.

Em resumo: fuja de A MÚMIA, como O Tom Cruise foge da própria.

 

Hollywood, from time to time, seems to make bad movies on purpose. Watching this new version of THE MUMMY, directed by Alex Kurtzman, a producer of the STAR TREK series makes us wonder how they did not see that everything was wrong.

To start, the movie has no story. Okay. The mummy (a great waste for great Sofia Boutella) coming after Tom Cruise is an argument for holding a half hour of film at the most. After six attempts, there is no one who can withstand such persecution.

The second problem, also quite common, is that the special effects are so perfect, that the filmmaker is forced to make his film a catalog of effects, forgetting that the viewer who see film, wants conflicts, emotions and not just effects. 90% of the time of the picture is a succession of digital special effects (all very good) unfiltered on the screen. We get the feeling of watching a special effects program.

And in my opinion, the third problem was wanting to explicitly launch a Universal Monster franchise with a nasty story about a world organization that fights evil in all its forms. Arrrgggh.

In short: Flee from THE MUMMY, as Tom Cruise flees his own.