BEIRUT, de Brad Anderson, dísponível no NETFLIX é um thriller político que consegue distrair bastante o espectador em face de seu roteiro bem concebido e ainda melhor desenvolvido. O complexo cenário da política e da espionagem no Oriente Médio é muito bem explorado na história de Mason Skiles (o sempre ótimo John Hamm, da série MADMEN) um negociador que vive no Líbano e tem sua vida destruída por uma tragédia pessoal inesperada.

Anos depois, em meio à decadência e alcoolismo, recebe uma missão da CIA para retornar a Beirute para ser o negociador no sequestro de seu melhor amigo por terroristas. No elenco, Rosamund Pike (não tão bem como no excepcional western HOSTILES), Mark Pellegrino e Dean Norris.

Os filmes de espionagem saíram de moda desde o final da Geurra Fria. Ver um thriller em que as perseguições a pé, os grampos telefônicos, as tocais em carros à noite e os planos com reviravoltas e espiões duplos são uma constante, quase traz de volta um certo prazer meio anos sessenta e setenta, onde este tipo de filme teve seu ápice.

BEIRUT não tem pretensões a ser um tratado político sobre o Oriente Médio e este talvez seja seu grande mérito. Todos os personagens são, ao mesmo tempo, mocinhos e vilões. Como seres humanos. Mas o filme é bem feito e cumpre seu papel de ótimo entretenimento.

 

BEIRUT, by Brad Anderson, available on NETFLIX, is a political thriller that manages to distract the viewer thanks to its well-conceived and even better-crafted script. The complex scenario of politics and espionage in the Middle East is very well explored in the history of Mason Skiles (the always great John Hamm of the MADMEN series), a negotiator who lives in Lebanon and has his life destroyed by an unexpected personal tragedy.

Years later, in the midst of decadence and alcoholism, he receives a CIA mission to return to Beirut to be the negotiator in the abduction of his best friend by terrorists. In the cast, Rosamund Pike (not as well as in the exceptional western HOSTILES), Mark Pellegrino and Dean Norris.

Spy movies have gone out of style since the end of Cold War. To watch a thriller in which walking chases, misterious phone calls at night and plans with twists and double spies are a constant, almost brings back a certain pleasure of the sixties and seventies, where this type of film had its climax.

BEIRUT has no pretensions to be a political definitive lesson on the Middle East and this may be its great merit. All the characters are, at the same time, good guys and bad guys. As human beings. But the film is well done and fulfills its role of great entertainment.