NASCE UMA ESTRELA (2018), de Bradley Cooper teve a coragem de trazer para as telas, pela terceira vez, a história da jovem artista que é descoberta por um decadente performer e sai do anonimato para o estrelato.

Em 1954, George Cukor contou esta história pela primeira vez. O ramo era o cinema. James Mason, um ator na fase final da carreira “descobre” a talentosa Judy Garland e a catapulta para o universo das estrelas. O filme foi indicado para seis Oscars, mas terminou sem nenhum. A dupla central de protagonistas ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator e Atriz.

Em 1976, por iniciativa da Produtora Barbra Streisand, a Warner refilmou NASCE UMA ESTRELA, agora com Kris Kristofferson e a própria Barbra nos papeis principais. O universo agora era o mundo do rock. O filme ganhou o Oscar de Melhor Canção com a eterna EVERGREEN.

Agora, em 2018, Bradley Cooper se debruçou sobre a história original de William Wellman e Robert Carson, tendo o inegável mérito de dar o protagonismo a Lady Gaga, uma das artistas mais completas da atualidade. Um cantor de musica country descobre uma compositora e cantora perdida entre um emprego de garçonete e performances esporádicas em um Clube drag.

O resultado é nada menos que mágico. O romance dos dois e a ascensão da carreira de Ally é narrado com cenas absolutamente deslumbrantes, seja nos concertos para milhares de pessoas, seja nas cenas de intimidade do casal.

Os temas abordados pelo roteiro são densos e variados. Todos, a seu tempo, proporcionando grandes cenas e falas.

Lady Gaga já tinha aparecido no cinema, em pontas na Série OS SOPRANOS, em HOMENS DE PRETO 3 e SIN CITY: A DAMA FATAL. Também se destacou em AMERICAN HORROR STORY, na tv paga americana.

Mas aqui ela consegue uma performance de alto estilo, capaz de colocá-la, desde já, como uma das favoritas ao Oscar. Ela está simplesmente encantadora, rica, atormentada, alegre, feliz e triste, tudo em cenas primorosamente dirigidas e fotografadas pelas lentes de Cooper.

E Bradley Cooper, que já tinha descolado sua carreira do início como comediante (SE BEBER, NÃO CASE), em trabalhos excelentes, como SNIPER AMERICANO, O LADO BOM DA VIDA e TRAPAÇA, aqui também chega a seu nível mais alto.

A trilha sonora, então, é de “cortar os pulsos”, com uma canção mais linda que a outra, todas com letras altamente relcionadas com a história que se vê na tela.

NASCE UM ESTRELA, em resumo, é um dos melhores filmes deste ano, fácil e concorre a um lugar nas galerias dos grandes filmes que tem como tema a música e a vida.

 

A STAR IS BORN (2018) by Bradley Cooper had the courage to bring to the screens, for the third time, the story of the young artist who is discovered by a decadent performer and leaves the anonymity for stardom.

In 1954, George Cukor told this story for the first time. The ambience was the cinema. James Mason, an actor in the final phase of his career “discovers” the talented Judy Garland and catapult her into the universe of stars. The film was nominated for six Oscars, but ended with none. The central duo of protagonists won the Golden Globe for Best Actor and Actress.

In 1976, by the initiative of Producer Barbra Streisand, Warner remade A STAR IS BORN, now with Kris Kristofferson and Barbra herself in the lead roles. The universe was now the world of rock. The film won the Oscar for Best Song with the eternal EVERGREEN.

Now in 2018, Bradley Cooper bent over the original story of William Wellman and Robert Carson, having the undeniable merit of bringing in Lady Gaga, one of the most complete artists of present days. A country music singer discovers a songwriter and singer lost between a waitress job and sporadic performances in a drag club.

The result is nothing short of magical. Their romance and the rise of Ally’s career is narrated with absolutely breathtaking scenes, whether at concerts for thousands of people or in intimacy scenes of the couple.

The themes covered by the script are dense and varied. Everyone, in their time, providing great scenes and quotes.

Lady Gaga had already appeared in the movies, in cameos in the Series THE SOPRANOS, in MEN IN BLACK 3 and SIN CITY: A DAME TO KILL FOR. She also starred in AMERICAN HORROR STORY on pay-TV in the US.

But here she achieves a high-profile performance, able to put her, right now, as an Oscar favorite. She is simply charming, rich, tormented, happy and sad, all in scenes exquisitely directed and photographed by Cooper’s lenses.

And Bradley Cooper, who had already taken off his early career as a comedienne 9THE HANGOVER), in excellent works such as AMERICAN SNIPER, SILVER LININGS PLAYBOOK and AMERICAN HUSTLE, here also reaches his highest level.

The soundtrack, then, is “to cut the wrists,” with one song more beautiful than the other, all with lyrics highly related to the story you see on the screen.

A STAR IS BORN, in short, is one of the best films of this year, easy. And it competes for a place in the galleries of the great films that have as theme music and life.