AMERICAN ANIMALS: O ASSALTO (2018), de Bart Layton (documentarista britânico) é certamente um dos filmes mais originais e criativos deste ano. É impressionante o número de recursos que utiliza ao narra a incrível história de quatro jovens que resolvem roubar livros raros em uma biblioteca de sua Universidade no Kentucky.

Inicia pelo genial letreiro que anuncia: “Esta não é uma história baseada em fatos reais.”

Logo em seguida, é apagada a expressão üma história baseada em fatos”, ficando apenas “Esta é uma história real.”

O segundo susto ocorre quando da apresentação dos protagonistas é seguido pela aparição dos verdadeiros personagens, hoje mais adultos, criando um docudrama fascinante ao entremear a história do filme, com depoimentos reais dos alunos reais.

O andamento do filme é simplesmente espetacular, dando ao espectador uma total ansiedade em ver a próxima cena e, por conseguinte, o desfecho da história.

Se a originalidade é o ponto mais forte do filme, não ficam atrás as reflexões que ele provoca sobre por que aqueles quatro jovens fizeram o roubo? As cenas em torno da sensação de vazio que tinham em suas vidas (ainda no início), sua ambição em crescer financeiramente sem trabalhar por anos a fio é um prato cheio para o cinema adulto e contemporâneo de Bart Lyon.

A narrativa em vários pontos de vista é outro achado que se encaixa perfeitamente no filme, principalmente quando um protagonista questiona se tal ou qual fato efetivamente aconteceu ou é mera ficção.

Isto dá a AMERICAN ANIMALS uma grandiosidade de discussão sobre a memória e o passado, fora de qualquer padrão.

O elenco dos jovens atores, Evan Peters, Blake Jenner, Barry Keogan e Jared Abrahamson é perfeito. Ainda mais quando se compara os atores aos personagens reais, absolutamente idênticos.

AMERICAN ANIMALS, sucesso mais do que merecido no Sundance Festival,  é um sopro criativo sem fim e se inscreve entre os filmes de 2018.

 

AMERICAN ANIMALS (2018), by Bart Layton (British documentary filmmaker) is certainly one of the most original and creative films of this year. It’s impressive the number of features it uses to tell the incredible story of four young men who decide to steal rare books from a library at his University in Kentucky.

It starts with the genial sign that announces: “This is not a story based on real facts.”

Soon after, the expression “history based on facts” is deleted, only getting “This is a real story.”

The second scare occurs when the protagonists’ presentation is followed by the appearance of the true characters, today more adults, creating a fascinating docudrama to interweave the history of the film, with real testimonies of the real students.

The progress of the film is simply spectacular, giving the viewer a complete anxiety to see the next scene and, therefore, the end of the story.

If originality is the strongest point of the film, do not you look beyond the reflections it raises about why those four young people did the robbery? The scenes surrounding the sense of emptiness they had in their lives (early on), their ambition to grow financially without working for years is a great subjects for the adult and contemporary cinema of Bart Lyon.

The narrative in several points of view is another finding that fits perfectly in the film, mainly when a protagonist questions if this or that fact actually happened or is mere fiction. This gives AMERICAN ANIMALS a great deal of discussion about memory and the past, out of any standard.

The cast of the young actors, Evan Peters, Blake Jenner, Barry Keogan and Jared Abrahamson is perfect. Especially when you compare the actors to the real characters, absolutely identical.

AMERICAN ANIMALS, a well deserved success at Sundance Festival,  is an endless creative breath and is among the 2018 films.