Sou um fã ardoroso da personagem Lisbeth Salander. a anti-heroína criada pelo falecido escritor sueco Stieg Larsson, em sua trilogia de livros sobre a garota com a tatuagem do dragão, que já chega ao quinto filme.

Os três primeiros foram suecos, com Noomi Rapace como a hacker bissexual tatuada disposta a tudo para engrentar seus algozes e as injustiças do mundo. Os americanos resolveram refilmar o primeiro livro e trouxeram uma surpeendente Rooney Mara (excelente atriz) para viver Lisbeth.

Quando o escritor David Lagercrantz escreveu uma quarta aventura de Lisbeth, se iniciou uma verdadeira guerra para ver quem seguiria sendo a protagonista Millenium no cinema.

Ganhou a inglesa Clarie Foy, vinda do extraordinário sucesso como a Rainha Elizbeth, na série da NETFLIX, THE CROWN. Ela está ótima como Salander, por momentos chegando a ombrear com as criações perfeitas de Rapace e Mara.

Quem fica muito atrás dos originais é o personagem do jornalista Michael Blomqvist. Já vivido pelo ótimo ator sueco MICHAEL NIQVIST (já falecido) e por Daniel Craig, ele ficou muito esmaecido na pele de Sverrir Gudnason, já visto em BORG X McENROE.

Uma produção nota dez não consegue tapar os inúmeros furos do roteiro, que tem cenas próximas do ridículo, como a do agente americano encontrando todas as pistas que precisava sobre o caso nos restos de um prédio incendiado. Ou a forma como a namorada de Lisbeth entrega como encontrá-la. Ou ainda o menino atendendo o telefone para falar com seu pai, permitindo o rastreamento pelos vilões. É muita cena ruim para um roteiro só.

A excelente Claire Foy e o fascínio da personagem de Lisbeth Salander lutam galhardamente contra este roteiro ruim durante pouco mais de duas horas.

A gente sai do cinema suspirando por uma história melhor da próxima vez em que uma das heroínas do nosso tempo chegar às telas.

 

I’m a big fan of the character Lisbeth Salander. the anti-heroine created by the late Swedish writer Stieg Larsson in his trilogy of books about the girl with the dragon tattoo, who already reaches the fifth film.

The first three were Swedish, with Noomi Rapace as the bisexual tattooed hacker willing to do everything to bolster his tormentors and the injustices of the world. The Americans decided to rework the first book and brought in a surpising Rooney Mara (excellent actress) to live Lisbeth.

When the writer David Lagercrantz wrote a fourth adventure of Lisbeth, a real war began to see who would continue being the protagonist Millenium in the cinema.

The abttle was won by the English Claire Foy, coming from the extraordinary success as Queen Elizbeth, in the series of NETFLIX, THE CROWN. She looks great like Salander, at times getting to shoulder with the perfect creations of Rapace and Mara.

Whoever stays far behind the originals is the character of journalist Michael Blomqvist. Already lived by the great Swedish actor MICHAEL NIQVIST (already deceased) and by Daniel Craig, he was very dim in the skin of Sverrir Gudnason, already seen in BORG X McENROE.

A production note ten can not cover the numerous holes in the script, which has scenes close to ridicule, like the US agent finding all the clues he needed about the case in the remains of a burning building. Or the way Lisbeth’s girlfriend gives out how to find her. Or the boy on the phone to talk to his father, allowing the tracking by the villains. It’s a lot of bad scenes for one script.

The excellent Claire Foy and the fascination of the character of Lisbeth Salander fight gallantly against this bad script for little more than two hours.

We leave the cinema praying for a better story the next time one of the heroines of our time comes to the screen.