CARO FRANCIS: Fascínio de Paulo Francis Sustenta Documentário Padrão

O documentário CARO FRANCIS, de Nelson Hoineff (disponível no NOW) vale muito a pena ser visto em face do fascínio gigantesco da figura do jornalista Paulo Francis.

As tiradas geniais de Francis, suas contradições, flagrantes de sua vida profissional em inúmeras entrevistas e nos comentários do Jornal da Globo e do Programa Manhattan Connection, dão vida ao filme, que se assiste com grande interesse.

O documentário segue as receitas básicas de alternar as cenas do protagonista com os depoimentos de seus amigos, admiradores e detratores, sem nenhuma busca de inovação com relação a mais tradicional forma narrativa dos filmes documentais.

O ponto mais fraco do filme foi a escolha de deixar para o final os depoimentos sobre a morte da gata mais mimada de Paulo Francis e, logo em seguida, a morte do jornalista. Isto deu ao documentário um baixo astral no trecho final, incompatível, inclusive, com a graça que conduziu todo o filme.

Algumas frases ótimas trazidas pelo filme:

“It’s always great to be remembered.”

“Eu conheci a Doris Day antes dela ser virgem.”

“Francis tinha curiosidade sobre as pessoas. Isto era uma forma de generosidade.”

Paulo Francis deixou uma lacuna insuperável no jornalismo brasileiro.

DEAR FRANCIS documentary by Nelson Hoineff (available at NOW ) is well worth seeing in the face of the gigantic fascination of the figure of the journalist Paulo Francis .

Francis’s brilliant renditions of his contradictions, blatant in his professional life in countless interviews and in the comments of the Globo Journal and the Manhattan Connection Program is watched with great interest.

The documentary follows the basic recipes of alternating the protagonist’s scenes with the testimonies of his friends, admirers and detractors, with no search for innovation in relation to the more traditional narrative form of documentary films.

The weakest point of the film was the choice to leave to the end the testimonies about the death of the favourite cat of Paul Francis and soon after, the death of the journalist. This gave the documentary a low animic tone in the final part, incompatible with the grace that drove the entire film.

Some great phrases brought by the movie:

“It’s always great to be remembered.”

“I met Doris Day before she was a virgin.”

“Francis was curious about people. This was a form of generosity.”

Paul Francis left an insurmountable gap in Brazilian journalism.


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