A VIDA EM SI (LIFE ITSELF), de Dan Fogelman poderia se chamar A MORTE EM SI (Death Itself), tantas são as mortes trágicas que habitam a narrativa das vidas dos personagens que se sucedem na tela.

Há decapitações, câncer, suicídios, mulheres grávidas atropeladas e por aí vai.

É muita morte trágica para um filme só.

Achei o roteiro – que tenta convencer o espectador da tese de que a vida é o mais falso dos narradores de uma história (tese da personagem Abby) – extremamente superficial e previsível.

O pior é que desperdiça um elenco excelente: Olivia Wilde, Anette Benning, Samuel L.Jackson, Mandy Patinkin, Jane Smart, Antonio Banderas, Olivia Cooke, Laia Costa, Lorena Izzo e Oscar Isaac são todos ótimos atores. A sensação ao final do filme é que foram desperdiçados.

É muito difícil fazer um melodrama como o diretor da série de sucesso televisivo THIS IS US, Dan Fogelman tentou em vão fazer. Acho que faltou substância ao roteiro e grandiosidade aos dramas enfrentados pelos protagonistas. Parece uma novela de TV.

Não que não haja boas ideia durante o filme. Por exemplo, a utilização da música de Bob Dylan como sublinhado trágico das situações é um achado, até pela excelência do músico.

Acho que Dan Fogelman devia visitar os melodramas clássicos, tipo A MALVADA, CREPÚSCULO DOS DEUSES, TARDE DEMAIS PARA ESQUECER, AMAR FOI MINHA RUÍNA ou IMITAÇÃO DA VIDA (do mestre do melodrama Douglas Sirk) para ter umas lições.

Na minha opinião, faltou vida para este A VIDA EM SI.

LIFE ITSELF, by Dan Fogelman could be called Death Itself due to the tragic deaths that inhabit the narrative of the lives of the characters who succeed each other on the screen.

There are decapitations, cancer, suicides, pregnant women hit by bus and so on.

It’s a lot of tragic death for a single movie.

I found the script – which tries to convince the viewer of the thesis that life is the most false of storytellers (Abby’s thesis) – extremely superficial and predictable.

The worst is that it wastes an excellent cast: Olivia Wilde , Anette Benning , Samuel L.Jackson , Mandy Patinkin, Jane Smart , Antonio Banderas , Olivia Cooke and Oscar Isaac. The feeling at the end of the movie is that their talent was wasted.

It is very difficult to make a melodrama as the director of the television hit series THIS IS US, Dan Fogelman tried in vain to do. I think it lacked substance to the script and greatness to the dramas faced by the protagonists. It looks like a TV soap opera.

Not that there is no good ideas during the movie. For example, the use of Bob Dylan’s music as a tragic underline of situations is a hit, even for the musician’s excellence.

I think that Dan Fogelman should visit the classic melodramas, like ALL ABOUT EVE, SUNSET BOULEVARD, AN AFFAIR TO REMEMBER, LOVE WAS MY RUIN or IMITATION OF LIFE (by the master of the melodrama Douglas Sirk) to have some lessons. >

In my opinion, there was little life for this LIFE IN YOU.