CULPA, do cineasta sueco Gustav Möller era uma ideia muito boa, mas como filme não funcionou.

O desafio proposto era fazer um filme de suspense em que o protagonista ficasse todo o tempo (curto é verdade: 85 minutos) dentro da mesma sala, ouvindo chamadas de pessoas mais ou menos desesperadas para o serviço de emergência da polícia.

O suspense maior ou menor de cada chamada decorreria apenas do tom de voz da pessoa que a fez e da urgência que fosse detectada pelo protagonista (o policial que recebia as chamadas).

O problema é que na terceira chamada o espectador já detetou o esquema e as demais passam – mesmo involuntariamente – a ser repetições enfadonhas do esquema.

CULPA, desta forma, se baseia exclusivamente no roteiro (o conteúdo das chamadas) e nas interpretações do ator principal (Jacon Cedergren) e de seus interlocutores.

Na minha opinião, ficou monótono demais. Também acho que o fato de você não ver os populares que fazem as histórias dificultou a empatia do espectador em cada caso. Ficou despersonalizado demais.

A ideia era boa, mas não funcionou.

THE GUILTY, by Swedish filmmaker Gustav Möller was a very good idea, but as a film did not work.

The challenge was to make a thriller in which the protagonist stayed the whole time (short, true: 85 minutes) in the same room, listening to calls for the police emergency service from people in daner or anguish.

The greater or lesser suspense of each call would come only from the tone of voice of the person who made it and the urgency that was detected by the protagonist (the policeman who received the calls).

The problem is that in the third call the viewer has already detected the schema and the others pass – even involuntarily – to be tedious repetitions of the scheme.

THE GUILTY, therefore, relies exclusively on the script (the content of the calls) and the interpretations of the main actor (Jacon Cedergren) and his interlocutors.

In my opinion, it was too monotonous. I also think that the fact that you do not see the people who make the stories made the spectator’s empathy in each case difficult. They became too depersonalized.

The idea was good, but it did not work.