SEX EDUCATION é uma série inglesa de oito capítulos filmada no País de Gales, sobre uma terapêuta sexual traumatizada por sua separação e seu filho adolescente escolhido pelos colegas de escola como uma espécie de guru de problemas sexuais.

O melhor da série é a abertura com que ela vê e trata todo tipo de questão ligada ao sexo nos dias atuais. Passam pela tela a masturbação, poluções noturnas, dificuldade de gênero, traumas familiares, lesbianismo, transgêneros, enrustidos, multiplicidade e/ou falta de parceiros, tudo sem meias palavras ou qualquer tipo de restrição com relação à abordagem ou mesmo ao realismo das cenas mostradas na tela.

Além disto, como se passa em um colégio de adolescentes, o série ainda aborda a repressão familiar, a violência do bullying entre os jovens (especialmente nos temas relacionados ao sexo), o preconceito, a amizade, o abandono dos sonhos, o bloqueio criativo, as fantasias sexuais e por aí vai.

Tudo isto desfila nos oito capítulos, com muita inteligência, humor e uma grande dose de naturalidade que dão à série um tom de franqueza poucas vezes visto no cinema. Muitas vezes, as cenas e/ou os diálogos assumem um tom quase documental, embora todas sejam puramente ficcionais.

O elenco da série está excelente: Gillian Anderson (de Arquivo X) é uma atriz na maturidade de seu talento, cada vez mais linda e competente em desenvolver as personagenes que assume. A terapêuta sexual (e escritora) cheia de hesitações e dúvidas sobre o sexo e a realação com seu filho adolescente é brilhante. Trata-se de uma interpretação rica, profunda, sensível e, ao mesmo tempo, problemática, equivocada e cheia de atropelos típicos de sua fase de vida.

O jovem ator londrino Asa Butterfield, visto em A INVENÇAO DE HUGO CABRET, de Martin Scorsese e O MENINDO DO PIJAMA LISTRADO, de Mark Herman é o verdadeiro protagonista. O incrível personagem Otis tem tantas dúvidas e hesitações quanto sensibilidade e preocupação com seus amigos. Suas ações são ternas e humanas, mas ao mesmo tempo que revelam uma maturidade insuspeitada para a idade mostram quantos problemas e traumas ele carrega e não consegue se libertar.

Seus parceiros mais próximo, o melhor amigo Eric(Ncuti Gata – um dos achados da série) e a bela Maeve (Emma Mackey), aparentemente mais liberais e resolvidos, têm tantas dúvidas quanto Otis, mas vão levando a vida com menos repressão que ele.

a galeria de tipos de SEX EDUCATION é muito rica e variada: Connor Swindels (o valentão Adam), o admirado campeão de natação Jackson (Kedar Williams-Stirling), Patricia Allison (a descolada Ola), o repressor Diretor da Escola Mr. Groff(Allistair Petry) formam um grupo diversificado e de alto nível na criação das histórias em que vão circular Otis e seus amigos.

SEX EDUCATION pode chocar muitos espectadores mais conservadores sobre o sexo e suas questões pela franqueza (às vezes crueza) de suas cenas e abordagens. Mas é justamente esta falta de barreiras que dá legitimidade e veracidade a um filme criativo e honesto nos temas que trata e nos personagens que cria.

SEX EDUCATION is an English eight-chapter series filmed in Wales about a sexual therapyst traumatized by her divorce and her teenage son chosen by school mates as a sort of guru of sexual problems.

The best of the series is the openness with which it sees and treats all kinds of sex issues in the present day. Masturbation, nocturnal pollution, gender difficulties, family traumas, lesbianism, transgender, cramped, multiplicity and / or lack of partners, all without half words or any kind of restriction regarding the approach or even the realism of the scenes shown on the screen.

In addition, as it happens in a school of adolescents, the series still addresses family repression, bullying violence among young people (especially in issues related to sex), prejudice, friendship, abandonment of dreams, the creative block, the sexual fantasies and so on.

All this issues in the eight chapters, with much intelligence, humor and a great deal of naturality that give the series a tone of frankness rarely seen in the movies. Often scenes and / or dialogues take on an almost documentary tone, though all are purely fictional.

The cast of the series is excellent: Gillian Anderson (from X FILES) is an actress in the maturity of her talent, increasingly beautiful and competent in developing the personages she assumes. The sexual therapist (and writer) full of hesitations and doubts about sex and the relationship with her teenager is brilliant. She is rich, profound, sensitive and at the same time problematic, misleading and full of typical run-of-the-mills.

The young London actor Asa Butterfield, seen in Martin Scorsese‘s HUGO and Mark Herman‘s THE BOY IN STRIPED PYJAMAS, is the true protagonist. The incredible Otis character has as many doubts and hesitations as sensitivity and concern for his friends. His actions are tender and human, but at the same time they reveal an unsuspected maturity for the age they show how many problems and traumas he carries and he can not be released.

His closest partners, best friend Eric (Ncuti Gatwa – one of the goals of the series) and beautiful Maeve (Emma Mackey), seemingly more liberal and resolved, have as many doubts as Otis, but are going through life with less repression that him.

The SEX EDUCATION type gallery is very rich and varied: Connor Swindels (Adam the Bully), the admired swimming champion Jackson (Kedar Williams-Stirling), Patricia Allison (the funky Ola), Mr. Groff (Allistair Petry) form a diverse and high-level group in creating the stories in which Otis and his friends will circulate.

SEX EDUCATION may shock many more conservative viewers about sex and its issues through the frankness (sometimes crudeness) of the scenes and approaches. But it is precisely this lack of barriers that gives legitimacy and truthfulness to a creative and honest film in the themes it deals with and the characters it creates.