Clint Eastwood tem em sua carreira meia dúzia de westerns que entraram para a história do gênero como alguns dos melhores de todos os tempos. Além dos filmes de Sergio Leone, tem JOSEY WALLES, O FORA DA LEI (1976), O CAVALEIRO SOLITÁRIO (1985) e sua obra prima OS IMPERDOÁVEIS (1992).

Em 1973, Clint dirigiu e atuou no filme O ESTRANHO SEM NOME (HIGH PLAINS DRIFTER) no qual faz um pistoleiro que vem a uma pequena cidade para acertar contas com uma injustiça. Entre os ativos do filme está o mistério sobre a missão do pistoleiro.

Um dos tantos aspectos interessantes do filme é que várias vezes durante a narrativa é perguntado o nome do personagem de Clint, sem que ele jamais responda. Assim, ele é creditado como o “estranho”.

Clint Eastwood faz o personagem de modo brilhante, enigmático e profundamente obscuro. Seus modos e suas intenções são inatingíveis na mesma proporção que sua acuidade com a pistola é infalível.

Um destaque para a fotografia do premiado Bruce Surtees, impecável, notadamente quando a cidade vira o Inferno.

O segredo escondido da cidade e seus “cidadãos de bem” é a chave do enredo, o que vai se revelando aos poucos.

O ESTRANHO SEM NOME, até por anteceder aos já citados melhores westerns que Clint dirigiu, não tem o nível de excelência que viria. Mas mesmo assim, se trata de um filme superior à média, que se assiste com pleno interesse e que guarda aspectos notáveis muito bem explorados por alguém que conhece cinema e western como poucos.

Clint Eastwood has in his career half a dozen westerns that have entered the history of the genre as some of the greatest of all time. In addition to Sergio Leone’s films, he has JOSEY WALLES (1976), PALE RIDER (1985) and his masterpiece THE UNFORGIVEN (1992).

In 1973, Clint directed and starred in the film HIGH PLAINS DRIFTER in which he makes a gunslinger who comes to a small town to settle accounts with an injustice. Among the assets of the film is the mystery about the gunslinger’s mission.

One of the many interesting aspects of the film is that several times during the narrative is asked the name of the character of Clint, without him ever responding. So he is credited as the “stranger.”

Clint Eastwood makes the character brilliantly, enigmatic and deeply obscure. His manners and intentions are unattainable in the same proportion that his acuteness to the pistol is infallible.

A note of high grade to the cinematography by the awarded Bruce Surtees, whose work is again brilliant, specially when the small city becomes HELL.

The hidden secret of the city and its “good citizens” is the key to the plot, which gradually unfolds.

The HIGH PLAINS DRIFTER, even prior to the previously mentioned best westerns that Clint directed, does not have the level of excellence that would come. But even so, it is a film above average, which is watched with full interest and which saves remarkable aspects very well explored by someone who knows cinema and western as few.