TRUE DETECTIVE, a série policial da HBO teve uma primeira temporada antológica (com Matthew McConaughey e Woody Harrelson), digna de figurar entre os melhores momentos da televisão em muitas décadas. A segunda temporada optou por uma história mais banal e caprichou nas cenas de ação, mas ficou bem aqém da primeira, apesar de seu elenco ótimo (Rachel McAdams e Collin Farrell).

Assim, a expectativa pela terceira temporada não poderia ser mais justificada. TRUE DETECTIVE 3 iniciou domingo passado, com dois episódios veiculados em sequencia na HBO.

Conduzida pelo talento ímpar do oscarizado ator Mahershala Ali, vivendo o atormentado policial que vive a sombra do caso do desparecimento de duas crianças em uma pequena comunidade pobre do interior dos Estados Unidos. O policial Wayne Hays, um veterano do Vietnam especialista em rastrear pessoas e seu parceiro Roland West(Stephen Dorff) são chamados para o caso que irá mudar suas vidas.

A narrativa fragmentada típica de TRUE DETECTIVE volta a exercer um grande fascínio no espectador, que fica sabendo dos fatos ocorridos na história através de fragmentos contados em cada uma das três e’pocas distintas em que a história é contada (o tempo do desapareciemtno das crianças, um interrogatório que dois policiais fazem com o Detetive Hays dez anos depois e o tempo atual, em que um envelhecido Hays dá uma entrevista sobre o caso para a televisão).

Nic Pizzolato, criador da série sabe como poucos dosar o ritmo do mistério envolvendo o rapto das crianças com os dramas dos dois detetives, mesclando esta narrativa dramática com cenas plasticamente belíssimas, mesmo em um ambiente inóspito ao extremo.

Nesta terceira temporada, como na primeira, o papel do ambiente onde se passa a história, como se fosse um verdadeiro personagem da narrativa é brilhantemente trazido pelas filmagens realizadas.

Ainda é cedo para dizer onde esta terceira temporada vai se encaixar na já definitiva importância de TRUE DETECTIVE para a televisão, mas o início promete que estamos diante de mais uma obra antológica.

TRUE DETECTIVE, HBO‘s crime thriller series had a first anthological season (with Matthew McConaughey and Woody Harrelson), worthy of the best television moments in many decades. The second season opted for a more banal story and invested in the action scenes, but was well inferior to the first, despite its great cast (Rachel McAdams and Collin Farrell).

So the expectation for season three could not be more justified. TRUE DETECTIVE 3 began last Sunday, with two episodes aired on HBO.

Driven by the unique talent of the Oscar-winning actor Mahershala Ali, living the tormented cop who works under the shadow of the case of the disappearance of two children in a small poor community in the interior of the United States. Police officer Wayne Hays, a Vietnam vet specializing in tracking people and his partner Roland West (Stephen Dorff) are called into the case that will change their lives.

The fragmented narrative typical of TRUE DETECTIVE again exerts a great fascination on the viewer, who learns of the facts that occurred in history through fragments counted in each of the three distinct epochs in which the story is told (the time of kidnapping, the time of an interrogation that two cops do with Detective Hays ten years later and the current time, in which an aged Hays gives an interview about the case to the television).

Nic Pizzolato, creator of the series, knows how to measure the rhythm of the mystery involving the kidnapping of the children with the dramas of the two detectives, blending this dramatic narrative with plastically beautiful scenes, even in an extreme inhospitable environment.

In this third season, as in the first, the role of the environment where the story goes is essential, as if it were a true character of the narrative is brilliantly brought by the filming.

It’s too soon to say where this third season will fit into the already definitive importance of TRUE DETECTIVE for television, but the beginning promises that we are facing another anthological work.