A VIGILANTE: Filme Sobre Vingança Feminina aos Abusos é Duro como Poucos

A VIGILANTE, da diretora estreante Sarah Daggar-Nickson tem inspiração em dois tipos bastante comuns de filmes: os filmes com vigilantes (pessoas que atacadas brutalmente saem pelo mundo executando bandidos à revelia da justiça, em títulos como DESEJO DE MATAR, A JUSTICEIRA, O PROTETOR ou O JUSTICEIRO e o melhor de todos, VALENTE, com Jodie Foster) e os filmes sobre abusos sofridos por mulheres (A VIOLENTADA, A COR PÚRPURA e DORMINDO COM O INIMIGO). Embora ainda esteja nos cinemas americanos (e esteja prometido para breve nos cinemas brasileiros, já foi lançado simultaneamente no ITUNES).

A diretora australiana Daggar-Nickson e a atriz e produtora Olivia Wilde resolveram dotar seu filme de uma dureza e violência raramente vistos no cinema, fazendo de sua carência de recursos de produção uma qualidade, imprimindo ao filme um tom quase documental. O filme é extremamente seco, sem qualquer concessão e pleno de cenas difíceis de serem assistidas, dado à crueza com que a câmera reporta os fatos do roteiro.

Esta opção mais do que naturalista fica clara no processo de desglamurização da protagonista Sadie. Olivia Wilde é fácil uma das atrizes mais lindas do cinema atual. Seu trabalho em séries de TV como HOUSE (a inesquecível Doutora Thirteen) ou VINYL ou ainda em filmes como O NATAL DOS COOPER ou COWBOYS E ALIENS sempre trouxe um dos rostos mais bonitos das telas. Aqui ela está completamente brutalizada e despida de qualquer encanto, vivendo (muito bem diga-se) a personagem principal, uma mulher sofrida física e moralmente pelos gravíssimos abusos que sofreu. Sua rotina é viver em motéis baratos ou casas quase vazias, treinando fisicamente para resistir aos abusos (e atacar os abusadores) ou nas sessões dolorosas do grupo de apoio a mulheres abusadas.

Há inúmeras cenas que parecem um soco no estômago. Todas muito bem feitas e filmadas de forma crua, quase cruel. Mas totalmente inseridas na narrativa sem molho que o filme escolheu.

Um “filme-como-arma”, “uma Frank Castle feminina”, “a vingadora solitária”, “uma lutadorta contra o crime desesperada” ou “monstros assustadoramente reais” são expressões que se lê nas críticas sobre A VIGILANTE. São todos textos altamente elogiosos. Não a toa, o filme foi um dos maiores sucessos do SXSW deste ano.

A VIGILANTE, embora seja um filme sobre uma figura normalmente rejeitada (principalmente pelos críticos de cinema) por fazer justiça pelas próprias mãos, supera esta barreira pela fácil compreensão que as vítimas de abusos domésticos conquistam nos tempos atuais. Mais do que um filme maravilhoso, A VIGILANTE é um filme importante de se ver.

A VIGILANTE by debutant director Sarah Daggar-Nickson is inspired by two very common types of movies: films with vigilantes (people who suffering brutall violence go around the world killing villains out of formal justice, in titles like DEATH WISH, PEPPERMINT, THE EQUALIZER or THE PUNISHER, and the best of them all, THE BRAVE ONE, with Jodie Foster) and the films about abuses suffered by women (LIPSTICK, THE COLOR PURPLE and SLEEPING WITH THE ENEMY).

Australian moviemaker Daggar-Nickson and actress and producer Olivia Wilde have decided to endow their film with a hardness and violence rarely seen in the movies, making their lack of production resources a quality, giving the film an almost documentary tone. The film is extremely dry, without any concession and full of scenes difficult to watch, given the crudity with which the camera reports the facts of the script.

This more than naturalistic option is clear in the process of deglamurization of the protagonist Sadie. Olivia Wilde is easy one of the most beautiful actresses of the current cinema. His work on TV series such as HOUSE (the unforgettable Doctor Thirteen) or VINYL or in films like LOVE THE COOPERS or COWBOYS AND ALIENS always brought one of the most beautiful faces on the screens. Here she is completely brutalized and stripped of all charm, living (very well) the main character, a woman suffered physically and morally for the very serious abuses she endured. Their routine is to live in cheap motels or almost empty homes, physically training to resist abuse (and attack abusers) or in the painful sessions of the abused women’s support group.

There are numerous scenes that look like a punch in the stomach. All very well made and raw filmed, almost in a cruel way. But fully embedded in the unsorted narrative that the movie chose.

A “gun-movie”, “a female Frank Castle”, “the solitary avenger”, “a deesperate fighter against crime” or “frighteningly real monsters” are expressions that are read in reviews of THE VIGILANT. They are all highly laudatory texts. No wonder, the film was one of the biggest hits of this year’s SXSW.

THE VIGILANTE, although it is a film about a figure usually rejected (mainly by the mvie critics) to take justice in his (or her) own hands, it surpasses this barrier by the easy understanding that the victims of domestic abuses conquer in the present times. More than a wonderful film, VIGILANTE is an important movie to see.

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