O PESO DO PASSADO, da diretora nova-iorquina Karin Kusama é um soco no estômago. Narra a história de uma policial que passou anos infiltrada em um grupo de assaltantes de bancos, trabalho que teve um final trágico e misterioso (até o fim do filme).

A vida profissional e pessoal dela se estraçalhou no episódio e ela vive como um zumbi, sempre em choque com colegas e familiares.

O surgimento de um corpo assassinado que tem relação com seu passado, vai detonar velhas lembranças e traumas.

Quase cem por cento do filme é a atuação de Nicole Kidman. Linda nos flashbacks que permeiam a narrativa e completamente descuidada e envelhecida nos tempos atuais, a policial Erin Bell entra fácil para a galeria de melhores trabalhos desta atriz havaiana (muita gente que penda que ela é australiana em face do início de sua carreira na Austrália) vencedora do Oscar de Melhor atriz (AS HORAS) e de quatro Globos de Ouro (BIG LITTLE LIES, AS HORAS, MOLIN ROUGE e TO DIE FOR). Trabalhos como estes e muitos outros certamente a inserem na galeria das maiores atrizes de nosso tempo.

Aqui ela está completamente diferente, lembrando o trabalho maravilhoso (e premiado) de Charlize Theron em MONSTER. Cheio de nuances e surpresas ela dá um verdadeiro show de interpretação, tanto nas cenas do enredo policial, quanto nos momentos íntimos de seu drama familiar.

Só por ele, O PESO DO PASSADO já valeira muito a pena. Mas o filme traz temas profundos e interessantes, como as dificuldades de um trabalho policial como infiltrado (e os dramas daí decorrentes), os efeitos da dissolução dos laços familiares e o tempo como fator agravante da decadência física irreversível.

Disponível no Itunes, O PESO DO PASSADO se insere na moderna corrente de filmes com personagens protagonistas femininos, sempre um assunto moderno, atual e muito atraente na Hollywood de hoje.

DESTROYER, by New York director Karin Kusama is a punch in the stomach. It tells the story of a police officer who spent years infiltrating a group of bank robbers, a work that had a tragic and mysterious ending (unseen until the end of the film).

Her professional and personal life shattered in the episode and she lives like a zombie, always in shock with colleagues and family.

The emergence of a murdered body that is related to its past, will detonate old memories and traumas.

Nearly one hundred percent of the film is Nicole Kidman’s acting. Beautiful in flashbacks that permeate the narrative and completely neglected and aged in the present times, police officer Erin Bell makes it easy for the best gallery of this Hawaiian actress (many people who think she is Australian in the face of the beginning of her career in Australia) winning of an Academy Award For Best Actress (THE HOURS) and four Golden Globes (BIG LITTLE LIES, THE HOURS, MOLIN ROUGE and TO DIE FOR). Works like these and many others certainly put her in the gallery of the greatest actresses of our time.

Here she is completely different, remembering the wonderful (and rewarding) work of Charlize Theron in MONSTER. Filled with nuances and surprises, she gives a true acting show, both in the scenes of the police plot and in the intimate moments of her family drama.

For her alone, DESTROYER was well worth it. But the film brings deep and interesting themes, such as the difficulties of a police job as an infiltrator (and the dramas that ensue), the effects of the dissolution of family ties, and time as an aggravating factor of irreversible physical decay.

Available on iTunes, DESTROYER is embedded in the modern stream of films featuring female lead characters, always a present, motivating current and very attractive subject in today’s Hollywood.