APENAS UM GAROTO EM NOVA IORQUE, de Marc Webb é uma comédia dramática sobre um jovem novaiorquino que vive a fase de indecisão profissional (quer ser escritor mas seu pai tem uma das maiores editoras da cidade), amorosa (é apaixonado por uma colega que pretende ir embora para conhecer o mundo) e termina se envolvendo coma linda namorada de seu pai em meio à crise emocional de sua mãe.

Para completar, o protagonista cruza (e passa a ter lições de vida) com um recluso escritor veterano alcoólatra que parece saber muito sobre a vida e principalmente sobre o jovem.

Entre tantos destaques de APENAS UM GAROTO EM NOVA IORQUE, estão a belíssima fotografia que não economiza em mostrar paisagens estonteantes da Big Apple em todos os momentos do dia, noite e madrugada e o elenco recjeado de nomes de peso.

Pierce Brossnam (007), Cintia Nixon (SEX AND THE CITY), Jeff Bridges (quanto mais velho melhor), Kate Beckinsale (dolorosamente linda), e os jovens Callum Turner (jovem ator inglês da mini série GUERRA E PAZ da BBC) e Kiersey Clemons (a Iris de FLASH e a Maria de ANGIE TRIBECA). O cast tem veteranos que emprestam sua experiência e categoria mixados a jovens ascendentes cheios de volúpia criativa. O resultado são cenas deliciosas que muitas vezes lembram os melhores momentos novaiorquinos de Woody Allen.

O filme mostra inúmeros costumes de Nova Iorque (e da sociedade americana), como os jantares “culturais” da alta classe, as festas de lançamento de livros e os casamentos cheios de pompa e circunstância, todos vistos em um misto de documentário e visão irônica e crítica.

Os choque emocionais do casal com o filho, principalmente depois que ele descobre a infidelidade do pai, são outro destaque do filme, bastante emocional em examinar como ficam as relações depois deste trauma.

O filme ainda reserva um twist de roteiro absolutamente inesperado e surpreendente que eleva bastante não somente o nível de profundidade e dramaticidade da história, como revela a inteligência diferenciada do roteiro para fugir do lugar comum. aliás, o roteiro contém belas frases sobre relações humanas, como por exemplo “a única saída é ir para dentro”(“the only way out is going through”).

APENAS UM GAROTO EM NOVA IORQUE teve discreto lancamento nos cinemas brasileiros em dezembro de 2017, passando completamente despercebido. Vale a pena o resgate deste filme cheio de aspectos relevantes nos serviços de streaming.

THE ONLY LIVING BOY IN NEW YORK, by Marc Webb is a dramatic comedy about a young New Yorker who lives the phase of professional indecision (wants to be a writer but his father has one of the biggest publishers in the city), loving (he is in love with a colleague who intends to leave to meet the world) and ends up getting involved with his father’s beautiful girlfriend in the midst of his mother’s emotional crisis.

To complete, the protagonist crosses (and happens to have life lessons) with a reclusive alcoholic veteran writer who seems to know a lot about life and especially about the young person.

Among so many highlights of THE ONLY LIVING BOY IN NEW YORK, are the beautiful cinematography that does not skimp on showing stunning landscapes of the Big Apple at all times of the day, night and dawn and the cast with names of weight. >

Pierce Brosnan (007), Cintia Nixon (SEX AND THE CITY), Jeff Bridges (the older the better), Kate Beckinsale (painfully beautiful), and the young Callum Turner (young English actor of the mini series WAR AND PEACE from BBC) and Kiersey Clemons (Iris of FLASH and Maria of ANGIE TRIBECA) are in the cast. They are veterans who lend their mixed experience and class to young upstarts filled with creative lust. The result is delightful scenes that often resemble Woody Allen‘s best New York moments.

The film features numerous New York (and American society) customs, such as high-class “cultural” dinners, book-launch parties, and marriages full of pomp and circumstance, all seen in a mix of documentary and ironic and critical vision.

The emotional conflict of the couple with their son, especially after he discovers his father’s infidelity, is another highlight of the film, quite emotional in examining how the relationship becomes after this trauma.

The film still reserves an absolutely unexpected and surprising twist of script that not only raises the level of depth and dramaticity of the story, but reveals the script’s differentiated intelligence to escape from the commonplace. In fact, the screenplay contains beautiful sentences about human relations, such as “the only way out is going through.”

THE ONLY LIVING BOY IN NEW YORK had a timid release in Brazilian cinemas in December 2017, going completely unnoticed. It is worth the rescue of this movie full of relevant aspects, in the services of streaming.