BILLIONS TEMPORADA 4: O Enorme Acerto de Empoderar a Melhor Personagem da Série

Custei a ver a temporada 4 de BILLIONS, excepcional série do Canal Showtime, produzida por Brian Koppelman e Andrew Sorkin disponível da AMAZON PRIME VIDEO e no NOW (no Brasil passa aos domingos na HBO). Foi bom assistir quando os dez capítulos desta quarta temporada já estavam disponíveis. BILLIONS é tão espetacular (o melhor roteiro das séries atuais fácil) que seria uma tortura esperar uma semana para ver o próximo episódio.

O Promotor Chuck Roades (o excelente Paul Giamatti) e seu nemesis Bobby Axelrod (Damien Lewis em outra interpretação marcante como fora o Nicolas Brody de HOMELAND) estão aliados desde o final da Temporada 3, arquitetando juntos a nova ascensão do primeiro e protegendo as negociações a e vingança do segundo contra a sua protegée Taylor Mason (Asia Kate Dilon em um trabalho arrebatador).

O roteiro segue afiado tendo em cada episódio duas ou três cenas de tirar o fôlego, os personagens continuam hipnóticos (o “Wags” de David Costabile tem sua melhor temporada) e as situações da história não somente são espatcularmente inteligentes e complexas como abordam temas de uma atualidade absurda (nesta temporada há uma quase greve dos empregados da Axe Capital, o questionamento sobre fidelidade em uma relação amorosa além do aprofundamento sobre o tema central da ambição e ganância por dinheiro sem limites do nosso tempo). Tudo isto em uma Nova Iorque lindamente exibida pelas câmeras, de seus lugares e vistas mais lindas até “botecos” que somente os locais frequentam.

Como se tudo isto não bastasse, a Temporada 4 deu espaço para o crescimento da melhor personagem da série. A psiquiatra Wendy Roades (criação antológica de Maggie Siff) teve pelo menor duas histórias de primeiro nível para trabalhar. O processo em que sua licença de médica sofreu questionamentos éticos e legais foi o grande tema deste ano. Oportunizou que Wendy fizesse inúmeras (e brilhantes) reflexões sobre sua vida, seu trabalho, seus valores e seus parceiros. Foi inesquecível. O desfecho foi nada menos que brilhante.

O segundo tema central de Wendy foi a constatação da diferença do tartamento que recebe de Axe e de seu marido Chuck. No melhor diálogo de toda temporada, Wendy é lembrada por Bobby do momento em que ele viu que ela estaria com ele a vida toda. No instante seguinte, ela pergunta ao marido se ele lembra quando decidiu que casaria com ela, ouvindo a resposta “não me lembro”. É um momento chave da história que vai render muito nas próximas temporadas. BILLIONS, de qualquer forma, já tem seu lugar no patamar mais alto das melhores séries de todos os tempos. Apenas mais um rico detalhe da produção: nunca as letras das músicas escolhidas contaram tanto sobre a história de um filme.

BILLIONS é tão brilhante em sua análise da força (destruidora inclusive) do dinheiro que se deu ao luxo de aproximar seus dois personagens principais tornando-os de inimigos mortais em aliados. Tudo indica que eles voltam a ser inimigos na Temporada 5. Os personagens são tão bem escritos que ficam melhor como inimigos do que como amigos. Como Taylor disse, eles parecem dois pistoleiros duelando no Velho Oeste. Que imagem!

I just saw season 4 of BILLIONS this weekend. It is an exceptional show on Canal Showtime, available from AMAZON PRIME VIDEO and NOW (in Brazil it is showed on Sundays in HBO). It was good to watch when the ten chapters of this fourth season were already available. BILLIONS is so spectacular (the best script of the current TV series) that it would be torture to wait a week to see the next episode.

D.A. Chuck Roades (the great Paul Giamatti) and his nemesis Boby Axelrod (Damien Lewis in another striking performance as Nicolas Brody of HOMELAND) have been allies since the end of Season 3, scheming together the new rise of the first and protecting the negotiations and revenge of the second against his ex-protege Taylor Mason (Asia Kate Dilon in a sweeping work).

The script continues sharp with each episode having two or three breathtaking scenes, the characters remain hypnotic (David Costabile’s “Wags” has his best season) and the situations in the story are not only intelligent and complex as (this season there is an almost Axe Capital employees’ strike, the questioning of loyalty in a loving relationship as well as the deepening of the central theme of ambition and greed for limitless money typical of our time). All this in a New York City beautifully showed by the cameras, from their places and most beautiful views to “small places” that only the locals attend.

As if all this were not enough, Season 4 gave way to the growth of the best character in the series. Psychiatrist Wendy Roades (Maggie Siff’s anthological creation) had by far thebest season with two first-level stories to work on. The process in which her medical license underwent ethical and legal questions was the great theme of this year. She encouraged Wendy to make countless (and brilliant) reflections on her life, her work, her values, and her partners. It was unforgettable. The outcome was nothing short of brilliant.

The second central theme of Wendy was the realization of the difference in the treatment she receives from Axe and from her husband Chuck. In the best dialogue of the season, Wendy is remembered by Bobby from the moment he saw that she would be with him his whole life. In the next instant, she asks the husband if he remembers when he decided to marry her, hearing the answer “I do not remember.” It’s a key moment in history that will yield a lot in the coming seasons. BILLIONS, in any case, already has its place in the highest level of the best series of all time.

BILLIONS is so brilliant in its analysis of the (destructive) power of money that it has the luxury of bringing the two main characters closer together, turning them from mortal enemies into allies. It appears that they are again enemies in Season 5. The characters are so well written that they look better as enemies than as friends. As Taylor said, they look like two gunslingers dueling in the Wild West. What a image!

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