X-MEN: FÊNIX NEGRA – Herança, Personagens e Elencos Brilhantes dos Filmes Anteriores Pesa Muito Sobre a Fênix

Sou um grande fã da Série X-Men. Acho que os filmes dirigidos por Bryan Singer foram inteligentes, emocionantes e extremamente criativos ao levar para as telas as aventuras (e desventuras) dos mutantes criados por Stan Lee e Jack Kirby nos quadrinhos. O melhor daqueles filmes era seu lado humano, explorando temas de evidente atualidade como a ganância, a corrupção e frieza humanas, a diversidade, a necessidade de inclusão, em metáforas nunca menos que brilhantes.

Também acho muito bom o filme LOGAN, de James Mangold, com o testamento do personagem Wolverine, feito de forma excelente por Hugh Jackmann, quase um western nostálgico, profundo e atraente.

Por tudo isto, tinha grande expectativa sobre X-MEN: FÊNIX NEGRA, de Simon Kinberg (um cineasta iniciante embora tenha larga vivência como produtor). O sentimento na saída do filme é muito mais próximo de frustração do que de realização. Há batalhas demais, explosões demais e erros demais, apesar de alguns acertos em pontos importantes do filme.

O elenco talvez tenha sido o principal problema. Acho que a escolha da protagonista foi um caso óbvio de “miscasting”. A atriz inglesa Sophie Turner, vinda de grande sucesso em GAME OF THRONES, parece evidentemente insuficiente e pouco sensual para viver a personagem Phoenix (Jean Grey), em seus dramas, indecisões e violência íntima vivenciada depois de um acidente espacial. Fisicamente rechonchuda e animicamente burocrática são os adjetivos mínimos que sua interpretação merece. A comparação com a Jean Grey de Famke Janssen igualmente conta contra o filme atual. Turner foi um tiro no pé da pretensão do filme em se centrar sobre o tema do empoderamente feminino.

Outro ponto essencial é a fraqueza das interpretações em geral do elenco, com jovens atores que sempre saem perdendo na comparação com aqueles que viveram seus personagens nos filmes anteriores: a ótima Jennifer Lawrence está feia e muito ruim como Raven (papel otimamente feito pela mediana mas linda Rebecca Romjin); Halle Berry (que fez uma ótima Tempestade) era muito melhor que a jovem Alexandra Shipp; Nicholas Hoult, a Besta leva um baile de Kelsey Gramer. Neste aspecto apenas Jessica Chastain, como a vilã de outra dimensão (muito fria lembrando VAMPIROS DA ALMA, filme clássico de ficção científica) e os ótimos Michael Fassbender (um torturado Magneto) e James McAvoy (como o Professor Xavier) seguram a barra, mesmo que a gente sinta muita saudade de Ian McKellen e Patrick Stewart. A falta que Wolverine faz, então, é enorme.

Acho que isto foi essencial. O nível do elenco dos filmes de X-Men anteriores é notável e imbatível. O novo filme inicia com um passivo insuportável que lhe fere de morte.

No desenvolvimento da história (já vista nos filmes anteriores) nem a novidade está presente. Volta e meia o tédio aparece durante a repetição interminável de batalhas entre mutantes e vilões da outra dimensão.

Acho que a franquia X-MEN tem que dar uma parada e refletir sobre seu futuro. Há uma legião de fãs, personagens memoráveis e muitas histórias a explorar. Mas existe um certo cansaço e um impasse sobre para onde ir. O futuro pode ser brilhante. Mas também pode ser desastroso.

I’m a huge X-Men Series fan. I think the films directed by Bryan Singer were intelligent, exciting and extremely creative in bringing to the screen the adventures (and misadventures) of the mutants created by Stan Lee and Jack Kirby in the comics. The best of those films was his human side, exploring themes of evident actuality such as human greed, corruption and coldness, the fight for diversity, the need for inclusion, in metaphors never less than brilliant.

I also find the film LOGAN by James Mangold very good, with Wolverine‘s testament, done in an excellent way by Hugh Jackmann, almost a nostalgic, deep and attractive western.

For all this, he had great expectations about X-MEN: DARK FENIX, by Simon Kinberg (a beginner filmmaker although he has a long experience as a producer). The feeling after leaving the film is much closer to frustration than to achievement. There are too many battles, too many blasts and too many mistakes, despite some hits on important points in the film.

The cast may have been the main problem. I think the choice of the protagonist was an obvious case of “miscasting”. The English actress Sophie Turner, who has been a great success in GAME OF THRONES, seems evidently insufficient and not very sensual to live the character Phoenix (Jean Gray), in her dramas, indecisions and intimate violence experienced after a space crash. Physically chubby and animically bureaucratic are the minimal adjectives that her interpretation deserves. The comparison with the Jean Gray by Famke Janssen also counts against the current film. Turner was a shot at the pretension of the film in focusing on the theme of the female empowerment.

Another pivotal point is the weakness of the cast’s overall interpretations, with young actors always losing out in comparison to those who have lived their characters in the previous films: the great Jennifer Lawrence is ugly and very bad as Raven (in the past lived by the beautiful Rebecca Romjin); Halle Berry (who made a great Storm) was much better than the young Alexandra Shipp; Nicholas Hoult, the Beast is much less than Kelsey Grammer. In this aspect only Jessica Chastain, as the villain of another dimension (very cold remembering INVASION OF THE BODY SNATCHERS, a classic science fiction film) and the great Michael Fassbender (a tortured Magneto) and James McAvoy (like Professor Xavier) hold the bar, even that we really miss Ian McKellen and Patrick Stewart. The lack that Wolverine does, then, is huge.

I think this was essential. The cast level of previous X-Men films is remarkable and unbeatable. The new film begins with an unbearable passive that hurts him to death.

In the development of the story (already seen in the previous films) neither the novelty is present. Boredom appears during the endless repetition of battles between mutants and villains of the other dimension.

I think the X-MEN franchise has to stop and reflect on its future. There are legions of fans, memorable characters and many stories to explore. But there is a certain weariness and a stalemate about where to go. The future can be bright. But it can also be disastrous.

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