EUPHORIA, nova série da HBO sobre a vida de adolescentes nos Estados Unidos, produzida, escrita e dirigida por Sam Levinson (filho do Oscarizado Barry Levinson de RAIN MAN) tem recebido críticas mais positivas do que negativas. “Levantou a vara”, “elevou o nível”, “Inovou e provocou” são expressões que se repetem nas análises de especialistas sobre seus capítulos.

O primeiro episódio, levado ao ar neste domingo, traz a adolescente Rue (impressionante trabalho da atriz Zendaya, ex-Disney Channel e vista em HOMEM-ARANHA DE VOLTA PARA CASA e THE GREATEST SHOWMAN) recém saída de uma Reabilitação, depois que foi encontrada pela irmã mais nova quase morta por uma overdose de drogas. Sua volta para casa, escola e festas ocorre sob os olhares atentos da mãe (que lhe faz testes de drogas todos os dias), dos professores e dos amigos.

Nada disto impede que ela volta a consumir tranquilizantes, drogas mais ou menos pesadas como se fossem refrigerantes. A única coisa boa de sua nova (vela) vida é a amizade com a jovem Jules Vaughn (a atriz, modelo e ativista LGBT Hunter Schafer), uma menina transgênero rejeitada em seu meio. Levinson lança um olhar humano e sem preconceitos sobre a relação das duas, proporcionando momentos líricos impressionantes.

No campo das críticas mais acesas, estão as inúmeras cenas de consumo de drogas por jovens, uma explicação detalhada de como burlar testes sobre drogas, situações de violência explícita contra mulheres e membros da comunidade LGBT, exposição explícita de inúmeros órgãos sexuais masculinos de todas as formas e situações. Salvo melhor juízo, todas as cenas estão perfeitamente inseridas no contexto de EUPHORIA, principalmente na escolha proposital de um tom que oscila entre comédia dark e melodrama rasgado.

Igualmente impressionam as opções formais inovadoras, como a cena em que a protagonista, inteiramente chapada, se vê andando pelas paredes e teto da casa onde rola uma festa de adolescentes regada a muito alcool, drogas de todos os gêneros e muito sexo (quase explícito).

O tom chocante de sua narrativa certamente foi uma escolha pensada por Levinson. Pode-se concordar ou discordar, mas não há como não se reconhecer que EUPHORIA é brilhantemente realizada, extremamente provocadora e geradora de reflexões sobre seu conteúdo, por vezes um documentário sobre a vida de adolescentes no mundo louco em que vivemos.

EUPHORIA, the new HBO series about adolescent life in the United States, produced, written and directed by Sam Levinson (the son of Oscar winner Barry Levinson of RAIN MAN) has received more positive than negative reviews. “Raised the bar”, “raised the level”, “Innovated and provoked” are expressions that are repeated in the expert analyzes on their chapters.

The first episode, aired last Sunday, features teenage Rue (a stunning work by actress Zendaya, former Disney Channel and seen in Spider-Man Back To Home and The Greatest Showman) just released from a Rehab after she was found by her younger sister nearly killed by a drug overdose. Her return to home, school and parties takes place under the watchful eye of his mother (who tests her for drugs every day), teachers and friends.

None of this prevents her from reusing tranquilizers, more or less heavy drugs like sodas. The only good thing about her new (old) life is the friendship with young Jules Vaughn (actress, model and LGBT activist Hunter Schafer), a transgender girl rejected in her midst. Levinson casts a human and unprejudiced look at their relationship, providing impressive lyrical moments.

In the field of heavy criticism are the numerous scenes of drug use by young people, a detailed explanation of how to circumvent drug testing, explicit violence against women and members of the LGBT community, explicit exposure of numerous male sex organs of all forms and situations. Unless better judged, all the scenes are perfectly inserted in the context of EUPHORIA, mainly in the purposive choice of a tone that oscillates between dark comedy and deep melodrama.

Also impressive are the innovative formal options, such as the scene in which the protagonist, completely stoned, walk on the walls and ceiling of the house where a party of adolescents irrigated by much alcohol, drugs of all genres and much sex ( almost explicit).

The shocking tone of his narrative was certainly a choice thought by Levinson. One can agree or disagree, but there is no way of not recognizing that EUPHORIA is brilliantly performed, extremely provocative and reflective of its content, sometimes a crude documentary about the lives of teenagers in the crazy world we live in.