A OCASIÃO FAZ O LADRÃO, do inglês Malcolm Venville parte de um ponto inicial bem atraente: um jovem é preso por ficar esperando dois amigos que resolveram assaltar um banco. Condenado à prisão, ele perde o emprego, a casa, a esposa, mas ganha a amizade de um preso veterano especializado em golpes. O péssimo título brasileiro não ajuda em nada um filme em busca de seu público.

O cast de A OCASIÃO FAZ O LADRÃO é diversificado e digno de nota. Tem como protagonista Keanu Reeves, normalmente um grande nome para atrair público. Ao lado dele a sempre ótima Vera Farmiga (de AMOR SEM ESCALAS e BATES MOTEL) fazendo uma atriz de teatro desencantada em busca de mudanças. O terceiro nome do elenco é o veterano James Caan sempre digno de ser visto, já que tem em seu currículo obras primas como O PODEROSO CHEFÃO e ROLLERBALL. Ainda tem o notável ator sueco Peter Stormare, Judy Greer, Fisher Stevens, David Costabile (o “Wags”de BILLIONS) e Bill Duke. Ótimo cast que segura a barra do filme.

Os problemas estão em alguns pontos do roteiro. A ideia de que, ao sair da prisão o protagonista resolve assaltar efetivamente o Banco por cujo assalto foi preso de forma errada é criativa e original. A oscilação do tom da narrativa entre policial (o gênero filme de “heist”) e o drama com toques românticos deixa o filme indeciso e titubeante.

Há alguns aspectos bastante hilários, como a utilização do personagem como ator em uma peça teatral de Checkov, “The Cherry Orchard”, em um teatro da cidade de Buffalo, onde se passa a história. Por vezes, o filme chega a lembrar o excelente SMALL TIME CROOKS, de Woody Allen sem a mesma finesse.

De qualquer sorte a alternância entre as cenas do roubo e da peça teatral foi um acgado do diretor, criando situações cinematograficamente muito boas. A OCASIÃO FAZ O LADRÃO fica longe de ser um filme notável, mas consegue ser visto sem lamento ou sacrifício. Pelo elenco e pela história inusitada vale uma olhada.

HENRY’S CRIME, from Englishman Malcolm Venville starts from a very attractive starting point: a young man is arrested for waiting for two friends who have decided to rob a bank. Sentenced to prison, he loses his job, his house, his wife, but he gains the friendship of a veteran prisoner specializing in frauds. The poor Brazilian title does not help a movie in search of its public.

The cast of HENRY’S CRIME is diverse and noteworthy. It stars Keanu Reeves, usually a big name to attract audiences. Next to him is the always great Vera Farmiga (of UP IN THE AIR and BATES MOTEL) making a theater actress disenchanted and looking for life changes. The third name of the cast is veteran James Caan always worthy of being seen, since it has in his curriculum masterpieces like THE GODFATHER and ROLLERBALL. There is also notable Swedish actor Peter Stormare, Judy Greer, Fisher Stevens, David Costabile (the “Wags” of BILLIONS) and Bill Duke. Great cast that holds the movie bar.

The problems are at some points in the script. The idea that when leaving the prison the protagonist decides to effectively assault the Bank for whose assault was wrongly arrested is creative and original. The flickering tone of narrative between the cop movie (the genre of “heist”) and the drama with romantic touches leaves the film indecisive and hesitant.

There are some rather hilarious aspects, such as the use of the character as an actor in a play by Checkov, “The Cherry Orchard” at a theater in the city of Buffalo, where the history goes. Sometimes the movie comes to mind Woody Allen‘s excellent SMALL TIME CROOKS without the same finesse.

In any case, the alternation between the scenes of the robbery and the play was a achievement of the director, creating situations cinematographically very good. HENRY’S CRIME is far from being a remarkable movie, but can be seen without regret or sacrifice. For the cast and the unusual story is worth a look.