O CONTO: Ótimo Filme Baseado em Fatos Reais Sobre Abusos Infantis é um Soco no Estômago

Jennifer Fox é uma escritora e documentarista norte-americana que, em sua infância, sofreu abusos sexuais de seu treinador, sob a complacência da Professora de Equitação que era amante dele. Aos treze anos, na escola, ela escreveu uma redação – supostamente fictícia – onde contou seu drama.

Agora, depois de décadas, ela resolveu levar a sua história para o cinema. O filme se chama O CONTO, produção da HBO, dipsonível no NOW, AMAZON PRIME e ITUNES, estrelada pela excelente Laura Dern (BIG LITTLE LIES). A contundência do tema e do filme – primorosamente produzido e narrado – é tremenda, deixando o espectador várias vezes perplexo com o que assiste na tela.

Escrito e dirigido pela pessoa que sofreu os abusos, o filme tem uma veracidade quase documental, embora os recursos narrativos escolhidos pela diretora sejam nada menos que soberbos. Apenas para citar um exemplo, a protagonista se lembrava um pouco dos fatos achando que ocorreram quando ela tinha 15 anos. Aparece uma menina com cerca de 15 anos a interpretá-la. A mãe dela (extraordinário papel da excepcional Ellen Burstyn) corrige que ela tinha apenas 13 anos. Muda a atriz que a interpreta quando menina por uma mais jovem.

O elenco ainda tem outros atores e atrizes excelentes. O abusador é feito por Jason Ritter (GOLIATH) quando jovem e por John Heard (ESQUECERAM DE MIM) quando maduro. A ótima atriz francesa Elizabeth Debicki (BITTERSWEET) faz Mrs. G., a professora de equitação que participa e apoia os abusos e estupros. Quando mais velha, a personagem é vivida pela também ótima Frances Conroy.

O filme coloca um aviso que as cenas de sexo com menores foram feitas com a paticipação de uma dublê maior de idade cujo rosto nunca é mostrado. Nem isto tira o impacto excruciante das cenas, de uma violência e crueldade raramente vistas em um filme.

Laura Dern é a alma do filme. Ela vai construindo o mosaico de sua memória, descobrindo velhas cartas, fotografias e falando com as pessoas para relembrar o episódio mais forte e marcante de sua vida, motivo de muitos dos traumas que ela carrega na idade adulta.

O CONTO certamente não é um filme que se vê com facilidade. Mas a excelência de sua realização e a importância da denúncia que traz o fazem obrigatório para quem se preocupa com temas como este, vitais na nossa época como eram na do filme.

Jennifer Fox is an American writer and documentary filmmaker who in her childhood was sexually abused and raped by her sports coach, under the omission of her riding teacher. At thirteen at school, she wrote a supposedly fictional essay where she told her drama.


Now, after decades, she has decided to take her story to the movies. The film is called THE TALE, produced by HBO, available now, AMAZON PRIME and ITUNES, starring the excellent Laura Dern (BIG LITTLE LIES). The sharpness of the theme and the movie – exquisitely produced and narrated – is tremendous, often leaving the viewer perplexed by what he watches on screen.

Written and directed by the abused victim, the film has almost a documentary veracity, although the narrative features chosen by the director are nothing short of superb. Just to cite one example, the protagonist remembered a little of the facts that occurred when she was 15 years old. A girl about 15 years old plays her. Her mother (extraordinary role of the exceptional Ellen Burstyn) corrects that she was only 13 years old. Changes the actress who plays her as a girl for a younger girl.

The cast still has other excellent actors and actresses. The abuser is made by Jason Ritter (GOLIATH) when young and John Heard (HOME ALONE) when mature. Great French actress Elizabeth Debicki (BITTERSWEET) plays Mrs. G., the riding teacher who participates in and supports abuses and rapes. When older, the character is lived by also great Frances Conroy.

The movie puts a warning that the sex scenes with minors were made with the participation of an older stuntman whose face is never shown. Nor does it take the excruciating impact of the scenes, from violence and cruelty rarely seen in a movie.

Laura Dern is the soul of the movie. She builds the mosaic of her memory, discovering old letters, photographs and talking to people to remember the strongest and most remarkable episode of her life, the reason for many of the traumas she carries in adulthood.

THE TALE for sure is not a movie you can easily see. But the excellence of its accomplishment and the importance of the denunciation it brings make it mandatory for those who are concerned with themes like this, vital in our time as they were in the movie

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