AEROPORTO: Quatro Filmes Desastre com Elencos Estelares. Apenas um é Digno de Ser Lembrado

Na década de 70, uma das modas do cinema eram os chamados filmes desastre. Um dos que iniciou a onda foi o enorme sucesso de O DESTINO DO POSEIDON, de Ronald Neame (1972), filme sobre um transatlântico que vira em face de uma onda gigante. Houve filmes desastre ótimos, como INFERNO NA TORRE, de Irwin Allen e John Gullermin e outros terríveis, como TERREMOTO, de Mark Robson. Os roteiros eram quase igual: um grupo de pessoas é reunidos em determinada situação e aí acontece uma catástrofe (via de regra da natureza), colocando a vida de todos em perigo. A partir daí, os mocinhos se revelavam corajosos e valorosos e os vilões pensavam somente em se salvar, não importando como. Normalmente as soluções finais eram bastante moralistas.

Uma das séries de filmes desastre que mais teve público foi AEROPORTO. Em 1970 (curiosamente antes de POSEIDON), foi levado ao cinema o best-seller de Arthur Hayley que narra a história de um grande aeroporto enfrentando problemas em face de uma tempestade de neve que interdita a principal pista. Para resolver o problema é chamado um veterano mecânico otimamente interpretado por George Kennedy. Paralelamente, um homem (Van Heflin) em situação financeira caótica resolve fazer um seguro de vida em favor da esposa (Maureen Stapleton) e explodir o avião em que viaja. Isto, junto com casos amorosos entre o piloto galã (Dean Martin) e a deslumbrante aeromoça grávida (Jacqueline Bisset lindíssima) e o Gerente Geral do Aeroporto Burt Lancaster e a gestora de uma companhia (Jean Seberg, ótima) movimentam o panorama. Ah, tem uma velhinha que costuma viajar sem pagar, papel que deu o Oscar a Helen Hayes. Era um filmaço, com muita ação, emoção e suspense.

O grande sucesso do filme gerou inúmeras sequências, todas piores. AEROPORTO 75 tinha Charlton Heston e Karen Black tentando salvar um jumbo que sofre uma colisão de um jato privado. Apareciam Linda Blair (vinda do sucesso de O EXORCISTA), George Kennedy (outra vez como Patroni), Susan Clark e Dana Andrews.

Depois veio AEROPORTO 77, em que um avião é obrigado a fazer um pouso de emergência no mar em face de um assalto de uma quadrilha. Jack lemmon, Christopher Lee, Lee Grant, Brenda Vaccaro e Olivia de Havilland eram o elenco. A história era péssima e completamente sem nexo.

Ainda teve AEROPORTO 79: O CONCORDE, que enterrou de vez a franquia, ao contar uma sabotagem no famoso avião francês. Alain Delon, Silvia Kristel (a holandesa do escândalo EMMANUELLE), Susan Blakely, Robert Wagner, George Kennedy (Patroni de novo), a bergmaniana Bibi Andersson e Eddie Albert estavam na tripulação e lista de passageiros ameaçados por mísseis que tentam derrubar o Concorde e matar um whistblower que vai denunciar um mega empresário do setor de armamentos. O filme era péssimo e muito mal pensado.

A série AEROPORTO – como quase todas as franquias – iniciou muito bem e foi caindo assustadoramente a cada novo filme. A pressa em fazer o novo capítulo, os roteiros sem qualquer originalidade e elencos cada vez mais fracos foram matando uma série que marcou o gênero dos filmes desastre.

In the 1970s, one of the trends of cinema was the so-called disaster movies. One movie that started the wave was the huge success of Ronald Neame’s THE POSEIDON ADVENTURE (1972), a film about a transatlantic ship that faces a giant wave. There have been great disaster movies such as Irwin Allen and John Gullermin’s THE TOWERING INFERNO, and terrible ones like Mark Robson’s EARTHQUAKE. The scripts were almost the same: a group of people are gathered in a certain situation and then a catastrophe occurs (usually a natural catastrophe), putting everyone’s life in danger. From then on, the good guys turned out to be brave, and the villains thought only of saving themselves, no matter how. Usually the final solutions were quite moralistic.

One of the most popular disaster movie series was AIRPORT. In 1970 (interestingly before POSEIDON), Arthur Hayley’s bestseller become a movie, which tells the story of a major airport experiencing problems in the face of a snowstorm blocking the main runway. To solve the problem is called a veteran mechanic optimally played by George Kennedy. At the same time, a broken man (Van Heflin) decides to take out life insurance on behalf of his wife (Maureen Stapleton) and blow up his plane. This, along with love affairs between a pilot (Dean Martin) and gorgeous pregnant flight attendant (Jacqueline Bisset) and Airport General Manager Burt Lancaster and company manager (Jean Seberg, great) move the scene. Oh, there’s an old lady who usually travels without pay, a role that gave Oscar to Helen Hayes. It was a movie with a lot of action, excitement and suspense.

The movie’s great success spawned countless sequences, all worse. AIRPORT 75 had Charlton Heston and Karen Black trying to save a jumbo plane that collided with a private jet. Linda Blair (coming from the success of THE EXORCIST), George Kennedy (again as Patroni), Susan Clark and Dana Andrews appeared.

Then came AIRPORT 77, where an airplane is forced to make an emergency landing at sea in the face of a gang robbery. Jack Lemmon, Christopher Lee, Lee Grant, Brenda Vaccaro and Olivia de Havilland were the cast. The story was awful and completely nonsense.

Still had AIRPORT 79: CONCORDE, which buried the franchise for good, while telling a sabotage on the famous French plane. Alain Delon, Silvia Kristel (the Dutch from the EMMANUELLE scandal), Susan Blakely, Robert Wagner, George Kennedy (Patroni again), the Bergmanian Bibi Andersson and Eddie Albert were on the crew and passenger list threatened by missiles attempting to topple the Concorde and kill a whistblower that will report a mega arms industry entrepreneur. The movie was terrible and very poorly thought out.

The AIRPORT series – like almost all franchises – started off very well and has been falling alarmingly with each new movie. In a hurry to make the new chapter, the unoriginal scripts and ever-weaker cast were killing a series that marked the genre of disaster films.

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