CRASH – DESTINOS CRUZADOS: Série da STARZ Ficou Abaixo do Filme Oscarizado

CRASH, de Paul Haggis é um ótimo filme, do qual sou declaradamente admirador. Em 2004, ele ganhou três Oscars, inclusive Melhor Filme, Melhor Roteiro Original e Melhor Edição. A narrativa fragmentada (ao estilo BABEL e 21 GRAMAS) trazia várias história entrelaçadas sobre moradores de Los Angeles, envolvendo preconceitos, racismo, frieza de realções e violência entre as pessoas.

O Canal STARZ aproveitou o sucesso do filme e fez uma série nos anos de 2009 e 2010, tendo duas temporadas com treze episódios cada uma. A série não chegou próxima do sucesso do filme original, muito em face de ter pouca criatividade, praticamente reproduzindo várias situações vistas no longa-metragem ou muito parecidas com aquelas.

A melhor coisa da série era seu elenco: Dennis Hooper (o eterno SEM DESTINO, morto em 2010, logo após a segunda temporada), como o produtor musical muito louco Ben Cendars (enfocando a crise da indústria fonográfica e suas consequências), D.B.Sweeney como o incorporador imobiliário Peter Emory que pressionado por dívidas coloca fogo em uma propriedade imobiliária, Clare Carey (como a esposa em crise de identidade Christine Emory), Ross McCall e Arlene Tur, como os policiais Kenny Bataglia e Bebe Arcel, Brian Tee, como o ex-gang coreana Eddie Choi, Jocko Cima como o motorista de aluguel que sonha em ser rapper Anthony Adams, a deslumbrante atriz e modelo israelense Moran Atias (como Inez a esposa infiel de um cigano) e Tom sizemora, como o Detetive Adrian Cooper. A segunda temporada acrescentou Eric Roberts (o irmão menos famoso e menos talentoso de Julia Roberts) e a ótima Tess Harper, respectivamente como o bilionário Seth Blanchard e uma mãe sofrendo de diabetes.

Como depois ficou bem usual nas séries originais dos canais fechados americanos, sobram cenas de sexo, drogas e violência. O Produtor de TV Glen Mazzara e os escritores Paul Haggis e Robert Moresco (do filme original) participaram da produção.

CRASH – DESTINOS CRUZADOS ficou muito aquém do que poderia atingir com temas tão interessantes quanto modernos em uma Los Angeles em que, como diz o slogan do filme original, “ninguém se toca.” Mesmo assim, é uma série que se vê com facilidade, justamente por seu elenco e por cenas visualmente arrebatadoras.

Paul HaggisCRASH is a great movie, of which I am openly an admirer. In 2004, it won three Oscars, including Best Picture, Best Original Screenplay, and Best Edition. The fragmented narrative ( like the sucessfull BABEL and 21 GRAMS) narrated several intertwined stories about Los Angeles residents, involving prejudice, racism, coldness and violence between people.

The Channel STARZ enjoyed the success of the movie and made a series in the years 2009 and 2010, having two seasons with thirteen episodes each. The series did not come close to the success of the original film, much in the face of lack of creativity, practically reproducing various situations seen in the film or very similar to those.

The best thing about the show was its cast: Dennis Hooper (the eternal EASY RIDER, dead in 2010 shortly after Season 2), as the crazy music producer Ben Cendars (focusing on the music industry crisis and its aftermath) , D.B.Sweeney as real estate developer Peter Emory who under pressure from debt sets fire to a real estate property, Clare Carey (as his wife Christine Emory), Ross McCall and Arlene Tur, as cops Kenny Bataglia and Bebe Arcel, Brian Tee, as former Korean gang member Eddie Choi, Jocko Cima as the rental driver who dreams of being rapper Anthony Adams, the stunning model and actress Israeli Moran Atias (as Inez the unfaithful wife of a gypsy) and Tom Sizemore as Detective Adrian Cooper. Season two added Eric Roberts (Julia Roberts‘ less famous and less talented brother) and great Tess Harper, respectively as billionaire Seth Blanchard and a mother suffering from diabetes.

As later became quite usual in the original series of American closed channels, there are several scenes of sex, drugs and violence. TV producer Glen Mazzara and writers Paul Haggis and Robert Moresco (from the original film) participated in the production.

CRASH fell far short of what it could achieve with themes as interesting as modern in a Los Angeles where, as the original movie slogan goes, “no one touches each other.” Even so, it is a show that is easily seen, precisely because of its cast and visually stunning scenes.

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