OS INTOCÁVEIS: Em 1987, Brian de Palma Fez um Grande Filme Renovando a Visão da Lei Seca, dos Gângsters, da Corrupção e dos Policiais

Já existia na história uma série de TV memorável chamada OS INTOCÁVEIS, levada ao ar entre 1959 e 1963, na ABC, com Robert Stack como o policial incorruptível Elliot Ness, chefe da Força Tarefa que perseguia gangsters do crime organizado de Chicago durante a Lei Seca. A série teve 118 episódios e marcou pelo tom semidocumental (se baseava no livro de memórias de Elliot Ness) que lhe dava autenticidade e dramaticidade.

Em 1987, o cineasta Brian de Palma, vindo de alguma polêmicas (acusações de “plagiador de Hitchcock”, explorador da nudez e da violência contra mulher, violento demais) resolveu levar OS INTOCÁVEIS ao cinema.

Montou um cast impecável: Kevin Costner (um astro ascendente às portas do estrelato), Sean Conney (brilhante veterano, tido como o melhor 007), Robert de Niro (perfeito como o gordo Al Capone), Andy Garcia(um iniciante ator latino com muito futuro), Patricia Clarkson (o protótipo da esposa americana da década de 40) e foi à luta. Tinha em mãos um excepcional roteiro do genial David Mammet baseado no livro de Ness, música extraordinária do mestre Ennio Morricone e fotografia inspirada de seu companheiro Stephen H. Burum.

Só podia dar um grande filme. De Palma pode ter todos os defeitos de que o acusam, mas é um cineasta disposto a ousar (seus travellings e ângulos de filmagem e divisões de tela são uma assinatura), dirige maravilhosamente bem ótimos atores e é sem dúvida um cinéfilo ciente dos clássicos do cinema.

Neste OS INTOCÁVEIS, homenageou a antológica cena do massacre na escadaria de O ENCOURAÇADO POTEMKIN, de Seguei M. Eisenstein (1925), criando um dos momentos maiores do suspense no cinema. Aliás o filme de Brian de Palma tem meia dúzia de sequências inesquecíveis.

Vi a primeira vez OS INTOCÁVEIS, no Cine Comodoro, em São Paulo, um mega cinema de rua, com mais de mil lugares e a maior tela que já vi para cinemas sem a tecnologia IMAX. Foi inesquecível. Depois, devo ter revisto umas 50 vezes. É o tipo de filme que fica melhor e mais poderoso conforme os anos passam. Pela sua exclência e pela nossa sentimentalidade.

There was already in history a memorable TV series called The Untouchables, aired between 1959 and 1963, on ABC, with Robert Stack as the incorruptible police officer Elliot Ness, chief of the task force chasing Chicago organized crime gangsters during the Prohibition. The series had 118 episodes and marked by the semi-documentary tone (based on Elliot Ness memoir book) that gave it authenticity and drama.

In 1987, the filmmaker Brian de Palma, coming from some controversy (accusations of “Hitchcock plagiarist”, exploiter of nudity and violence against women, too violent) decided to take the UNTOUCHABLES to the cinema.

Riding an impeccable cast: Kevin Costner (a rising star on the doorstep of stardom), Sean Conney (brilliant veteran, best 007), Robert de Niro (perfect as fat and vilent Al Capone), Andy Garcia (a beginner very future Latin actor), Patricia Clarkson (the prototype of the American wife of the 40’s) and went to the fight. He had an outstanding script by genius David Mammet based on the book of Ness, extraordinary music by master Ennio Morricone, and inspired photography by his buddy Stephen H. Burum.

It could only make a great movie. De Palma may have all the flaws he is accused of, but he is a filmmaker willing to dare (his travellings and film angles and screen divisions are a signature), drives wonderfully great actors, and is undoubtedly a connaiseur of the classics.

In The Untouchables, he honored the anthological scene of the staircase massacre in Seguei M. Eisenstein‘s 1925 BATTLESHIP POTEMKIN, creating one of the greatest moments of suspense in cinema. By the way Brian de Palma’s movie has half a dozen unforgettable sequences.

I saw THE UNTOUCHABLES for the first time at Cine Comodoro in São Paulo, a mega street cinema with over a thousand seats and the biggest screen I’ve ever seen for theaters without IMAX technology. It was unforgettable. Then I must have reviewed 50 times. It’s the kind of movie that gets better and more powerful as the years go by. For its excellence and our sentimentality.

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