THE MORNING SHOW: Luta pela Audiência, Hard News e Assédio Sexual na Estréia do Apple TV +

O novo serviço de streaming AppleTV+ estreou nesta sexta-feira tendo como carro chefe a série THE MORNING SHOW, estrelada por Jennifer Anniston, Reese Whiterspoon e Steve Carell. Os 10 capítulos (quatro já estão disponíveis) narram a história de um show de notícias líder de audiência em uma emissora fictícia de TV americana que passa por um momento de queda de audiência e dúvidas sobre o futuro de sua âncora, quando eclode um escândalo de assédio sexual sobre o parceiro de bancada dela durante 15 anos.

A atualidade do show e o talento das pessoas envolvidas garantem o interesse superior do espectador focado em temas do entretenimento atuais e polêmicos. Vão desfilar pela tela: a luta pela audiência, dramática nestes tempos de multiplicidade de canais, novas tecnologias e briga entre hard news e entretenimento, a longevidade dos jornalistas, o novo empoderamento feminino, as condutas sexuais abusivas dos homens poderosos, a rivalidade entre colegas de trabalho, as estruturas legais de empresas de comunicação e vários outros temas de grande relevância.

O trio central de atores é outro elemento de permanente atratividade da série: Jennifer Anniston (vinda do desastroso MISTÉRIO NO MEDITERRÂNEO da NETFLIX) não trabalhava em uma produção tão empenhada desde a eterna Rachel de FRIENDS. Naturalmente está mais madura para viver a interessante protagonista Alex Levy, uma jornalista famosa na TV mas prestes a encarar a decadência física e os perversos efeitos da queda de audiência de seu show.

Reese Whitherspoon, recém vinda do sucesso extraordinário de BIG LITTLE LIES da HBO, vive uma jornalista do interior dos EUA, ascendente, polêmica, desaforada (inclusive quando está no ar) e disposta a qualquer coisa para agarrar a extraordinária oportunidade que lhe surge de assumir um lugar na bancada do THE MORNING SHOW.

Steve Carell, um ator que melhora de trabalho para trabalho (deixou de ser apenas um comediante para fazer papeis dramáticos extraordinários) traz para a tela a problemática atualíssima dos efeitos de movimentos feministas como o Me Too nas empresas de comunicação, gerando uma profunda revisão das relações pessoais e profissionais o que, não raras vezes tem o mérito de expor predadores sexuais antes impunes, mas que volta e meia gera condenações de procedência duvidosa.

A Apple não poupou recursos para sua principal atração na estreia do AppleTV+. Além destes três, Billy Cudrup (sempre um ator interessante de se ver), a ótima e ascendente atriz britânica Gugu Mbatha-Raw (vista muito bem em VERSÕES DE UM CRIME e A BELA E A FERA), Marc Duplas (GOLIATH da Amazon), Nestor Carbonell (LOST e a trilogia de BATMAN de Christopher Nolan), Karen Pittman (MESMO SE NADA DER CERTO) e o competente ator inglês Jack Davenport (do ótimo WHY WOMEN KILL da CBS). Um ótimo elenco. Ah, e a série tem uma trilha sonora espetacular e que em vários momentos sublinha as cenas de forma notável.

THE MORNING SHOW mescla drama e momentos de comédia (mais irônica que escrachada) para evidenciar as dualidades, a agressividade, o egoismo e por vezes a crueldade do mundo do entretenimento atual. O que deixa um gosto amargo é que tais realidades não se limitam ao ambiente do entretenimento, mas à vida em geral nos nossos tempos.

The new AppleTV+ premiered this Friday with the flagship THE MORNING SHOW series starring Jennifer Anniston, Reese Whiterspoon and Steve Carell. The 10 chapters (four already available) tell the story of an audience-leading news show on a fictional American TV station that is experiencing a moment of falling audience and doubts about its star female anchor’s future, when a scandal erupts about sexual harassment by her bench partner for 15 years.

The timeliness of the show and the talent of the people involved ensure the viewer’s top interest focused on current and controversial entertainment themes. They will be parading across the screen: the struggle for the audience, dramatic in these times of multi-channel, new technologies and the fight between hard news and entertainment, the longevity of journalists, the new female empowerment, the abusive sexual conduct of powerful men, the rivalry between colleagues. the legal frameworks of entertainment companies and a number of other relevant topics.

The central trio of actors is another element of permanent appeal in the series: Jennifer Anniston (coming from the disastrous NETFLIX MURDER MYSTERY) has not worked on such a top level production since the eternal Rachel of FRIENDS. Naturally she is more mature to live the interesting protagonist Alex Levy, a famous TV journalist about to face the physical decay and the perverse effects of the fall of her show’s audience.

Reese Whitherspoon, fresh from HBO‘s extraordinary success BIG LITTLE LIES lives a controversial, up-and-coming journalist from the U.S. countryside, unwilling (even when she is on the air) and willing to take whatever extraordinary opportunity she has of taking a seat on THE MORNING SHOW‘s bench.

Steve Carell, an actor that improves his work each movie (no longer just a comedian but one that make extraordinary dramatic roles) brings to the screen the all-new problematic of the effects of feminist movements like Me Too on media companies, generating a a profound review of personal and professional relationships, which often has the merit of exposing previously unpunished sexual predators, but also often generates convictions of dubious origin.

Apple spared no resources for its main attraction at the AppleTV + debut. In addition to these three, Billy Cudrup (always an interesting actor to see), great and up-and-coming British actress Gugu Mbatha-Raw (seen very well in BEAUTY AND THE BEAST), Marc Duplas (Amazon GOLIATH) , Nestor Carbonell (LOST and Christopher Nolan‘s BATMAN trilogy), Karen Pittman and the competent English actor Jack Davenport (from CBS great WHY WOMEN KILL). A great cast. And also the series has a remarkable soundtrack that in some moments underlines the scene in a great way.

THE MORNING SHOW mixes drama and comedy moments (more ironic than scratched) to highlight the dualities, aggressiveness, selfishness and sometimes cruelty of today’s entertainment world. What leaves a bitter taste is that such realities are not limited to the entertainment environment, but to life in general in our times.

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