QUE DIOS NOS PERDONE: Violento Filme Policial Espanhol Mostra a Caçada a um Serial Killer de Idosas

QUE DIOS NOS PERDONE, dirigido por Rodrigo Sorogoyen (cineasta do interessante STOCKHOLM) é um filme policial em que dois detetives buscam sem cessar um serial killer responsável pelo assassinato de senhoras idosas, em Madri, durante a visita do Papa Bento XVI. Está disponível na Apple TV+ e na Amazon Prime Video.

O cineasta Sorogoyen é um jovem espanhol (tem 38 anos) e se destacou ao ser multipremiada por seu curta-metragem MADRE, indicao ao Oscar de Melhor Curta Metragem Live Action. MADRE também lhe deu o GOYA (Oscar do Cinema Espanhol). Aqui, ele sabe explorar vários elementos muito poderosos : o conflito entre os milhares de peregrinos do mundo inteiro que, em clima de grande religiosidade acorreram a Madri para ver o Papa, em confronto com a extrema crueldade dos crimes cometidos pelo serial killer, um jovem traumatizado que também dedica boa parte de sua atenção (inclusive a escolha das vítimas) a tópicos da religiosidade.

O segundo elemnto de contundência do enredo vem da tênue fronteira entre as ações do vilão e da dupla de policiais, especialmente o Detetive Alfaro (vivido muito bem pelo ator Roberto Álamo visto em A PELE QUE HABITO, de Almodovar). Suas permanentes hostilidades e violências contra suspeitos, testemunhas, colegas, familiares e superiores é impressionantemente similar à do assassino. É dele a grande cena do filme, quando perde seu cachorro. Álamo já venceu dois GOYAs, inclusive por este papel em QUE DIOS NOS PERDONE.

Seu colega de investigação, o detetive gago Velarde, é vivido pelo ator andaluz Antonio de la Torre, conhecido por seu trabalho em filmes como PECADOS ANTIGOS, LONGAS SOMBRAS (ótimo thriller que tem no NETFLIX) e EL REINO. De la Torre também ganhou dois GOYAs e já teve 29 prêmios internacionais de interpretação. Seu Velarde é contido, ambíguo, mas obcecado e em vários momentos do filme revela uma tendência à violência, certamente distante da permanente disposição de seu parceiro, mas igualmente assustadora e perigosa.

O vilão é um tipo muito visto em filmes do gênero, especialmente aqueles (dezenas) que focam serial killers. Jovem, forte, bem falante, disfarçado, religioso, atento às nevessidades de sua velha mãe, características que escondem um psicopata extremamente violento, cruel e despido de qualquer traço de sociabilidade positivo. Ótimo trabalho de Javier Pereira.

O filme de Sorogoyen também se destaca pela extrema violência de determinadas cenas dos assassinatos, das cenas dos crimes investigadas pelos detetives e pela autópsias das vítimas, mostradas de modo extremamente cru, quase documental, sem o menor filtro.

QUE DIOS NOS PERDONE é um thriller forte e violento. Tem muitos pontos positivos, mas fica longe dos filmes policiais edulcorados de Hollywood. É um programa apenas para quem gosta muito do gênero.

MAY GOD SAVE US (QUE DIOS NOS PERDONE), directed by Rodrigo Sorogoyen (director of the interesting STOCKHOLM) is a thriller in which two detectives endlessly seek a serial killer responsible for the murder of elderly ladies in Madrid during Pope Benedict XVI’s visit.

Filmmaker Sorogoyen is a young Spaniard (38 years old) and stood out for being honored for his short film MADRE , Oscar nomination for Best Short Live Action. MADRE also gave him the GOYA (Oscar for Spanish Cinema). Here he knows how to exploit several very powerful elements: the conflict between the thousands of pilgrims from all over the world who, in a climate of great piety, rushed to Madrid to see the Pope, confronting the extreme cruelty of the crimes committed by the serial killer, a young traumatized man, who also devotes much of his attention (including the choice of victims) to religious topics.

The second forceful element of the plot comes from the thin line between the actions of the villain and the police duo, especially Detective Alfaro (lived very well by actor Roberto Álamo seen in Almodovar‘s THE SKIN I LIVE IN). His permanent hostilities and violence against suspects, witnesses, colleagues, family members and superiors is strikingly similar to that of the killer. It’s his the big scene in the movie, when he loses his dog. Álamo has already won two GOYAs, including for this role in QUE DIOS NOS PERDONE.

His colleague, detective Velarde, is lived by the Andalusian actor Antonio de la Torre, known for his work on films such as LA ISLA MINIMA – MARSHLAND – (great thriller on NETFLIX) and EL REINO. De la Torre has also won two GOYAs and has had 29 international acting awards. His Velarde is restrained, ambiguous but obsessed and at various points in the film reveals a tendency to violence, certainly far from his partner’s permanent disposition, but equally frightening and dangerous.

The villain is a type much seen in movies of the genre, especially those (dozens) that focus on serial killers. Young, strong, well-spoken, disguised, religious, attentive to his old mother’s snowfalls, characteristics that hide an extremely violent psychopath, cruel and stripped of any trace of positive sociability. Great work from Javier Pereira.

Sorogoyen’s film also stands out for the extreme violence of certain murder scenes, the crime scenes investigated by detectives, and the autopsies of the victims, shown in an extremely crude, almost documentary way, without the slightest filter.

QUE DIOS NOS PERDONE is a strong and violent thriller. It has many good points, but it is far from the sweetened Hollywood thrillers. It is a program only for those who like the genre very much.

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