DEPOIS DO CASAMENTO: Refilmagem Hollywoodiana de Ótimo Drama Dinamarquês Vira um Filme Ainda Melhor

Em 2006, a cineasta dinamarquesa Susanne Bier (BIRDBOX da NETFLIX) fez um drama que tinha um argumento espetacular: um voluntário em um orfanato na Índia é chamado por um rico empresário dinamarquês para ir a Copenhagen formalizar a doação de US$ 2 milhões para as obras sociais. Chegando lá ele se depara com uma antiga namorada (agora a esposa do empresário) e com uma filha – que está se casando – que pode ou não ser dele. O filme tinha o excelente Mads Mikkelsen (A CAÇA, ROGUE ONE e a série HANNIBAL), Rolf Lassgard, Sidse Babett Knudsen e Stine Fischer Kristensen.

Nesta refilmagem americana, a ótima Michelle Williams é a trabalhadora voluntária em um orfanato na Índia, que recebe o convite de uma rica empresária americana para ir a Nova Iorque formalizar a doação. Chegando lá encontra uma filha que havia deixado para adoção anos atrás como enteada da milionária com o antigo namorado dela. O elenco top de linha ainda tem Julianne Moore (sempre um charme), Billy Cudrup e Abby Quin.

O filme hollywoodiano segue cena a cena o roteiro original dinamarquês. Como a história é ótima, ponto para o filme original. Acho que a alteração de colocar a protagonista e a milionária sendo mulheres foi um achado do filme americano. A história me pareceu mais consistente e igualmente dramática, alé de entrar na onda do empoderamento feminino.

O diretor novaiorquino Bart Freundlich (marido de Julianne Moore na vida real) igualmente me pareceu que se saiu melhor que sua colega dinamarquesa, dando mais humanidade e pungência ao drama em que ficam envolvidos todos os personagens. Além disto, o filme original tem uma cena de infidelidade conjugal que me pareceu bem fora de contexto.

DEPOIS DO CASAMENTO São dois ótimos filmes. Vê-los comparativamente (os dois estão na AMAZON PRIME) é um exercício delicioso para qualquer cinéfilo.

In 2006, Danish filmmaker Susanne Bier (NETFLIX BIRDBOX) made a drama that had a spectacular argument: a volunteer in an orphanage in India is called by a wealthy Danish businessman to go to Copenhagen to formalize the US$ 2 million donation for social works. Once there, he comes across an old girlfriend (now the businessman’s wife) and a daughter – who is getting married – who may or may not be his. The movie had the excellent Mads Mikkelsen (THE HUNT, ROGUE ONE and the HANNIBAL series), Rolf Lassgard, Sidse Babett Knudsen and Stine Fischer Kristensen.

In this American remake, the great Michelle Williams is the volunteer worker in an orphanage in India, who is invited by a wealthy American businesswoman to go to New York to formalize the donation. Once there, she finds a daughter she had left for adoption years ago as the millionaire’s stepdaughter with her old boyfriend. The top cast still has Julianne Moore (always a charm), Billy Cudrup and Abby Quin.

The Hollywood movie follows scene by scene the original Danish script. As the story is great, point to the original movie. I think the change of putting the protagonist and the millionaire to being women was a goal of the American movie. The story seemed to me to be more consistent and equally dramatic, beyond getting into the wave of female empowerment.

New York director Bart Freundlich (Julianne Moore’s husband in real life) also seemed to me to do better than his Danish counterpart, giving more humanity and poignancy to the drama in which all the characters are involved. In addition, the original film has a scene of marital infidelity that seemed pretty out of context.

AFTER THE WEDDING – Danish and American – are two great movies. Seeing them comparatively (both are on AMAZON PRIME) is a delightful exercise for any cinephile.

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