VESTIDA PARA MATAR: Sexo, Loucura, Assassinatos, Prostitutas e Psiquiatras no Cinema Ousado e Voyeur de Brian de Palma

Em 1980, o cineasta Brian de Palma fez mais um thriller a la Hitchcock, intitulado VESTIDA PARA MATAR. A história policial narra o assassinato de uma mulher após transar uma tarde com um desconhecido. A morte é testemunhada por uma prostituta de luxo que se une ao filho nerd da morta para investigar o crime ante a inércia da polícia.

Para complicar as coisas, o psiquiatra da falecida apresenta traços de repressão sexual evidentes, tornando-se o principal suspeito.

Este enredo é um prato cheio para Brian de Palma exercer seu ofício de diretor polêmico e provocativo mostrando masturbação, traição, doenças venéreas, prostituição, travestismo e toda loucura que pudesse alimentar sua veia de voyeur.

A equipe do filme tem o músico italiano Pino Donaggio com sua obra prima: sua trilha sonora para a cena em que a protagonista Kate Miller faz um jogo de sedução com um desconhecido no Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque, em tom onírico é simplesmente um momento maiúsculo do cinema.

Angie Dickinson (uma atriz já veterana em seu papel mais sensual, embora várias cenas de nudez mostrem o corpo da modelo da Penthouse Victoria Johnson) é a dona de casa sexualmente insatisfeita , às voltas com problemas com seu misterioso psiquiatra, belíssimo trabalho de Michael Caine, como o Dr. Robert Elliot. A call girl Liz Blake que testemunha o assassinato é Nacy Allen e o filho é o ator Keith Gordon.

VESTIDA PARA MATAR é um filme fascinante. Visto pela primeira vez, mostra um suspense quase insuportável. Depois que se sabe o desfecho da história, o filme vira um delicioso exercício cinematográfico de homenagem ao mestre Alfred Hitchcock, mostrando sua cena do chuveiro (pode ser mais exp-lícita a citação a PSICOSE?), loiras fatais, assassinos vestidos de mulher, armas cortantes ( a faca de PSICOSE vira uma navalha) e um mistério que somente se elucida no twist final.

Pode-se gostar ou não do cinema de Brian de Palma. Eu gosto muito dos filmes desta fase de sua carreira. É indiscutível que ele filma maravilhosamente bem. E não se detém frente a qualquer barreira ou tabu que possa chocar os espectadores mais sensíveis. A cena do museu é uma prova definitiva disto.

In 1980, filmmaker Brian de Palma made another thriller a la Hitchcock entitled DRESSED TO KILL. The story (screenplay of De Palma himself) tells the murder of a woman after having sex one afternoon with a stranger. The death is witnessed by a luxury prostitute who joins the dead woman’s geeky son to investigate the crime in the face of police inertia.

To complicate even more the matters, the deceased’s psychiatrist has obvious traces of sexual repression, becoming the prime suspect.

This plot is a full plate for Brian de Palma to exercise his controversial and provocative director’s job by showing masturbation, betrayal, venereal disease, prostitution, transvestism, and all the madness that might feed his voyeur vein.

The film crew has Italian musician Pino Donaggio with his masterpiece: the soundtrack to the scene where protagonist Kate Miller plays a seduction game with a stranger at New York’s Metropolitan Museum of Art in a dreamlike tone it’s simply a major moment of cinema.

Angie Dickinson (a veteran actress in her sexiest role, though several nude scenes show the body of Penthouse model Victoria Johnson) is the sexually dissatisfied housewife, wrestling with her mysterious psychiatrist, gorgeous job from Michael Caine, like Dr. Robert Elliot. Call girl Liz Blake who witnesses the murder is Nancy Allen and the son is actor Keith Gordon.

DRESSED TO KILL is a fascinating cult movie. First seen, it shows an almost unbearable suspense. Once you know the outcome of the story, the movie becomes a delightful cinematic exercise in honor of Master Alfred Hitchcock, even showing a shower scene (can the PSYCHO quote be more explicit?), fatal blondes, female-dressed killers, sharp weapons (the knife of PSYCHO becomes a razor) and a mystery that only elucidates in the final twist.

You may or may not like Brian de Palma‘s cinema. I really enjoy the movies of this phase of his career. There is no doubt that he shoots wonderfully well. And it doesn’t stop at any barrier or taboo that might shock the most sensitive viewers. The museum scene is a definitive proof of this.

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