COLD BLOOD: Jean Reno Segue Ótimo em Filme Padrão Sobre Assassino Profissional Eremita

Em 1994, o cineasta francês Luc Besson fez um de seus melhores (talvez o melhor) filmes: O PROFISSIONAL (LEON), onde o ator marroquino (nascido nada mais nada menos do que em Casablanca) Jean Reno vivia um assassino profissional que se via forçado a proteger uma menina fugindo de policiais corruptos que tinham matado toda sua família. Além de Reno, o filme tinha uma maravilhosa Natalie Portman (como a menina Mathilda) e um inesquecível Gary Oldman (como o enlouquecido vilão Stansfield) e ainda o ótimo Danny Aielo (falecido nesta semana). LEON era um filme prodigioso que tinha muito de sua qualidade na interpretação minimalista e contida de Jean Reno como o Hitman.

25 anos depois, Jean Reno aparece novamente como um enigmático Hitman que após cada trabalho (executado minuciosamente à perfeição), mora completamente isolado em uma cabana na mais inóspita região do Estado de Washington (apesar das filmagens terem ocorrido na Ucrânia). O filme é COLD BLOOD (ou COLD BLOOD LEGACY ou LA MEMOIRE DU SANG), dirigido pelo roteirista e cineasta francês Fréderic Petitjean (que antes somente havia dirigido um curta metragem). O filme está disponível no NOW, Apple TV+ e Amazon Prime Video.

Um dia qualquer na vida do eremita assassino, sua paz é quebrada por uma linda jovem que sofre um grave acidente no veículo que usava para atravessar regiões cobertas de neve e vem dar na cabana, quase morta. Apesar de “não estar acostumado a salvar pessoas” (ótima frase do filme), o personagem Henry salva, trata e recupera a moça Melody.

Como esta história se encaixa no mais recente trabalho de assassino de Henry, a morte de um rico e mafioso industrial, que deixou seus comparsas, outros assassinos e a polícia furiosos e desconcertados é o mote do filme para criar seu suspense.

É absoluta verdade que a solução do roteiro é óbvia e muito abaixo do que poderia ser se os roteiristas tivessem mais criatividade e imaginação. Acho que o filme cai vertigionosamente no trecho final, sendo seu fim o ponto mais baixo do roteiro.

A relação que se estabelece entre o assassino e a jovem é, em sentido contrário, o ponto alto do filme: como pode um frio e calculista assassino profissional se envolver afeticamente com uma jovem a ponto de salvá-la colocando-se em risco.

Não há como questionar que COLD BLOOD não é LEON. A distância entre os filmes é abissal, porque sentimos todo o tempo a falta da categoria de Luc Besson, Natalie Portman, Gary Oldman e Danny Aielo. Mas COLD BLOOD consegue prender a atenção do espectador nos seus 91 minutos. Mérito do extraordinário jean Reno que segue sendo ótimo ator.

In 1994, French filmmaker Luc Besson made one of his best (perhaps the best) films: THE PROFESSIONAL (LEON), where Moroccan actor (born no less than in Casablanca) Jean Reno was a professional killer who saw himself forced to protect a girl running away from corrupt cops who had killed her entire family. In addition to Reno, the movie had a wonderful Natalie Portman (as Mathilda) and an unforgettable Gary Oldman (as the maddened villain Stansfield) and the great Danny Aielo (deceased this week). LEON was a prodigious film that had much of its quality in Jean Reno’s minimalist and self-contained interpretation as a Hitman.

Twenty-five years later, Jean Reno appears again as an enigmatic Hitman who, after every work (thoroughly performed to perfection), lives completely isolated in a cabin in the most inhospitable Washington state region (despite filming in Ukraine). The film is COLD BLOOD (or COLD BLOOD LEGACY or LA MEMOIRE DU SANG), directed by French screenwriter and filmmaker Fréderic Petitjean (who had previously only directed a short film). It is available on NOW, Apple TV+ and Amazon Prime Video.

Some day in the life of the murdering hermit, his peace is broken by a beautiful young woman who suffers a serious accident in the vehicle she used to cross snow-covered regions and comes to the cabin, almost dead. Although “I am not used to saving people” (great line from the screenplay), the character Henry saves, treats and recovers the girl Melody.

How this story fits into Henry’s latest killer work, the death of a wealthy industrial mobster who has left his henchmen, other killers and police furious and disconcerted is the film’s motto for creating its suspense.

It is absolutely true that the script solution is obvious and far below what it could be if the writers had more creativity and imagination. I think the movie falls dizzily in the final stretch, its end being the low point of the script.

The relationship between the killer and the young woman is, in the opposite direction, the highlight of the film: how can a cold and calculating professional killer get emotionally involved with a young woman to the point of saving her by putting herself at risk.

There is no question that COLD BLOOD is not LEON. The distance between the movies is abysmal because we miss the category of Luc Besson, Natalie Portman, Gary Oldman and Danny Aielo all the time. But COLD BLOOD manages to catch the viewer’s attention in its 91 minutes. Merit of the extraordinary Jean Reno who continues to be a great actor.

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