OS DUELISTAS: A Obra Prima Menos Conhecida de Ridley Scott

Ridley Scott é um cineasta inglês que está com 82 anos. Já fez alguns filmes que asseguram seu lugar na história do cinema. BLADE RUNNER e ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO, para mim são dois filmes perfeitos, inesquecíveis e com aquela rara capacidade de se renovarem como cinema a cada nova (re) visão. Já devo ter visto cada um deles algumas dezenas de vezes e sempre me surpreendo com algum detalhe ou alguma nova descoberta em duas obras cinematográficas superlativas.

Ele ainda tem outros ótimos filmes (para mim um pouco abaixo destes dois), como GLADIADOR, THELMA & LOUISE, ROBIN HOOD (aquele com o Russell Crowe e a Cate Blanchett) e CHUVA NEGRA. Em compensação, nas fases ruins (que todos temos) fez coisas inacreditáveis, como A LENDA, PROMETHEUS e O CONSELHEIRO DO CRIME.

Seu talento invulgar fez ele transitar com igual capacidade pelas funções de diretor, produtor, roteirista, fotógrafo, câmera e até responsável pela trilha sonora. O cara é fogo.

Curiosamente, um dos filmes dele que eu mais gosto é muito pouco falado, visto e mesmo conhecido. A estréia de Ridley Scott como diretor de longa metragem é o filme OS DUELISTAS, uma pequena obra prima baseada em uma história (O DUELO) do escritor Ucraniano Joseph Conrad, cuja genialidade nos legou os livros HEART OF DARKNESS (no qual Coppola baseou APOCALIPSE NOW) e NOSTROMO (que virou ALIEN).

Dois soldados do exército Napoleônico têm um mal entendido e viram inimigos, passando a duelar sempre que se encontram, durante décadas. Armand D’Ubert (Keith Carradine excepcional ) e Gabriel Feraud (Harvey Keitel, talvez em seu melhor papel vivem de modo extraordinário a irracionalidade da violência.

O elenco fantástico ainda tem Albert Finney, Eduard Fox, Cristina Raines, Tom Conti e Robert Stephens. Os amigos dos dois beligerantes tentam por todas as formas por fim à interminável hostilidade, sem sucesso.

A fotografia do filme, feita pelo britânico Frank Tidy é das mais lindas que já vi na vida. Foi indicada ao Oscar e ao BAFTA. OS DUELISTAS foi indicado à Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1977 e ganhou o Prêmio de Melhor Primeiro Filme.

Não é fácil encontrar OS DUELISTAS. Mas quem tiver êxito, vai conhecer (ou rever) um filme extraordinário, com uma rara sensibilidade e uma profunda percepção da alma humana. Nos tempos de Napoleão Bonaparte ou de hoje, porque a intolerância segue intocada tantos séculos depois.

Ridley Scott is an English filmmaker who is 82 years old. He has made some films that secure his place in the history of cinema. BLADE RUNNER and ALIEN, to me are two perfect, unforgettable films with that rare ability to renew themselves as movies at each new (re) vision. I must have seen each of them a few dozen times, and I am always amazed by some detail or some new discovery in two superlative cinematographic works.

He still has other great movies (to me a little below these two), like GLADIATOR, THELMA & LOUISE, ROBIN HOOD (the one with Russell Crowe and Cate Blanchett) and BLACK RAIN. By contrast, in the bad phases (which we all have) did unbelievable things, such as The Legend, Prometheus, and The Counselor.

His unusual talent made him move with equal ability as director, producer, screenwriter, photographer, cameraman and even responsible for the soundtrack. The guy is a must.

Interestingly, one of his films that I like most is very little spoken, seen and even known. Ridley Scott’s debut as a feature film director is The Duelists, a masterpiece based on a story (The Duel) by Ukrainian writer Joseph Conrad, whose genius bequeathed us to the books HEART OF DARKNESS (on which Coppola based APOCALIPSE NOW ) and NOSTROMO (which became ALIEN).

Two Napoleonic army soldiers have a misunderstanding and become enemies, dueling each other for decades. Armand D’Ubert (exceptional Keith Carradine) and Gabriel Feraud (Harvey Keitel, perhaps in his best role live the irrationality of violence in an extraordinary way.

The fantastic cast still has Albert Finney, Edward Fox, Cristina Raines, Tom Conti and Robert Stephens. The friends of the two belligerents try in every way to end their endless hostility without success.

The photography of the film, taken by the British Frank Tidy is one of the most beautiful I have ever seen in my life. It was nominated for an Oscar and BAFTA. THE DUELISTS was nominated for the 1977 Cannes Film Festival Golden Palm and won the Best First Film Award.

It’s not easy to find THE DUELISTS. But anyone who succeeds will meet (or review) an extraordinary film with a rare sensitivity and deep insight into the human soul. In the times of Napoleon Bonaparte or today, because intolerance remains untouched so many centuries later.

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