A CRUZ DE FERRO: Obra Menos Famosa de Sam Peckinpah É Obrigatória Para Quem Gosta de Filme de Guerra

O cineasta californiano Sam Peckinpah inscreveu seu nome na história do cinema fazendo obras maravilhosas como os três eternos faroestes MEU ÓDIO SERÁ TUA HERANÇA, TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA e PAT GARRET E BILLY THE KID, o impressionante SOB O DOMÍNIO DO MEDO e o inesquecível OS IMPLACÁVEIS. Que currículo!

No gênero dos filmes de guerra – que eu gosto muito – Sam Pachinpah tem outro filme maravilhoso que sempre é colocado como um filme menos importante em sua carreira (diante daquelas obras primas). A CRUZ DE FERRO foi feito em 1977, quando Peckinpah já estava doente sete anos antes de morrer aos 59 anos.

O extraordinário Maximilliam Schell vive o Capitão Hauptmann Stransky, um arrogante jovem oficial nazista de família rica que vai para o front russo da Segunda Guerra assumir o comando de um batalhão apenas para acrescentar uma Cruz de Ferro ao seu currículo. Lá ele encontra o corajoso, experiente e revoltado Sargento Rolf Steiner (a melhor atuação de James Coburn, um subvalorizado ator que atuou nos clássicos FUGINDO DO INFERNO e SETE HOMENS E UM DESTINO) que vai lhe colocar em cheque a cada batalha.

Peckinpah fez seu nome, entre outras qualidades, pelo extraordinário uso que fazia das cenas de violência em seus filmes, normalmente com tomadas exibidas em câmera lenta, o que caracterizou o “estilo Peckinpah”.

No elenco de A CRUZ DE FERRO ainda estavam James Mason, David Warner, Senta Berger e Kalus Löwich. O filme faz profundas reflexões sobre a irracionalidade da guerra e seus efeitos devastadores na vida de países, famílias, pessoas (militares e civis).

Fiquei marcado por uma cena específica em que o batalhão nazista, cercado por inimigos russos, é obrigado a reagir em situação de absoluta inferioridade. Trava-se, então, um diálogo antológico entre o Sargento Steiner e o Capitão Stansky:

Capitão Stransky: “Eu vou lhe mostrar como um verdadeiro Oficial Prussiano luta.”; Sargento Steiner: “Então eu vou lhe mostrar onde as Cruzes de Ferro crescem.”

Coisa de gênio.

Californian filmmaker Sam Peckinpah has inscribed his name in the history of film making through wonderful works like the three eternal westerns THE WILD BUNCH, , BRING ME THE HEAD OF ALFREDO GARCIA and PAT GARRET AND BILLY THE KID, the amazing STRAW DOGS and the unforgettable THE GETAWAY. What a resumée.

In the genre of war movies – which I like a lot – Sam Peckinpah has another wonderful movie that is always placed as a minor film in his career (compared to those masterpieces). CROSS OF IRON was done in 1977, when Peckinpah was already sick seven years before he died at 59.

The extraordinary Maximilliam Schell lives Captain Hauptmann Stransky, an arrogant young Prussian Nazi officer from a wealthy family who goes to the Russian WWII front to take command of a battalion just to add an Iron Cross to his resumée. There he meets the brave, experienced and angry Sergeant Rolf Steiner (the best performance of James Coburn, an undervalued actor who played in the classic THE GREAT ESCAPE and THE MAGNIFICENT SEVEN) who will put him in check with every battle.

Peckinpah made his name, among other qualities, for his extraordinary use of scenes of violence in his films, usually with slow-motion shots, which characterized the “Peckinpah style.”

In the cast of CROSS OF IRON were still James Mason, David Warner, Senta Berger and Kalus Löwich. The film makes profound reflections on the irrationality of war and its devastating effects on the lives of countries, families, people (military and civilians).

I was marked by a specific scene in which the Nazi battalion, surrounded by Russian enemies, is forced to fight in a situation of absolute inferiority. There is then an anthological dialogue between Sergeant Steiner and Captain Stansky:

Captain Stransky: I will show you how a true Prussian officer fights. 

Sargeant Steiner: Then I will show you, where the Iron Crosses grow.

A genius thing.

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