AMARCORD: Obra Prima de Federico Fellini (uma delas) no Clube de Cinema de Porto Alegre

O Clube de Cinema de Porto Alegre e a Cinemateca Paulo Amorim vão exibir, neste próximo domingo (19/01/2020) o filme AMARCORD, em sessão comemorativa ao centenário do gênio Federico Fellini. Haverá debates pós-filme com a Jornalista Fatimarlei Lunardelli.

AMARCORD é uma das tantas obras primas do Mestre Fellini (8 e1/2, LA DOLCE VITA, ROMA, CASANOVA), mas ficou marcada na minha memória não somente pelos personagens inesquecíveis (Gradisca por exemplo) como pela beleza indescritível de muitas de suas cenas (a passagem do Transatlântico é um momento antológico do cinema).

AMARCORD mostra um ano na vida de uma pequena cidade litorânea da Itália durante o governo fascista de Benito Mussolini, enfocando as pessoas típicas do lugar. A magia de Fellini é ter criado um mundo universal fazendo com que todo mundo (se) enxergue em algum personagem, história ou situação retratada no filme.

Premiado com o Oscar de Melhor filme Estrangeiro no ano de 1973, o filme também venceu o David di Donatello e mais oito prêmios internacionais. O roteiro do próprio Fellini e Tonino Guerra, a trilha sonora memorável do genial Nino Rota, a fotografia de Giuseppe Rotunno e a montagem de Ruggero Mastroiani, compõem uma verdadeira seleção de craques geniais do cinema reunidos pelo Mestre Fellini.

Em 20 de setembro de 1974, quando o filme estreou nos EUA, o lendário crítico do THE NEW YORK TIMES, Vincent Canby escreveu: “AMARCORD está cheio de histórias como Scherherazade, algumas românticas, outras malucas, outras elegíacas, outras obscenas, outras tão misteriosas quanto a visão inesperada de um pavão voando através de uma leve queda de neve. É um filme de beleza emocionante”

Por todas estas razões, AMARCORD é um filme único, daqueles que mostra o poder, a universalidade e a eternidade da sétima arte.

The Porto Alegre Movie Club and Paulo Amorim Cinematheque will screen this Sunday (19/01/2020) the movie AMARCORD, in a session commemorating the centenary of genius Federico Fellini. There will be post-movie discussions with Journalist Fatimarlei Lunardelli.

AMARCORD is one of the many masterpieces of Master Fellini (8 & 1/2, LA DOLCE VITA, ROME, CASANOVA), but it was marked in my memory not only by the unforgettable characters (Gradisca for example) but also by the indescribable beauty of many of his scenes. (The Transatlantic Passage is an anthological moment of cinema).

AMARCORD shows a year in the life of a small Italian seaside town during Benito Mussolini’s fascist rule, focusing on the typical people of the place. Fellini’s magic is to have created a universal world by making everyone see themselves in some character, story or situation portrayed in the movie.

Awarded the Oscar for Best Foreign Film in 1973, the film also won the David di Donatello and eight international awards. Fellini and Tonino Guerra’s screenplay, Nino Rota‘s memorable soundtrack, Giuseppe Rotunno‘s photography, and Ruggero Mastroiani‘s editing make up a veritable selection of genius movie stars brought together by Mestre Fellini.

On September 20, 1974, when the movie premiered in the US, THE NEW YORK TIMES legendary critic Vincent Canby wrote: “AMARCORD is full of tales as Scherherazade, some romantic, some slapstick, some elegiacal,, some bawdy, some as mysterious as the unexpected sight of a peacock flying through a light snow-fall. It’s a film of exhilarating beauty.”

For all these reasons, AMARCORD is a unique film, one that shows the power, universality and eternity of seventh art.

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