A ROSA: Janis Joplin (Bete Midler) Poderosa, Apaixonante e Destrutiva em Excelente Filme de 1979

Janis Lyn Joplin estaria fazendo 76 anos hoje. Morreu de overdose em 04 de outubro de 1970, aos 27 anos. Marcou seu nome na história da música como a cantora rebelde de performances incomparáveis.

No cinema, em 1979, o cineasta novaiorquino Mark Rydell resolveu levar às telas uma cinebiografia “disfarçada” de Janis Joplin. O filme se chamou A ROSA. Fez um enorma sucesso: foi indicado para 4 Oscars, ganhou três Globos de Ouro e foi nominado tanto no BAFTA como no CÉSAR como Melhor Filme Estrangeiro.

A atriz (e comediante) americana (nascida no Hawaii) Bete Midler, fazendo o papel de sua vida, catapultou sua carreira que lhe deu duas indicações ao Oscar, 3 Globos de Ouro e 3 Emmy Awrads. O trabalho dela como a roqueira Rose é nada menos que antológico, visceral, profundo, emocionante. Com experiência de palco e como cantora, ela faz um Janis Joplin perfeita, inesquecível.

É verdade que o elenco do filme reunido por Rydell era impressionante: o ator e produtor inglês Alan Bates (como o Manager Rudge Kenton), os favoritos de Coppola Harry Dean Stanton (PARIS, TEXAS) e Frederick Forrest (APOCALIPSE NOW), David Keith (AN OFFICER AND A GENTLEMAN), e o ator diretor e roteirista Barry Primus.

Para se ter ideia de todo o talento envolvido na produção, o roteiro foi escrito por Michael Cimino (O FRANCO ATIRADOR), Bo Goldman (roteirista de UM ESTRANHO NO NINHO e PERFUME DE MULHER), a partir de uma história de Bill Kerby (o roteirista da série HATFIELDS & MCCOYS). A deslumbrante fotografia era do mago húngaro Vilmos Zsigmond.

O diretor Rydell fez apenas 26 filmes, mas depois de dirigir episódios de séries de TV famosas, como GUNSMOKE, O FUGITIVO e JAMES WEST, marcou sua biografia com obras como OS COWBOYS (com John Wayne), LICENÇA PARA AMAR ATÉ A MEIA-NOITE (um sensível drama que conta o romance entre um marinheiro e uma prostituta estrelado por James Caan e Marsha Mason) e NUM LAGO DOURADO (o último filme do gigante Henry Fonda). Rydell ainda tem uma aparição importante como ator no excelente UM PERIGOSO ADEUS, filme que Robert Altman fez com Elliot Gould como o Detetive Phillip Marlowe.

Por óbvio, a trilha sonora de THE ROSE é impecável. Bete Midler cantando THE ROSE e WHEN A MAN LOVES A WOMAN é de cortar os pulsos. Os recentes (e merecidos sucessos) de BOHEMIAN RAPSODY, A STAR IS BORN e ROCKETMAN lembram muito a forma de condução de THE ROSE, um filme que extraiu muito de sua força das performances de Bete Midler em shows monumentais filmados espacialmente para a tela do cinema.

THE ROSE, apesar de ser um filme sobre a auto-destruição de uma grande artista e, portanto, ser forte, contundente, emocionante e muito triste, ainda encontrava espaço para o humor. Em determinada cena em que a protagonista foge com o motorista de sua limousine, eles entram de madrugada em um Diner. O dono, ultra conservador imediatamente os recebe aos gritos: “Aqui não servimos hippies.” Rose olha para ele e rebate: “Sem problemas. Nós não comemos hippies.” Devastador.

Não é fácil encontrar o filme de Rydell. Quem tiver esta paciência e sorte, vai ver uma obra cinematográfica impressionante, linda, sensível e histórica.

Janis Lyn Joplin would be 76 today. She died of an overdose on October 4th, 1970, at the age of 27. She marked her name in music history as the rebel singer of unparalleled performances.

In 1979, New York filmmaker Mark Rydell decided to bring a “disguised” biopic by Janis Joplin to the screen. The film was called THE ROSE. It was a huge success: it was nominated for 4 Oscars, won three Golden Globes and was nominated in both BAFTA and CÉSAR as Best Foreign Film.

American (born in Hawaii) actress (and comedian) Bete Midler, playing the role of her life, catapulted her career that gave her two Oscar nominations, 3 Golden Globes and 3 Emmy Awrads. Her work as rocker Rose is nothing short of anthological, visceral, profound, exciting. With stage experience and as a singer, she makes a perfect, unforgettable Janis Joplin.

It is true that the cast of the film put together by Rydell was impressive: English actor and producer Alan Bates (as Manager Rudge Kenton), Coppola‘s favorites Harry Dean Stanton (PARIS, TEXAS) and Frederick Forrest (APOCALYPSE NOW), David Keith (AN OFFICER AND A GENTLEMAN), and actor and screenwriter Barry Primus.

To get an idea of ​​all the talent involved in the production, the script was written by Michael Cimino (THE DEER HUNTER) and Bo Goldman (writer of ONE FLEW OVER THE CUCKOO’S NEST and SCENT OF A WOMAN), from a story by Bill Kerby (the writer of HATFIELDS & MCCOYS). The stunning photograph was of the Hungarian magician Vilmos Zsigmond.

Director Rydell made only 26 films, but after directing episodes of famous TV series such as GUNSMOKE, THE FUGITIVE and WILD, WILD WEST, he marked his biography with works such as THE COWBOYS (with John Wayne), CINDERELLA LIBERTY (a sensitive drama that tells the romance between a sailor and a prostitute starring James Caan and Marsha Mason) and ON A GOLDEN POUND (the last film by the giant Henry Fonda). Rydell still has an important appearance as an actor in the excellent THE LONG GOODBYE, film that Robert Altman made with Elliot Gould as Detective Phillip Marlowe.

Obviously, THE ROSE soundtrack is impeccable. Bete Midler singing THE ROSE and WHEN A MAN LOVES A WOMAN is a must-have. The recent (and well-deserved successes) of BOHEMIAN RAPSODY, A STAR IS BORN and ROCKETMAN are very reminiscent of the way of conducting THE ROSE, a film that drew much of its strength from Bete Midler’s performances in monumental shows filmed specially for the big cinema screen.

THE ROSE, despite being a film about the self-destruction of a great artist and, therefore, being strong, forceful, emotional and very sad, still found space for humor. In a certain scene in which the protagonist runs away with the driver of her limousine, they enter the Diner at dawn. The ultra-conservative owner immediately greets them, “We don’t serve hippies here.” Rose looks at him and says, “No problem. We don’t eat hippies.” Devastating.

Rydell’s film is not easy to find. Whoever has this patience and luck, will see an impressive, beautiful, sensitive and historical cinematographic work.

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