BROOKLYN SEM PAI NEM MÃE: Edward Norton se Firma como Diretor em Filme Noir com Elenco Ótimo e História Clássica com Tons de Modernidade

Edward Norton é um dos melhores atores de sua geração, aos 50 anos. Já foi indicado para 3 Oscars (AMERICAN HISTORY X, PRIMAL FEAR e BIRDMAN) mas ainda tem muito por conquistar. Este americano nascido em Boston chega a sua segunda experiência na direção (KEEPING FAITH, com Ben Stiller e Jenna Elfman foi o primeiro filme que dirigiu) bem mais maduro e conhecedor da linguagem do cinema. O filme passou nos cinemas em novembro de 2019 e está disponível na Apple TV+ e na Amazon Prime Video.

O livro do escritor americano Jonathan Lethem conta a história de um detetive particular com a Síndrome de Tourette (uma espécie de disfunção neurológica que faz ele dizer piadas e trocadilhos sem parar contra a própria vontade) que resolve ir atrás dos assassinos de seu mentor, mergulhando na investigação que o antigo chefa fazia.

Ao estilo dos melhores filmes noir, BROOKLYN SEM PAI NEM MÃE (achei o título nacional ruim quando o original tem uma explicação bem interessante contada no filme) homenageia os principais temas do filme noir: detetives obcecados por justiça com um código de honra inflexível (mesmo em seu prejuízo), femmes fatales misteriosas, traições, políticos graúdos corruptos, conspirações intrincadas, capangas assustadores, becos mal iluminados e ambientes do underground tão fascinantes como assustadores).

Edward Norton vive o protagonista Lionel Essrog (maravilhosa interpretação cheia de sutilezas e nuances), ao lado da ótima atriz inglesa Gugu Mbata-Raw (A BELA E A FERA, CONCUSSION e THE MORNING SHOW), Alec Baldwin, Willem Dafoe, Bobby Cannavale, Bruce Willis, Cherry Jones e Michael Kenneth Williams, compondo um cast de excelente nível.

Claro que o filme de longa duração (2h24min) tem reviravoltas da história como convém a um bom noir. Há mocinhos que se revelam sem caráter e pessoas cuja presença parece pequena e que tem gestos excepcionais. Norton sabe explorar muito bem esta herança do “filme negro”. De quebra, Norton visita temas modernos como a exploração imobiliária, a corrupção de políticos e policiais, o papel do estado, racismo e amores impossíveis. Com muito jazz de alta qualidade da trilha sonora.

Eu tenho um fascínio pelos filmes de detetives particulares. Claro que os clássicos O FALCÃO MALTÊS, A BEIRA DO ABISMO, LAURA, UM LONGO E PERIGOSO ADEUS e PACTO DE SANGUE são os tops. BROOKLYN SEM PAI NEM MÃE faz jus a esta linhagem célebre. É um ótimo filme.

Edward Norton is one of the best actors of his generation, at 50. He has already been nominated for 3 Oscars (AMERICAN HISTORY X, PRIMAL FEAR and BIRDMAN) but he still has a lot to achieve. This Boston-born American comes to his second directing experience (KEEPING FAITH, with Ben Stiller and Jenna Elfman was the first film he directed) much more mature and knowledgeable in the language of cinema. The film ran in theaters in November 2019 and is available on Apple TV + and Amazon Prime Video.

The book by American writer Jonathan Lethem tells the story of a private detective with Tourette’s Syndrome (a kind of neurological dysfunction that makes him tell jokes and puns without stopping against his will) who decides to go after his mentor’s killers, diving in the investigation that the old boss was doing.

In the style of the best noir films, MOTHERLESS BROOKLYN (I found the national title bad when the original has a very interesting explanation told in the film) pays homage to the main themes of the film noir: detectives obsessed with justice with an uncompromising code of honor (even to his detriment), mysterious femmes fatales, betrayals, corrupt big politicians, intricate plots, scary henchmen, dimly lit alleys and underground environments as fascinating as scary).

Edward Norton plays the protagonist Lionel Essrog (wonderful interpretation full of subtleties and nuances), alongside the great English actress Gugu Mbata-Raw (BEAUTY AND THE BEAST, CONCUSSION and THE MORNING SHOW), Alec Baldwin, Willem Dafoe, Bobby Cannavale, Bruce Willis, Cherry Jones and Michael Kenneth Williams, composing an excellent cast.

Of course, the long-running film (2h24min) has plot twists as befits a good noir. There are good guys who reveal themselves without character and people whose presence seems small and who have exceptional gestures. Norton knows how to exploit this “black film” heritage very well. In addition, Norton visits modern themes such as real estate exploitation, the corruption of politicians and police, the role of the state, racism and impossible loves. With a lot of high quality jazz from the soundtrack.

I have a fascination with private eye movies. Of course, the classics THE MALTESE FALCON, LAURA, THE LONG GOODBYE are the tops. MOTHERLESS BROOKLY lives up to this celebrated lineage. It’s a great movie.

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