FORD VS. FERRARI: Na Vida Como nas Corridas Há Vencedores e Perdedores (É Tudo uma Questão de Correr o Risco)

Custei muito a ver FORD VS. FERRARI,de James Mangold. Trata-se de um belo filme, repleto de cenas e diálogos muito bem concebidas, feitas e dirigidas pelo talentoso cineasta novaiorquino de LOGAN, JOHNNY & JUNE, COPLAND e o excepcional GAROTA, INTERROMPIDA.

O melhor filme sobre corridas e carros segue sendo GRAND PRIX, de John Frankenheimer, de 1966, estrelado por Ives Montand, James Garner e Eve Marie Saint. Curiosamente, há muitos pontos de contato entre os dois filmes.

Em realidade, os dois filmes, centrados no mundo das corridas de alto nível (o primeiro no circo da Fórmula um e o segundo na Corrida das 24 Horas de Le Mans), querem demonstrar que no seleto círculo dos carros de corrida como na vida há os vencedores e os perdedores.

Claro que o simbolismo da velocidade extrema e das inúmeras decisões de “correr o risco” que os vencedores têm que tomar a cada curva, é uma forte metáfora da vida.

Matt Damon (sempre ótimo), Cristian Bale (um ator de excelência cada vez melhor) e a maravilhosa atriz irlandesa Caitriona Balfe (estrela da série OUTLANDER) compõem o trio central de alto nível do elenco do filme, onde ainda se destacam Jon Bernthal (HOUSE OF CARDS) e Josh Lucas.

Na minha opinião, a melhor cena do filme não se passa nos autódromos, mas na oficina em que a esposa do piloto Ken Miles lhe surpreende com duas cervejas geladas e uma dança inesquecível, com grande significado.

A duração do filme de 2h32min é realmente longa demais. Poderia ter sido editado para menos tempo. Mas se trata de uma obra cinematográfica de alto nível, cheia de reflexões profundas nos personagens e nos diálogos sobre o esporte da velocidade e sobre as relações humanas. O esporte segue sendo um campo fértil para se aprender a viver.

I am very late to see FORD VS. FERRARI, by James Mangold. It is a beautiful film, full of scenes and dialogues very well conceived, made and directed by the talented New York filmmaker from LOGAN, JOHNNY & JUNE, COPLAND and the exceptional GIRL, INTERRUPTED.

The best film about racing and cars remains GRAND PRIX, by John Frankenheimer, 1966, starring Ives Montand, James Garner and Eve Marie Saint. Interestingly, there are many points of contact between the two films

In reality, the two films, centered on the world of high-level racing (the first in the Formula One circus and the second in the 24 Hours Race at Le Mans), want to demonstrate that in the select circle of racing cars as in life there is the winners and the losers.

Of course, the symbolism of extreme speed and the countless “take the risk” decisions that winners have to make at every turn is a strong metaphor for life.

Matt Damon (always great), Cristian Bale (an actor of excellence) and the wonderful Irish actress Caitriona Balfe (star of the OUTLANDER series) make up the high-profile central trio of the film’s cast, where Jon Bernthal (HOUSE OF CARDS) and Josh Lucas still stands out

In my opinion, the best scene in the film does not take place on the racetracks, but in the workshop in which the wife of the driver Ken Miles surprises him with two cold beers and an unforgettable dance, with great significance.

The duration of the film of 2h32min is really too long. It could have been edited for less time. But it is a cinematographic work of high level, full of deep reflections on the characters and in the dialogues about the sport of speed and about human relations. Sport remains a fertile field to learn how to live.

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