CRÔNICA DE UM AMOR LOUCO: Em 1981, Marco Ferreri Fez um Grande Filme Sobre Charles Bukowsky

Em 1981 um filme do cineasta italiano Marco Ferreri (A COMILANÇA) fez um enorme sucesso nos cinemas brasileiros. Tratava-se de uma adaptação cinematográfica livre do livro CRÔNICA DE UM AMOR LOUCO, do escritor americano (nascido na Alemanha) Charles Bukowski. 

Em 1972, a Editora City Lights publicou uma coleção de histórias curtas de Bukowsky intitulada Erections, Ejaculations, Exhibitions, and General Tales of Ordinary Madness. Em 1983, as mesmas histórias foram republicadas em dois volumes chamados TALES OF ORDINARY MADNESS e THE MOST BEAUTIFUL WOMAN IN TOWN.

O filme de Ferreri se baseava neste primeiro livro de histórias curtas. Narrava a história auto biográfica de um poeta alcoólatra Charles Serking (Ben Gazzara excepcional) que viaja para Los Angeles, onde se envolve em uma série de situações bizarras envolvendo álcool, drogas e sexo.

Lá ele conhece a auto-destrutiva prostituta Cass (o melhor trabalho da carreira da atriz italiana Ornella Muti, lindíssima) e os dois vão viver uma espiral de amor e degradação.

Romântico, lírico, poderoso, destrutivo, irônico, emocionante e muito triste, CRÔNICA DE UM AMOR LOUCO é o melhor filme da carreira do cineasta Ferreri, embora o proibido A COMILANÇA seja bem mais conhecido e comentado.

O filme ganhou 4 prêmios David di Donatello (Diretor, Roteiro, Fotografia e Montagem) e um Prêmio Especial do Juri no Festival de San Sebastian para Marco Ferreri.

CRÔNICA DE UM AMOR LOUCO tinha uma trilha sonora belíssima de autoria do compositor francês Philippe Sarde (onde pontificava Bem Gazzara cantando em tom de lamento da balada Rock-a-Bye-Baby), mais uma fotografia antológica de Tonino Delli Colli e uma montagem primorosa do Mestre Ruggero Mastroianni, assegurando um deslumbramento formal do filme.

Não é fácil de encontrar CRÔNICA DE UM AMOR LOUCO. Mas vê-lo é uma experiência tão rica (embora difícil) sobre a precariedade do amor e do ser humano.

In 1981 a film by the Italian filmmaker Marco Ferreri (LA GRAN BOUFFE) was a huge success in Brazilian cinemas. It was a free film adaptation of the book TALES OF ORDINARY MADNESS, by the American writer (born in Germany) Charles Bukowski.


In 1972, City Lights Publisher published a collection of short stories by Bukowsky entitled Erections, Ejaculations, Exhibitions, and General Tales of Ordinary Madness. In 1983, the same stories were republished in two volumes called TALES OF ORDINARY MADNESS and THE MOST BEAUTIFUL WOMAN IN TOWN.


Ferreri’s film was based on this first short story book. It told the auto biographical story of an alcoholic poet Charles Serking (an exceptional Ben Gazzara) who travels to Los Angeles, where he gets involved in a series of bizarre situations involving alcohol, drugs and sex.


There he meets the self-destructive prostitute Cass (the best work in the career of the Italian actress Ornella Muti, beautiful) and the two will live a spiral of love and degradation.


Romantic, lyrical, powerful, destructive, ironic, exciting and very sad, TALES OF ORDINARY MADNESS is the best film in the career of filmmaker Ferreri, although the forbidden LA GRAN BOUFFE is much better known and commented.

This film won 4 David di Donatello awards (Director, Screenplay, Photography and Editing) and a Special Jury Award at the San Sebastian Festival for Marco Ferreri.


TALES OF ORDINARY MADNESS had a beautiful soundtrack by the French composer Philippe Sarde (where he pontificated Bem Gazzara singing in a regretful tone from the Rock-a-Bye-Baby ballad), plus an anthological photograph by Tonino Delli Colli and an exquisite montage by Master Ruggero Mastroianni, ensuring a formal dazzle of the film.


It is not easy to find TALES OF ORDINARY MADNESS. But seeing it is such a rich (although difficult) experience about the precariousness of love and human beings.

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