THE OUTSIDER: Final da Série da HBO Foi Brilhante, Tenso, Emocionante e Trouxe o Melhor de Stephen King

Embora eu não seja extamente um fã dos filmes e livros de terror, acho Stephen King um escritor top, porque ele sabe criar situações de medo e tensão como poucas pessoas no mundo do entretenimento. Claro que o sujeito que escreve O ILUMINADO e CARRIE, A ESTRANHA (dois filmes ótimos dirigidos pelo mestre Stanley Kubric e um iniciante Brian de Palma) já inscreveu seu nome no andar de cima.

Quando vi que a série THE OUTSIDER era baseada em um livro dele, a princípio fiquei meio receoso do que sairia dali. Acho os últimos trabalhos dele um pouco “over” tipo IT. Porém, quando li uma entrevista dele, onde falava que sempre quis fazer um livro policial (do tipo “quem matou?”) mas que, ao seu estilo, acresceria umas pitadas de sobrenatural, fiquei muito interessado.

THE OUTSIDER, produzida pela HBO, com a classe e o nível de produção de sempre, foi espetacular. raras séries me fizeram ansiar tanto pelo próximo episódio que eu assistia ao vivo, no domingo à noite, por não querer esperar o “streaming” do dia seguinte.

Acho completamente irrelevante se a gente crê ou não na existência do “EL CUCO” ou “shapeshifters” ou o que seja. THE OUTSIDER criou um universo tão sensacional, personagens tão reais, fatos tão quotidianos (claro que para quem entendeu as metáforas da história) quanto extraordinários, que fico pensando como vão ser os domingos sem eles.

O tema da série é a existência da “maldade” no mundo. Seja sob que forma for. Violência, egoismo, incredulidade, desesperança, o ambiente tão atual, onde coisas ruins florescem livremente e se alimentam da falta de humanidade das pessoas. Brilhante a frase do EL CUCO: “eu somente me alimento como vocês.” De arrepiar.

O trabalho interpretativo do quarteto central de atores foi simplesmente fantástico: a atriz britânica Cinthia Eryvo (indicada ao Oscar deste ano por seu trabalho em HARRIET) fez uma Holly Gibney (que nome genial) eterna, impressionante e definitiva como investigadora. Teve o grande diálogo da série quando disse “um homem reconhece um homem e um outsider reconhece um outsider”. Incrível.

O australiano Ben Mendelsohn (STAR WARS) elevou seu nome ao primeiro patamar ao compor o excepcional policial Ralph Anderson, um cético sobre coisas não materiais que vai se convencendo que estava acontecenedo algo diferente, em um trabalho de ator maravilhoso. Sua esposa na série, a fantástica Mare Winningham (sou fã dela desde O PRIMEIRO ANO DO RESTO DE NOSSAS VIDAS) fez talvez o personagem mais humano da história, uma mãe e esposa espetaculares.

E, finalmente, a atriz americana Julianne Nicholson, sempre sensacional fez a viúva mais dolorida que já vi, outro trabalho de antologia.

O suspense criado pela história (magnificamente roteirizada) foi quase insuportável. A cena do “sniper” – com os protagonistas colocados como patinhos em um estande de tiro, à disposição de um enlouquecido atirador foi um dos grandes momentos da história da televisão (ou s=cinema ou streaming ou o que seja).

Em resumo, THE OUTSIDER se insvreve como TRUE DETECTIVE, BIG LITTLE LIES e SHARP OBJECTS na primeira linha de séries da HBO. Algo tão bem feito, que a gente fica muito em dúvida se quer outra temporada ou prefere ficar “saudoso” desta perfeita primeira história.

Although I’m not exactly a fan of horror movies and books, I think Stephen King is a top writer, because he knows how to create situations of fear and tension like few people in the entertainment world. Of course, the guy who writes THE SHINNING and CARRIE (two great films directed by master Stanley Kubric and a beginner Brian de Palma) has already inscribed his name upstairs.

When I saw that THE OUTSIDER series was based on a book by him, at first I was a little afraid of what would come out of there. I think his latest work is a bit “over” like IT. However, when I read an interview of him, where he said that he always wanted to make a thriller book (of the type “whodunnit?”) but that, in his style, would add a few hints of the supernatural, I was very interested.

THE OUTSIDER, produced by HBO, with the same class and level of production as always, was spectacular. rare series made me look forward to the next episode that I watched live on Sunday night, for not wanting to wait for the next day’s streaming.

I think it’s completely irrelevant whether or not we believe in the existence of “EL CUCO” or “shapeshifters” or whatever. THE OUTSIDER created a universe as sensational, characters as real, facts as everyday (of course for those who understood the metaphors of history) as extraordinary, that I wonder how Sundays will be without them.

The theme of the series is the existence of “evil” in the world. In whatever form. Violence, selfishness, unbelief, hopelessness, the very current environment, where bad things flourish freely and feed on people’s lack of humanity. EL CUCO’s brilliant phrase: “I only eat like you.” Chilling.

The interpretive work of the central actor quartet was simply fantastic: British actress Cinthia Eryvo (nominated for this year’s Oscar for her work on HARRIET) made an eternal, impressive and definitive Holly Gibney (what a great name) as a investigator. She had the great dialogue of the series when she said “a man knows a man and an outsider knows an outsider”. Incredible.

The Australian Ben Mendelsohn (STAR ​​WARS) took his name to the first level by composing the exceptional policeman Ralph Anderson, a skeptic about non-material things who is convinced that something different was happening, in a wonderful actor’s work. His wife in the series, the fantastic Mare Winningham (I have been a fan of her since ST. ELMO’S FIRE) made perhaps the most human character in history, a spectacular mother and wife.

And finally, the American actress Julianne Nicholson, always sensational, made the widow more painful than I have ever seen, another anthology work.

The suspense created by the story (magnificently scripted) was almost unbearable. The sniper scene – with the protagonists placed like ducklings on a shooting stand, at the disposal of a crazed sniper was one of the greatest moments in television history (either cinema or streaming or whatever).

In summary, THE OUTSIDER is registered as TRUE DETECTIVE (season one), BIG LITTLE LIES and SHARP OBJECTS in the first line of HBO series. Something so well done, that we are very doubtful if we want another season or prefer to be “homesick” for this perfect first story.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.