JUGGERNAUT: INFERNO EM ALTO MAR – Outro Bom Filme Desastre da Década de 70

Na década de 70, se viveu o auge dos filmes desastre, iniciada pelo ótimo AEROPORTO, de George Seaton, com Burt Lancaster, Jean Seberg, Dean Martin e Jacqueline Bisset. Os filmes se caracterizavam por criar histórias em que um grupo de pessoas (alguns inocentes e alguns vilões) ficavam em perigo por um desastre natural (terremoto), um acidente (incêndio) ou um malfeito (bombas, atentados e afins). Todos tinham elenco numeroso, incluindo um ou mais galãs, duas ou três atrizes bonitas e veteranos de Hollywood. Os cartazes dos filmes normalmente traziam as carinhas dos atores e atrizes na parte de baixo, um ao lado do outro, como se fosse um álbum de figurinhas.

Em 1974, fui ao Cinema Cacique, na Rua da Praia, em Porto Alegre, ver JUGGERNAUT: INFERNO EM ALTO MAR, um competente filme desastre sobre um maluco recalcado que coloca sete bombas a bordo de um transatlântico inglês e pede 500 mil Libras para dizer como desmontar as bombas.

Enquanto a companhia e a Scotland Yard tratavam com o terrorista, uma equipe do exército inglês especialista em bombas desembarca no navio (mesmo em alto mar e com tempo horroroso) para tentar desmontar as bombas.

O elenco tinha Richard Harris, Omar Shariff, David Hemmings, Anthony Hopkins, Freddie Jones, Ian Holm, Shirley Knight, Caroline Mortimer, Jack Watson e Clifton James.

O diretor americano Richard Lester (dos filmes dos Beatles HELP e A HARD DAY’S NIGHT e do excelente ROBIN E MARIAN) consegue narrar esta história criando um suspense quase insuportável. Há várias cenas em que o espectador fica sem respirar na ponta da poltrona.

Na série de filmes desastre houve alguns excelentes (AEROPORTO e INFERNO NA TORRE) e outros horrorosos de ruins (AEROPOSTO 77 e TERREMOTO). JUGGERNAUT: INFERNO EM ALTO MAR não um dos melhores mas consegue se colocar em boa posição no ranking dos filmes desastre.

In the 70s, there was the peak of disaster films, initiated by the great AIRPORT, by George Seaton, with Burt Lancaster, Jean Seberg, Dean Martin and Jacqueline Bisset. The films were characterized by creating stories in which a group of people (some innocent and some villains) were endangered by a natural disaster (earthquake), an accident (fire) or a wrongdoing (bombs, attacks and the like). They all had numerous cast, including one or more stars, two or three handsome actresses and Hollywood veterans. The movie posters usually featured the faces of the actors and actresses at the bottom, next to each other, as if it were a sticker album.

In 1974, I went to Cinema Cacique, in Rua da Praia, in Porto Alegre, to see JUGGERNAUT, a competent disaster film about a repressed madman who places seven bombs on board of an English transatlantic and asks for 500 thousand pounds to say how to disassemble the explosives.

While the company and Scotland Yard were dealing with the terrorist, a team from the British army specialized in bombs disembarks on the ship (even in the high seas and in horrible weather) to try to dismantle the bombs.

The cast had Richard Harris, Omar Shariff, David Hemmings, Anthony Hopkins, Freddie Jones, Ian Holm, Shirley Knight, Caroline Mortimer, Jack Watson and Clifton James.

American director Richard Lester (from the Beatles films HELP! and A HARD DAY’S NIGHT and the excellent ROBIN AND MARIAN) manages to narrate this story creating an almost unbearable suspense. There are several scenes in which the viewer does not breathe at the end of the chair.

In the series of disaster films there were some excellent ones (AIRPORT and THE TOWERING INFERNO) and others horrible of bad ones (AIRPORT 77 and EARTHQUAKE). JUGGERNAUT is not one of the best but manages to put itself in a good position in the ranking of disaster films.

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