UM TOQUE DE INFIDELIDADE: Comédia Romântica na Veia

As ótimas comédias românticas que existem seguem uma receita de sucesso já comprovado e estabelecido: Uma boa história (romântica é óbvio), protagonistas charmosos (podem até ser bonitos), locações atraentes para os olhos, um humor comportado com ares de contestador, uma fotografia elegante e uma trilha sonora memorável (o papel das trilhas sonoras nas comédias românticas é ainda mais relevante).

Fazer uma lista de comédias românticas é difícil, tantos são os títulos do gênero que merecem menção: ACONTECEU NAQUELA NOITE, THE PHILADELPHIA STORY, UMA LINDA MULHER, BONEQUINHA DE LUXO, UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL, COMO PERDER UM HOMEM EM DEZ DIAS, SIMPLESMENTE AMOR, MELHOR IMPOSSÍVEL, ALGUÉM TEM QUE CEDER, AMOR A TODA PROVA, FEITIÇO DA LUA, JERRY MCGUIRE, QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL, SINTONIA DE AMOR, HARRY & SALLY FEITOS UM PARA O OUTRO e por aí vai.

UM TOQUE DE INFIDELIDADE, refilmagem do grande sucesso francês PRIMO, PRIMA, de Jean Charle Tachella que Joel Schumacher rodou no canadá em 1989, segue à risca esta receita de sucesso. Só podia se sair bem.

Ted Danson e Isabella Rosselini (luminosa de tão linda) compões um casal perfeito. São os primos que se apaixonam depois da infidelidade de seus cônjuges. Norma Aleandro, Lloyd Bridges, Sean Young, William Petersen e Keith Cogan são coadjuvantes perfeitos.

A música do compositor novaiorquino Angelo Badalamenti é um score maravilhoso. Ele é muito competente. Afinal fez o score de TWIN PEAKS para David Lynch, certamente uma das peças mais inspiradas da história do cinema.

O veterano cineasta Joel Schumacher é daqueles que já fez filmes maravilhosos (TEMPO DE MATAR, O PRIMEIRO ANO DO RESTO DE NOSSAS VIDAS) e outros inacreditavelmente ruins (BATMAN E ROBIN, 8MM e REFÉNS). Quando acerta, acerta; quando erra, Deus nos livre. Aqui em TOQUE DE INFIDELIDADE, acertou na mosca. Está certo que partiu de um roteiro muito inspirado de Tachella do filme original francês.

A atriz italiana Isabella Rosselini merece uma menção especial: filha de Ingrid Bergman e do cineasta Roberto Rosselini, ela tem em sua carreira alguns trabalhos memoráveis: VELUDO AZUL, de David Lynch por certo entre eles. Sua Dorothy Vallens – premiadíssima atuação – é um personagem exemplarmente interpretado. Claro que aqui, a Maria de UM TOQUE DE INFIDELIDADE tem uma exigência dramática muito menor. Mas a graça e o humanismo que ela dá à personagem é realmente tocante.

UM TOQUE DE INFIDELIDADE é um belo filme: romântico, irreal, emocionante e divertido. Em tempos difíceis, uma injeção de otimismo na veia.

The great romantic comedies that exist follow a recipe of proven and established success: A good story (romantic is obvious), charming protagonists (they can even be beautiful), attractive locations for the eyes, a humor with a defiant touch, an elegant photography and a memorable soundtrack (the role of soundtracks in romantic comedies is even more relevant).

Making a list of romantic comedies is difficult, there are so many titles of the genre that deserve mention: IT HAPPENED THAT NIGHT, THE PHILADELPHIA STORY, PRETTY WOMAN, BREAKFAST AT TIFFANY’S, NOTTING HILL, HOW TO LOSE A MAN IN TEN DAYS, LOVE ACTUALLY, AS GOOD AS IT GETS, SOMETHING’S GOTTA GIVE, MOONSTRUCK, JERRY MCGUIRE, FOUR WEDDINGS AND A FUNERAL, SLEEPLESS IN SEATTLE, HARRY & SALLY and so on.

COUSINS, remake of the great French success COUSIN, COUSINE, by Jean Charles Tachella that Joel Schumacher shot in Canada in 1989, follows this recipe of success. He could only do well.

Ted Danson and Isabella Rosselini (luminous, so beautiful) make a perfect couple. They are the cousins ​​who fall in love after the infidelity of their spouses. Norma Aleandro, Lloyd Bridges, Sean Young, William Petersen and Keith Cogan are a perfect supporting cast.

The music of New York composer Angelo Badalamenti is a wonderful score. He’s very competent. After all he scored TWIN PEAKS for David Lynch, certainly one of the most inspired music pieces in the history of cinema.

Veteran filmmaker Joel Schumacher is one of those who has already made wonderful films (A TIME TO KILL, ST. ELMO’S FIRE) and unbelievably bad ones (BATMAN AND ROBIN, 8MM and HOSTAGES). When he hits, he hits; when he make a mistake, God forbid. Here in COUSINS, he hit the bull’s-eye. It is true that he started from a very inspired script by Tachella from the original French film.

The Italian actress Isabella Rosselini deserves a special mention: daughter of Ingrid Bergman and filmmaker Roberto Rosselini, she has in her career some memorable works: BLUE VELVET, by David Lynch for sure among them. Her Dorothy Vallens – award-winning performance – is an exemplary character. Of course here, Maria from COUSINS has a much less dramatic demand. But the grace and humanism she gives the character is really touching.

COUSINS is a beautiful film: romantic, unreal, exciting and fun. In difficult times, an injection of optimism into the vein.

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