VIVA MARIA: Comédia de Louis Malle com Brigitte Bardot e Jeanne Moreau Segue Anárquica e Divertida

VIVA MARIA(1965), de Louis Malle, estrelado por duas estrelas francesas de primeira grandeza, Brigitte Bardot e Jeanne Moreau é uma comédia anarquista que mostra a união de duas artistas de circo em torno de uma revolução popular em um país imaginário da América Central. Maria I (BB) é a filha de um terrorista irlandês que desde muito pequena foi ensinada pelo pai como explodir objetivos militares inimigos. Maria II (Moreau) é uma artista de Vaudeville, que canta, dança e faz números para entreter a plateia de uma companhia itinerante.

Quando Maria I chega ao circo, conquista imediatamente a simpatia e a mentoria de Maria II que lhe torna a parceira de palco, ensinando o básico da arte de cantar e dançar. Mais descolada e ousada, Maria I logo introduz o striptease nos números levando a plateia ao delírio e tornando a dupla conhecida como “As Marias Desnudas”, a maior atração da companhia.

Brigitte Bardot estava com 31 anos, no auge de sua beleza. A atriz marcou época no cinema com filmes como E DEUS CRIOU A MULHER, O DESPREZO e AS MULHERES. Quando abandonou a carreira se tornou ativista ambiental e vive na França, tendo hoje 86 anos.

Jeanne Moreau, uma atriz de mais qualidade, já tinha 37 anos e era uma estrela internacional por ter feito clássicos eternos como OS INCOMPREENDIDOS, ASCENSOR PARA O CADAFALSO, JULES E JIM – UMA MULHER PARA DOIS e TRINTA ANOS ESTA NOITE, alguns dos maiores filmes da Nouvelle Vague francesa.

A união das duas estrelas em um filme causou furor. As duas foram indicadas ao BAFTA de Melhor Atriz (prêmio ganho por Moreau). VIVA MARIA trazia os melhores profissionais do cinema francês: o roteiro era assinado pelo próprio Louis Malle e o legendário roteirista Jean Claude Carriere; a música era de George Delerue; os figurinos de Pierre Cardin; e a fotografia de Henri Dëcae.

A proposta do tema e as transgressões dos números de striptease eram algo profundamente ousado para o cinema de 1965. Embora inexista nudez, as sugestões eróticas e sexuais do enredo são deliciosamente avançadas.

Claro que 55 anos depois, VIVA MARIA vale mais pelo inusitado de sua realização do que pela literalidade de suas falas. Mas de qualquer forma, ver este clássico libertário, com duas musas eternas do cinema, é – ainda hoje – um prazer intocado para qualquer cinéfilo.

VIVA MARIA (1965), by Louis Malle, starring two first-rate French stars, Brigitte Bardot and Jeanne Moreau is an anarchist comedy that shows the union of two circus artists around a popular revolution in an imaginary Central American country . Maria I (BB) is the daughter of an Irish terrorist who was taught from a very young age by her father how to explode enemy military objectives. Maria II (Moreau) is a Vaudeville artist, who sings, dances and makes numbers to entertain the audience of a traveling company.

When Maria I arrives at the circus, she immediately gains the sympathy and mentoring of Maria II that makes her the stage partner, teaching the basics of the art of singing and dancing. More cool and daring, Maria I soon introduces striptease in the numbers, taking the audience to a delight and making the duo known as “As Marias Desnudas”, the company’s biggest attraction.

Brigitte Bardot was 31 years old, at the height of her beauty. The actress marked an era in cinema with films such as AND GOD CREATED THE WOMAN, LE MÉPRIS and LES FEMMES. When he left his career he became an environmental activist and lives in France, now 86 years old.

Jeanne Moreau, an actress of the highest quality, was already 37 years old and was an international star for having made eternal classics such as LES 400 COUPS, ELEVATOR TO THE GALLOWS, JULES AND JIM and THIRTY YEARS TONIGHT, some of the greatest films of the French Nouvelle Vague.

The union of the two stars in a film caused a furor. Both were nominated for the BAFTA for Best Actress (award won by Moreau). VIVA MARIA brought the best professionals from French cinema: the script was signed by Louis Malle himself and the legendary screenwriter Jean Claude Carriere; the music was by George Delerue; Pierre Cardin‘s costumes; and the photography of Henri Dëcae.

The proposal of the theme and the transgressions of the striptease numbers were something deeply daring for the cinema of 1965. Although there is no nudity, the erotic and sexual suggestions of the plot are delightfully advanced.

Of course, 55 years later, VIVA MARIA is worth more for the unusual of its realization than for the literalness of its lines. But in any case, to see this libertarian classic, with two eternal muses of cinema, is – even today – an untouched pleasure for any film buff.

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