FREUD: Série da NETFLIX Traz o Personagem Fascinante Sigmund Freud em Trama Policial Violenta e Incômoda

Estou vendo a série FREUD, produção original austríaca da NETFLIX. O cineasta responsável por ela é o austríaco Marvin Kren. Isto me levou a pesquisar outras produções austríacas e cineasta nascidos na Áustria. Entre as produções, encontrei os filmes da série SISSI, A IMPERATIRZ, com a eterna Rommy Schneider, os filmes do cineasta austríaco Michael Haneke (CACHÊ, AMOR, A FITA BRANCA e A PROFESSORA DE PIANO) e um ótimo filme do húngaro Istvan Szabo (CORONEL REDL). Como cineasta austríacos, além de Haneke, Stefan Ruzowitsky (OS FALSÁRIOS) e Axel Corti (A AMANTE DO REI).

A série FREUD é muito difícil de ser vista. A narrativa é lenta, pesada, profunda, cheia de cenas desagradáveis (pela violência e crueza), as ambientações são escuras e despidas de glamour, boa parte dos personagens são desumanos e mesquinhos e a direção não facilita para o espectador em nenhum momento.

Dito isto, estou gostando muito de ver FREUD. Apesar de tudo, o personagem do Dr. Sigmund Freud segue sendo altamente fascinante e sua luta para descobrir e estabelecer (em meio a uma comunidade médica descrente) as bases da psicanálise é, sem dúvida impactante e hiponótica.

As constantes cenas de sonhos, delírios, alucinações e transes hipnóticos enriquecem o filme, dando-lhe em muitas oportunidades um tom lisérgico realmente importante para desvendar o inconsciente.

O pano de fundo da trama é uma série de assassinatos que ocorre na cidade de Viena, em 1886. Freud se alia à Polícia para tentar desvendar a conspiração por trás dos crimes. Um usuário do site IMDB criativamente intitulou sua crítica da série como “SHERLOCK FREUD”. Há pouca relação entre os métodos dedutivos (por observação) do detetive imortal de Arthur Conan Doyle e o uso do conhecimento sobre a mente humana que Freud faz na série.

Outro ponto de destaque é a resistência teimosa e invejosa dos doutos da época em aceitar avanços e mudanças que o jovem Freud propunha. É uma lição universal e mais atual que nunca.

O elenco de FREUD traz o jovem ator austríaco Robert Finster, de 36 anos como Sigmund Freud. Faz um ótimo trabalho, principalmente nas cenas em que está sob influência da cocaína, onde seus delírios são fascinantemente cinematográficos. Para mim, o maior destaque do elenco é a atriz francesa Ella Rumpf, como Fleur Salomé, uma mulher húngara, supostamente sensitiva, utilizada pela tia para golpes em milionários. Linda, expressiva e com um trabalho de interpretação impressionante.

Menos preocupada com a exatidão histórica (li vários textos criticando a série por este fato), FREUD mostra um personagem fascinante e uma trama que talentosamente mescla o princípio das teorias freudianas com uma trama policial bem interessante. Já vi cinco dos oito capítulos (todos com títulos significativos: Histeria, Trauma, Sonambulismo, Totem e Tabu, Desejo, Regressão, Catarse e Supressão). Vamos ver como termina.

I am seeing the FREUD series, original Austrian production by NETFLIX. The filmmaker responsible for it is the Austrian Marvin Kren. This led me to research other Austrian productions and filmmakers born in Austria. Among the productions, I found the films of the SISSI series, with the eternal Rommy Schneider, the films of the Austrian filmmaker Michael Haneke (CACHÊ, LOVE, THE WHITE RIBBON and THE PIANO TEACHER) and a great film by the Hungarian Istvan Szabo ( COLONEL REDL). As Austrian filmmakers, in addition to Haneke, Stefan Ruzowitsky (THE FALSARIES) and Axel Corti (THE KING’S LOVER).

The FREUD series is very difficult to see. The narrative is slow, heavy, deep, full of unpleasant scenes (due to the violence and rawness), the environments are dark and stripped of glamour, most of the characters are inhuman and petty and the direction does not make it easier for the viewer at any time.

That said, I’m really enjoying seeing FREUD. In spite of everything, Dr. Sigmund Freud‘s character remains highly fascinating and his struggle to discover and establish (in the midst of an unbelieving medical community) the foundations of psychoanalysis is undoubtedly striking and hyponotic.
The constant scenes of dreams, delusions, hallucinations and hypnotic trances enrich the film, giving it on many occasions a lysergic tone really important to unveil the unconscious.

The background to the plot is a series of murders that took place in the city of Vienna in 1886. Freud joins the police to try to unravel the conspiracy behind the crimes. A user of the IMDB website creatively titled his review of the series as “SHERLOCK FREUD”. There is little relationship between the deductive methods (by observation) of Arthur Conan Doyle‘s immortal detective and the use of knowledge about the human mind that Freud makes in the series.

Another point of emphasis is the stubborn and envious resistance of the scholars of the time to accept advances and changes that the young Freud proposed. It is a universal lesson and more current than ever.

FREUD’s cast features young Austrian actor Robert Finster, 36 as Sigmund Freud. He does a great job, especially in the scenes where he is under the influence of cocaine, where his delusions are fascinatingly cinematic. For me, the biggest highlight of the cast is the French actress Ella Rumpf, like Fleur Salomé, a Hungarian woman, supposedly sensitive, used by her aunt to beat up millionaires. Beautiful, expressive and with impressive interpretation work.

Less concerned with historical accuracy (I read several texts criticizing the series for this fact), FREUD shows a fascinating character and a plot that talentedly mixes the principle of Freudian theories with a very interesting police plot. I have seen five of the eight chapters (all with significant titles: Hysteria, Trauma, Sleepwalking, Totem and Taboo, Desire, Regression, Catharsis and Suppression). Let’s see how it ends.

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