BANCROFT: “Dark Thriller” Inglês Mostra Vilã Tentando se Salvar a Qualquer Custo. Com um Distintivo e uma Arma nas Mãos

Como existe uma infinidade de séries policiais originárias de todos os países, já se viu de tudo. Há policiais exemplares, idealistas, atiradores perfeitos, apaixonados, amigos, dedicados, dispostos a sacrifícios e leais. Por outro lado, há também corruptos, traiçoeiros, dissimulados, carreiristas, covardes e bandidos. Pois olha que eu acho que nunca tinha visto uma policial como a Detetive Superintendente Elizabeth Bancroft, na série inglesa BANCROFT, disponível no app BRITBOX da Amazon, na Apple TV+ e no Google Play.

São duas temporadas de quatro capítulos cada uma. A quantidade de crimes que a policial Bancroft pratica é algo de impressionar mesmo para o espectador acostumado a ver séries policiais de todas as latitudes. Ela mata com extrema facilidade, rouba provas, coloca colegas em situações de risco, mente sem parar, faz acordos com traficantes, pratica extorsões e chantagens, falseia evidências e, com tudo isto, só faz crescer na hierarquia da Polícia Inglesa, chegando ao topo da pirâmide. Os críticos denominaram BANCROFT de um “dark thriller”.

É inegável que esta postura incomum do roteiro, criando uma protagonista tão desapegada de seus deveres como policial cria uma atmosfera de suspense em que a gente vai adiante esperando como alguém vai descobrir os malfeitos da personagem principal. Mas ela não se deixa abater e vai eliminando um a um dos adversários que se opõem a ela.

A personagem guarda desde o início de sua carreira (27 anos antes do tempo central da narrativa presente) um segredo. Como ascendeu na carreira, ela não hesita em proteger seu segredo a qualquer custo. Uma jovem policial (a atriz inglesa Faye Marsay) chega à Delegacia encarregada de reabrir “cold cases” sem solução com novas técnicas forenses. O primeiro que ela pega já vem direto em cima do passado de Bancroft.

A atriz inglesa Sarah Parish vive a D.S. Bancroft. Conhecida por várias séries da terra da Rainha, Parish ficou bem conhecida por seu trabalho em DOCTOR WHO, a legendária série britânica. Aqui ela faz o trabalho da vida dela, criando uma personagem de vilã memorável, por vezes com tons surrealistas, quase uma Rainha Má dos desenhos infantis.

A produção da ITV é esmerada e com recursos notáveis. Os roteiros são bem escritos e criam situações cheias de emoção e suspense. E a série não tem qualquer pudor em sacrificar personagens que se coloquem no caminho da policial.

A gente termina de ver BANCROFT com a sensação de que se esta é uma policial, imagina os bandidos. Trata-se de um equívoco. É difícil haver um vilão com ficha de crimes maior que a D.S. Bancroft.

As there is an infinity of cop series originated from all countries, everything in this theme already has been seen. There are exemplary, idealistic policemen, perfect snipers, passionate, friends, dedicated, willing to sacrifice and loyal. On the other hand, there are also corrupt, treacherous, underhanded, careerists, cowards and bandits. Well, look, I don’t think I’ve ever seen a police officer like Detective Superintendent Elizabeth Bancroft, in the English series BANCROFT, available on Amazon’s BRITBOX app, on Apple TV + and on Google Play.

There are two seasons of four chapters each. The number of crimes that police officer Bancroft practices is something to impress even for the viewer accustomed to watching police series from all latitudes. She kills with extreme ease, steals evidence, puts colleagues in situations of danger, lies non-stop, makes deals with drug dealers, practices extortion and blackmail, falsifies evidence and, with all this, only makes it grow in the English Police hierarchy, reaching the top of the pyramid. Critics have called BANCROFT a “dark thriller”.

It is undeniable that this unusual posture of the script, creating a protagonist so detached from her duties as a police officer creates an atmosphere of suspense in which we go ahead hoping that someone will discover the wrongdoing of the main character. But she does not let herself be beaten down and eliminates one by one of the opponents who oppose her.

The character has kept a secret since the beginning of her career (27 years before the central time of the present narrative). As she ascended in her career, she does not hesitate to protect her secret at any cost. A young police officer (English actress Faye Marsay) arrives at the police station in charge of reopening unsolved cold cases with new forensic techniques. The first one she picks up comes directly over Bancroft’s past.

English actress Sarah Parish lives D.S. Bancroft. Known for several series in the land of the Queen, Parish became well known for her work on DOCTOR WHO, the legendary British series. Here she does her life’s work, creating a memorable villain character, sometimes with surrealist tones, almost an Evil Queen of children’s drawings.

ITV’s production is meticulous and with remarkable resources. The scripts are well written and create situations full of emotion and suspense. And the series has no qualms about sacrificing characters who stand in the way of the bad cop.

We finish seeing BANCROFT with the feeling that if this is a police officer, imagine the bandits. It is a mistake. It is difficult to have a villain with a crime record bigger than the D.S. Bancroft.

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