CURTIZ: Filme Sobre Diretor Valoriza Pouco a Obra Prima CASABLANCA

FILMANDO CASABLANCA é o título brasileiro para o filme CURTIZ, que o cineasta suíço Tamas Yvan Topolanszky fez em 2019 e que vem tendo sucesso em festivais ao redor do mundo. Já está disponível na NETFLIX.

Diretor, roteirista e produtor, Tamas Yvan Topolanszky enfoca basicamente a figura do diretor húngaro Michael Curtiz e seus conflitos pessoais, familiares, profissionais e políticos enquanto rodava CASABLANCA para a Warner, em plena Segunda Guerra Mundial, sob enormes pressões.

Já se sabia que a produção de CASABLANCA tinha sido tumultuada, com fatos como ser Ronald Reagan o ator preferido para viver Rick ou que o roteiros dos irmãos Epstein mudou demais durante o filme, somente se definindo a cena final no dia da filmagem.

CURTIZ dá mais detalhes (verdadeiros?), acrescendo, por exemplo, a presença de um consultor governamental dentro do set de filmagens, dizendo como o Governo queria que tal ou qual cena fosse feita. Será verdade?

Tenho uma certa prudência com relação aos filmes que enfocam grandes diretores e suas obras primas. Eles sempre são mostrados como ditadores, déspotas, pessoas abusivas com os atores e principalmente atrizes, ególatras e pouco valorizados nos aspectos criativos e artísticos. Fosse esta a realidade, acho difícil que os filmes deles saíssem tão maravilhosos.

Outro ponto que me frustrou foi o pouco destaque dado ao filme CASABLANCA e sua cenas icônicas. Mesmo os atores que vivem Humphrey Bogart e Ingrid Bergman são vistos apenas de costas, desfocados ou no escuro. Acho que foi uma oportunidade perdida para o filme.

Ferenc Legyel, ator húngaro vive Michael Curtiz. Scott Alexander Young faz Hall B. Wallis. Yan Feldman e Raphael Feldman vivem os irmãos Epstein. No elenco Lili Bordán, Evelin Dobos e Nikolett Barabas.  

O filme já ganhou prêmios nos Festivais de Burbank, Riviera, Montreal e Boston. Na minha opinião muito mais pelo seu tema ilustre que por sua realização propriamente dita.

FILMING CASABLANCA is the Brazilian title for the film CURTIZ, which Swiss filmmaker Tamas Yvan Topolanszky made in 2019 and which has been successful at festivals around the world. It is now available on NETFLIX.

Director, screenwriter and producer, Tamas Yvan Topolanszky basically focuses on the figure of Hungarian director Michael Curtiz and his personal, family, professional and political conflicts while running CASABLANCA for Warner, in the middle of World War II, under enormous pressure.

It was already known that the production of CASABLANCA had been in turmoil, with facts like being Ronald Reagan the favorite actor to live in Rick or that the scripts of the Epstein brothers changed too much during the film, only defining the final scene on the day of the shooting.

CURTIZ gives more details (true?), adding, for example, the presence of a government consultant within the film set, saying how the Government wanted this or that scene to be made. Is it true?

I have a certain prudence with regard to films that focus on great directors and their masterpieces. They are always shown as dictators, despots, abusive people with actors and mainly actresses, egolaters and little valued in creative and artistic aspects. If this were the reality, I find it difficult for their films to come out so wonderful.

Another point that frustrated me was the little emphasis given to the film CASABLANCA and its iconic scenes. Even the actors who live Humphrey Bogart and Ingrid Bergman are seen only from the back, out of focus or in the dark. I think it was a missed opportunity for the film.

Ferenc Legyel, Hungarian actor lives Michael Curtiz. Scott Alexander Young does Hall B. Wallis. Yan Feldman and Raphael Feldman live the Epstein brothers. Cast still has Lili Bordán, Evelin Dobos and Nikolett Barabas.

The film has won awards at the Burbank, Riviera, Montreal and Boston Festivals. In my opinion, much more for its illustrious theme than for its realization.

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