LOS ANGELES CIDADE PROIBIDA: Um Grande Filme na Tradição do Policial Noir Clássico

Os filmes policiais e filmes com PIs (Private Investigators) na Los Angeles dos anos 40 e 50 já geraram obras cinematográficas noir inesquecíveis. Fazendo uma listinha rápida: RELÍQUIA MACABRA, À BEIRA DO ABISMO, CHINATOWN, NO SILÊNCIO DA NOITE, KISS ME DEADLY, UM PERIGOSO ADEUS, CIDADE DOS SONHOS, GANGSTER SQUAD, e LOS ANGELES CIDADE PROIBIDA. Está certo que há filmes falhos, como A DÁLIA NEGRA, de Brian de Palma.

Já fiz um post sobre o grande filme de Curtis Hanson, L.A.CONFIDENTIAL. Nesta época de isolamento social, rever o filme se revela uma experiência maravilhosa. O filme narra a história de três policiais de Los Angeles investigando uma série de mortes na Cidade dos Anjos. Cada um imprime à investigação os traços de sua própria personalidade. A coisa complica quando eles se deparam com uma rede que faz prostitutas terem operações plásticas para ficarem sósias das estrelas do cinema, corrompendo altas autoridades e boa parte da própria polícia.

Com um elenco extraordinário (Russel Crowe, Kevin Spacey, Guy Pearce, Kim Basinger, James Cromwell, Danny de Vito, David Strathairn e Paul Guilfolye e um roteiro maravilhoso de autoria de Curtis Hanson e Brian Hageland, baseado no romance de James Elroy, LOS ANGELES CIDADE PROIBIDA traz inúmeras situações típicas dos filmes policiais noir clássicos do cinema.

Entre os tantos destaques estão as atuações da atriz Kim Basinger como a jovem Lyn Bracken, uma call girl sósia da atriz Veronica Lake e de Danny de Vito, um corrupto jornalista de tablóide que sempre dá um jeito de chegar antes nas cenas de crimes.

O lendário crítico de cinema Roger Ebert, ao fazer sua resenha sobre LOS ANGELES CIDADE PROIBIDA, escreveu: “Seria injusto eu até sugerir algumas das direções que a história toma. Deixe-me descrever momentos excelentes. Uma das mais famosas acontece quando Vincennes e Exley entram no Formosa Cafe, um restaurante chinês próximo a um terreno da Warner Bros., para questionar o mafioso Johnny Stompanato. Ele está com uma acompanhante, que lhes fala um pouco. Exley diz para ela calar a boca: “Uma prostituta que foi operada para parecer Lana Turner ainda é uma prostituta.” Observe como a câmera enquadra Exley em primeiro plano e mantém Vincennes em segundo plano, enquanto ele confidencia: “Ela é Lana Turner”. Essa frase, uma das mais famosas do filme, funciona tão bem, eu acho, por causa da maneira particular que Spacey a entrega, e pelo pequeno sorriso que ele se permite, e porque Hanson o faz na mesma cena; um corte para Vincennes estaria errado …LA Confidential” é descrito como filme noir, e assim é, mas é mais: invulgarmente para um filme de crime, lida com a psicologia dos personagens, por exemplo em a interação entre os dois homens apaixonados pela prostituta de Basinger. Ele contém todos os elementos da ação policial, mas com um estilo mais cortante e mais econômico; a ação existe não para si mesma, mas para fornecer uma arena para as personalidades. O diálogo é adorável; não a semiparódia de muitos filmes noir, mas as palavras de pessoas sérias tentando se revelar ou se esconder. E quando todos os tópicos são reunidos no final, você realmente tem que se maravilhar com a maneira como houve uma trama, afinal, e tudo faz sentido, e estava tudo bem ali esperando alguém descobrir isso.”

LOS ANGELES CIDADE PROIBIDA é um grande filme!

Cop films and films with PIs (Private Investigators) in Los Angeles in the 1940s and 1950s have already generated unforgettable cinematographic works. Making a quick list: THE MALTESE FALCON, THE BIG SLEEP, CHINATOWN, IN THE SILENCE OF THE NIGHT, KISS ME DEADLY, THE LONG GOODBYE, MULLHOLAND DRIVE, GANGSTER SQUAD, and L.A. CONFIDENTIAL. It is clear that there are flawed films, such as THE BLACK DHALIA, by Brian de Palma.

I already made a post about Curtis Hanson‘s great film, L.A.CONFIDENTIAL. In this time of social isolation, reviewing the film is a wonderful experience. The film tells the story of three Los Angeles police officers investigating a series of deaths in the City of Angels. Each of them prints his own personality traits to the investigation. It gets even more complicated when they come across a network that makes prostitutes have plastic surgery to look like movie stars, corrupting high officials and a good part of the police itself.

With an extraordinary cast (Russel Crowe, Kevin Spacey, Guy Pearce, Kim Basinger, James Cromwell, Danny de Vito, David Strathairn and Paul Guilfolye and a wonderful script by Curtis Hanson and Brian Hageland, based on the novel by James Elroy, L.A.CONFIDENTIAL features numerous situations typical of classic film noir police films.

Among the many highlights are the performances of actress Kim Basinger as the young Lyn Bracken, a look-alike call girl of actress Veronica Lake and Danny de Vito, a corrupt tabloid journalist who always finds a way to get to the scenes of crimes.

The legendary film critic Roger Ebert, in making his review on LOS ANGELES CONFIDENTIAL, wrote: “It would be unfair for me to even hint at some of the directions the story takes. Let me instead describe superb moments. One of the most famous comes when Vincennes and Exley enter the Formosa Cafe, a Chinese restaurant close to a Warner Bros. lot, to question the mobster Johnny Stompanato. He’s with a date, who gives them some lip. Exley tells her to shut up: “A hooker cut to look like Lana Turner is still a hooker.” Notice how the camera frames Exley in foreground and holds Vincennes in background, as he confides, “She is Lana Turner.” This line, one of the movie’s most famous, works so well, I think, because of the particular way Spacey delivers it, and the little smile he allows himself, and because Hanson does it in the same shot; a cutaway to Vincennes would have been all wrong …”L.A. Confidential” is described as film noir, and so it is, but it is more: Unusually for a crime film, it deals with the psychology of the characters, for example in the interplay between the two men who are both in love with Basinger’s hooker. It contains all the elements of police action, but in a sharply clipped, more economical style; the action exists not for itself but to provide an arena for the personalities. The dialogue is lovely; not the semiparody of a lot of film noir, but the words of serious people trying to reveal or conceal themselves. And when all of the threads are pulled together at the end, you really have to marvel at the way there was a plot after all, and it all makes sense, and it was all right there waiting for someone to discover it.”

L.A.CONFIDENTIAL is a great movie!

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