THE FLOOD: O Atual e Polêmico tema dos Refugiados em Drama Inglês Controverso

Um dos temas mundiais mais polêmicos e atuais é o dos refugiados. Milhões de pessoas que são obrigadas a sair de seus países por pobreza, fome ou problemas políticos e arriscar tudo em travessias intermináveis, nas piores condições para chegar a lugares melhores, onde são mal recebidos, distratados, muitas vezes presos e não raramente deportados.

As Produtoras Samuel Goldwyn Filmes (dedicada a filmes autorais) e a Curzon Film Distributors (proprietária de uma rede de cinemas de arte) se juntaram para fazer THE FLOOD (algo como A INUNDAÇÃO), um drama sobre um refugiado da Eritréia que chega à Inglaterra e passa pelo processo de entrevistas dos oficiais da Imigração.

Como seu caso tem repercussão de mídia, a chefia demanda uma pronta resposta. Mas a oficial encarregada – especialista em detectar mentiras nas histórias do refugiados que pedem asilo no UK – desconfia que há um propósito oculto no que lhe é dito por Haile.

Uma dupla de protagonistas da série GAME OF THRONES pontifica em THE FLOOD: a inglêsa Lena Headey (a Cercei Lannister da série) – que fez um ótimo filme, IMAGINE ME AND YOU – e o escocês Iain Glen. Seus papeis são fortes, complexos e ambíguos. Estão os dois muito bem em THE FLOOD.

O terceiro nome do elenco é o ator de Uganda (com nacionalidade britânica) Ivanno Jeremiah, visto em HUMANS e BLACK MIRROR. Seu Haile é um primor de mistério e dúvida. Há horas em que a gente se compadece dele, pela doçura e carência que revela, e horas em que se tem certeza de seus propósitos criminosos e se tem raiva do personagem. Méritos do ator.

THE FLOOD é um filme cheio de polêmica, como seu tema central.

O crítico Peter Bradshaw, do THE GUARDIAN escreveu sobre THE FLOOD:

“Aqui está um drama bem-intencionado e honesto da roteirista Helen Kingston e do diretor Anthony Woodley sobre migrantes que procuram asilo no Reino Unido. Mas parece simplista, programático e artificial, particularmente o final, e quase às vezes como uma imagem bien-pensante de como as coisas estão por trás das manchetes dos jornais.

Haile (Ivanno Jeremiah) é um migrante da Eritreia que foi capturado em Dover em circunstâncias que o levaram a ser demonizado pelos tablóides como um possível terrorista violento. Wendy (Lena Headey) é a oficial de imigração que deve avaliar seu caso, enquanto lida com problemas pessoais dela, e sob pressão de seu chefe assediado Philip (Iain Glen), que por sua vez é apoiado pelo Ministério do Interior. Enquanto Wendy questiona Haile na sala de entrevistas, particularmente sobre o motivo pelo qual ele estava se comportando agressivamente com uma faca, sua história é revelada em flashback, levando-nos da Eritreia ao campo de refugiados de Calais – e a resposta à pergunta-chave de Wendy é: claro, adiado até o fim.

O filme levanta idéias perfeitamente valiosas, e sempre vale a pena ser lembrado da tragédia humana desesperada da migração. Haile argumenta com perspicácia que a mancha da ilegalidade é algo que sempre deve ser atribuída aos migrantes: “Quando você está tentando atravessar fronteiras, as únicas pessoas que o ajudarão são pessoas perigosas”. Mas, conforme se desenrola, essa história sugere que a aparente conexão de Haile com a violência não é uma questão de sobrevivência, mas de galanteria altruísta. Claro, isso poderia acontecer. Mas tudo está um pouco arrumado demais.”

Pelo seu tema e pela competência de sua realização THE FLOOD deve ser visto e discutido. Está na Aple TV+.

One of the most controversial and current global issues is that of refugees. Millions of people who are forced to leave their countries due to poverty, hunger or political problems and risk everything in endless crossings, in the worst conditions to reach better places, where they are badly received, dismissed, often arrested and not rarely deported.

Producers Samuel Goldwyn Filmes (dedicated to art films) and Curzon Film Distributors (owner of a chain of art cinemas) came together to make THE FLOOD, a drama about an Eritrean refugee arriving in England and goes through the process of interviewing Immigration officials.

As your case has media repercussions, the leadership demands a prompt response. But the officer in charge – a specialist in detecting lies in the stories of asylum seekers in the UK – suspects that there is a hidden purpose to what Haile says.

A pair of protagonists from the GAME OF THRONES series pontificate in THE FLOOD: the English Lena Headey (Cercei Lannister of the series) – who made a great film, IMAGINE ME AND YOU – and the Scottish Iain Glen. Their roles are strong, complex and ambiguous. They are both doing very well in THE FLOOD.

The cast’s third name is Ugandan actor (British) Ivanno Jeremiah, seen in HUMANS and BLACK MIRROR. Seu Haile is all mystery and doubt. There are times when we feel sorry for him, for the sweetness and lack he reveals, and times when we are sure of his criminal purposes and we are angry with the character. Merits of the actor.

THE FLOOD is a controversial film, as its central theme.

THE GUARDIAN critic Peter Bradshaw wrote about THE FLOOD:

“Here is a well-meaning and honestly acted drama from screenwriter Helen Kingston and director Anthony Woodley about migrants seeking asylum in the UK. But it feels glib, programmatic and contrived, particularly the ending, and almost at times like a bien-pensant image of how things are behind the uncaring newspaper headlines.

Haile (Ivanno Jeremiah) is a migrant from Eritrea who has been captured at Dover in circumstances that have led him to be demonised by the tabloids as a possible violent terrorist. Wendy (Lena Headey) is the immigration official who has to assess his case, while dealing with personal problems of her own, and under pressure from her harassed boss Philip (Iain Glen) who is in turn being leant on by the Home Office. As Wendy questions Haile in the interview room, particularly on the issue of why he was behaving aggressively with a knife, his story is revealed in flashback, taking us from Eritrea to the Calais refugee camp – and the answer to Wendy’s key question is, of course, neatly deferred until the very end.

The film raises perfectly valuable ideas, and it is always worthwhile to be reminded of the desperate human tragedy of migration. Haile makes the shrewd point that the taint of illegality is something that must always attach to migrants: “When you are trying to cross borders, the only people who will help you are dangerous people.” But, as it pans out, this story suggests that Haile’s apparent connection with violence is not a matter of survival but selfless gallantry. Of course, it could happen. But it is all a little too smoothly tidied up.”

For its theme and the competence of its realization THE FLOOD must be seen and discussed.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.