O HERÓI: Sam Elliot Chega ao Ocaso da Vida Entre Westerns, Locuções e Paixões

Sam Elliot é na minha opinião um ótimo ator subvalorizado. Este americano nascido Sam Pack Elliott, em Sacramento na Califórnia teve apenas uma indicação ao Oscar em sua carreira de 101 filmes, na recente refilmagem que Bradley Cooper fez de NASCE UMA ESTRELA, onde fazia maravilhosamente o empresário do protagonista.

Assisti O HERÓI (THE HERO), filme que o cineasta, roteirista e produtor americano Bret Hailey fez em 2019, em cartaz na Amazon Prime Video e na Apple TV+. Em papel autobiográfico, Sam Elliot vive Lee Hayden, um veterano ator de cinema, especializado em viver cowboys e fazer comerciais com sua voz inconfundível e que recebe a notícia de que está com um câncer terminal.

Seus últimos dias de vida são dedicados a tentar fechar com harmonia a relação com a ex-mulher Valarie (Katherine Ross, a eterna musa Elaine Robinson de A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM, esposa de Elliot na vida real desde 1984) e a filha Lucy (a Krysten Rotter, a JESSICA JONES da NETFLIX).

Duas coisas boas acontecem a Lee no ocaso de sua vida: em uma visita a seu vizinho e fornecedor de drogas Jeremy (Nick Offerman de PARKS AND RECRIATION), ele conhece a linda jovem Charlotte Dylan (Laura Prepon de ORANGE IS THE NEW BLACK), com quem passa a ter um improvável romance outonal. Seu empresário lhe telefona para informar que ele recebeu um prêmio de uma associação de filmes de western, pelo que será homenageado em um jantar formal dentro de alguns dias.

THE HERO é um filme triste, melancólico e profundo. Seu roteiro (escrito pelo próprio Haley com Marc Bash) é ótimo em criar situações embaraçosas (como o número de standup de Charlotte sobre como é transar com um septuagenário), tristes (quando Lee drogado esquece um jantar com a filha), emocionantes (quando Lee cai em lágrimas ao fazer um teste para um filme) e líricas (a exposição do mais recente quadro de sua ex-mulher onde ele conta da doença a ela).

Tudo é entremeado com cenas de filmes de faroeste em que Lee atuou e sua locução impecável de comerciais banais de produtos no rádio, o que dá ao filme uma dinâmica interessante, uma quebra de ritmo da narrativa e um enriquecimento indiscutível.

Gostei muito de ver THE HERO. É um filme forte e emotivo. Bonito, bem realizado e cheio de reflexões sobre a vida e seu final. Uma obra cinematográfica que merece muito ser vista.

Sam Elliot is in my opinion a great underrated actor. This American-born Sam Pack Elliott, in Sacramento, California, had only one Oscar nomination in his 101-film career, in Bradley Cooper‘s recent remake of A STAR IS BORN, where he made wonderfully the protagonist’s manager .

I watched THE HERO, a movie that American filmmaker, screenwriter and producer Bret Hailey made in 2019, running on Amazon Prime Video and Apple TV +. In an autobiographical role, Sam Elliot plays Lee Hayden, a veteran film actor who specializes in playing cowboys and doing audio commercials with his unmistakable voice and who receives the news that he has terminal cancer.

His last days of life are dedicated to trying to harmoniously close his relationship with ex-wife Valarie (Katherine Ross, the eternal muse Elaine Robinson of THE GRADUATE, Elliot’s wife in real life since 1984) and daughter Lucy ( Krysten Rotter, JESSICA JONES of NETFLIX).

Two good things happen to Lee at the end of his life: on a visit to his neighbor and drug supplier Jeremy (Nick Offerman from PARKS AND RECRIATION), he meets the beautiful young Charlotte Dylan (Laura Prepon from ORANGE IS THE NEW BLACK), with whom he has an unlikely autumn romance. And his manager calls to inform him that he has received an award from a western film association, so he will be honored at a formal dinner in a few days.

THE HERO is a sad, melancholy and profound film. Its screenplay (written by Haley himself with Marc Bash) is great at creating embarrassing situations (like Charlotte’s standup number about what it’s like to have sex with a man in the seventies), sad (when Lee drugged forgets dinner with his daughter), exciting (when Lee burst into tears when auditioning for a film) and lyrical (the exposure of his ex-wife’s latest painting where he tells her about the illness).

Everything is interspersed with scenes from western films in which Lee acted and his impeccable voiceover of banal product commercials on the radio, which gives the film an interesting dynamic, a break in the rhythm of the narrative and an indisputable enrichment.

I really enjoyed seeing THE HERO. It is a strong and emotional film. Beautiful, well done and full of reflections on life and its ending. A cinematographic work that deserves to be seen.

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